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    com Manoel Afonso


11/03/2011 14:48

Amplavisão

Manoel Afonso

UM INSULTO o anúncio “Prestando Contas” da Enersul nos jornais. Após tentar justificar o aumento de 19,33% no preço da energia, ela “reitera seu compromisso com a transparência e o desenvolvimento do Estado”.

IMPRESSIONA a cara de pau da Enersul, que sacudiu a opinião pública . Dois pontos escabrosos: o fato da Aneel apreciar o pedido apenas um dia antes de entrar em vigor e pretender reaver a grana que ela devolveu, por lei, ao consumidor.

A PRIVATIZAÇÃO do sistema elétrico, nestes moldes, é um desastre. Ora! Quem decide os aumentos é a Aneel, dirigida por gente das concessionárias. Se o PT criticou a privatização de FHC, já deveria ter proposto mudanças no sistema. Concorda?

ARTUZI Anda ‘colocando as manguinhas de fora’, fazendo insinuações perigosas e se postando de vítima. Quem imaginou que ele tivesse problemas psicológicos, errou! A herança maldita que ele deixou é muito maior que se imagina.

O ELEITOR de Dourados indignado com a insistência dos vereadores corruptos em permanecer no cargo. Mas eles já perderam bens preciosos, irrecuperáveis ao longo da vida: a dignidade e a honra. Carregarão esse fardo até a sepultura.

UMA BOA! Fiquei impressionado com o número de empresas interessadas em se instalar na capital. Para Edil, a política de incentivos fiscais do município e Estado atrai investidores e está mudando o nosso perfil sócio-econômico.

BRAVO! Se o INSS detona a nossa aposentadoria, a Câmara abre brecha para os deputados efetuarem a filiação retroativa ao Plano de Seguridade Social e garantir privilégios. Isso sem contar o aumento de 62% nos vencimentos.

VANDER e mais 11 colegas recolheram R$ 43,5 mil atrasados cada e abriram caminho para uma aposentadoria invejável. Nada contra! Mas o “curioso”: todos eles votaram com o Governo no projeto do salário mínimo. E esse pessoal, brinca?

SUGESTÃO aos nossos representantes em Brasília: visitem como simples mortais uma agência do INSS e ouçam os relatos dramáticos de quem busca um benefício. Recentemente passei por essa experiência inusitada. Coisa de louco!

EFEITO CASCATA “Com a safra menor, perderemos impostos e teremos menos dinheiro para investimentos públicos.” A afirmativa do deputado Paulo Corrêa faz sentido neste período de dificuldades com as chuvas.

SÓCIO? Se na era Lula o PMDB teve apenas 58% de adesão aos projetos do Planalto, demonstra agora fidelidade neste enlace com Dilma. As votações até aqui provam que o partido de Temer faz sua parte e naturalmente cobra a fatura.

1-QUE PENA! Simplificar o sistema de impostos, diminuir a burocracia e tornar o país mais competitivo no mercado mundial. Pois é! Pelos sinais, esse discurso de campanha da Dilma não é mais prioridade. E você continuará pagando o pato.

2-QUE PENA! Jaqueline Roriz nem será processada. Levou aquela grana antes de eleita. O autor dessa ‘saída’ é o ministro Cardozo, quando era deputado, para livrar a “cumpanheirada mensaleira” em 2007. Apenas questão de memória.

A DÚVIDA O voto distrital, como nos ‘States’, funcionaria aqui? Lá são 50 Estados e 435 distritos eleitorais; 53 na Califórnia. A alternância apenas entre Democratas e Republicanos, sem chances para outros partidos, é fruto do sistema.

O PERIGO do bi-partidarismo, a facilidade da reeleição, a baixa renovação da representação e o risco dos eleitos se aterem apenas aos temas regionais seriam os riscos maiores do sistema Distrital. Têm coronéis achando a idéia boa, pra eles!

EXPLICO: Imaginem por exemplo um político com vários mandatos lá no Nordeste. Ele tem visibilidade e mecanismos de aproximação com o eleitor. Numa disputa dentro do distrito ele levaria vantagem sobre os concorrentes novatos.

O ELEITOR está dando boas gargalhadas irônicas com os nomes da comissão da reforma política. Casos de Maluf, Valdemar da Costa Neto e Jaqueline Roriz. Muitos dos 40 integrantes, olhando apenas para o próprio umbigo.

O CONGRESSO precisa decidir logo as novas regras para divisão dos recursos aos Estados. Apesar da decisão do STF, na ação promovida pelo MS, os novos critérios só serão aplicados a partir de 2013. Até lá continuaremos perdendo.

LAMENTÁVEL Nosso Estado detém a quarta menor participação do FPE, enquanto Tocantins, por exemplo, recebe três vezes mais. Caberá aos nossos parlamentares pressionar o Congresso para aprovar a revisão os índices do FPM.

O REJEITADO Candidatos ao Denit e outros órgãos federais é que não faltam. Mas ninguém tem se interessado pelo Incra-MS, devido as denúncias de irregularidades Todos os políticos ‘disponíveis’ temem desgastes, é claro!

INTERESSANTE o projeto proibindo candidatura como vice ou suplente de cônjuge ou parente do presidente da República, governador, prefeito ou senador. Mas como ele atinge vários clãs políticos familiares, dificilmente será aprovado.

NELSINHO contabiliza os prejuízos com as chuvas. Em momentos difíceis como esse é que a bancada federal deve dar-lhe suporte para trazer recursos visando recuperação dos estragos. O interesse público esta acima da questão partidária. Ou não?

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Sérgio, Clãs políticos podem estar em qualquer estado, deste que, sejam bem preparados para representar quem os colocou em seus cargos. Lembrando sempre que quem escolhe é o povo.
 
Luis Felipe N A em 16/03/2011 06:14:05
Manoel Afonso, seu teu fã, mais gostaria de saber o dia exato da tua coluna. Fica na paz do Grande Arquiteto do Universo....
 
Arcoverde Barbosa Franco de Castro em 16/03/2011 05:45:17
Interessante...queríamos democracia, queríamos eleições diretas, conseguimos e continuamos a eleger um bado de pulhas!!! Agora precisamos mesmo é de reforma eleitoral e de elitor. Acho que assim como o candidato, o eleitor também deve ser qualificado, mas os "coronéis" em nome de uma prtensa democracia, permitem que menores de dezoito anos, analfabetos e outros quetais votem. Muito comodo. E assim vamos levando a vida de gado.
 
João Carlos Maciel em 15/03/2011 05:19:52
Clãs políticos e voto de cabresto não é exclusividade do nordeste. Veja nosso Estado e municípios, mesmo na capital, onde alguns se perpetuam, juntamente com a família, em cargos, eletivos ou não, nos três poderes. Enfim, estamos longe de sermos uma república de verdade.
 
Sérgio W. Annibal em 12/03/2011 12:38:43
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