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    com Manoel Afonso


14/10/2011 10:00

Amplavisão

Manoel Afonso

A NOVIDADE Quando se imaginava definido quadro eleitoral para 2012, no apagar das luzes Simone trocou seu domicílio eleitoral de Três Lagoas para Campo Grande. Mais uma pedra no tabuleiro da sucessão.

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EXPLICO: Agora André e Nelsinho contam com mais uma carga na manga, mais uma opção segundo as necessidades que se apresentarem. Se a escolha do candidato vai depender das pesquisas, Simone será mais uma alternativa.

NA POLÍTICA tudo pode acontecer e em matéria de opções, quanto mais melhor. Vejam: enquanto o PT patina em dificuldades e nas velhas divergências internas, os seus adversários já estão ‘afiando a faca’ para a disputa.

RECEITA O candidato tem que se ajudar. Não pode depender exclusivamente do seu partido e coligados. O mérito pessoal não pode ser inferior a 50% das intenções de voto. O leitor poderá aferir isso nas eleições de sua cidade.

LEMBRETE Até outubro de 2012 há um longo caminho, com pedras, buracos e ‘pegadinhas’ incríveis. Salto alto nem pensar! O exemplo do FHC sentado na cadeira de Jânio – na prefeitura de São Paulo – não pode ser esquecido.

O LIVRO de Lourival M. Fagundes sobre Lúdio Coelho é interessante. Abaixo alguns depoimentos. Contudo, estranhei a ausência das manifestações de Wilson B Martins e Jorge Haddad, dois personagens importantes na trajetória dele.

PEDROSSIAN: “Eu e Lúdio cometemos vários erros políticos...Penso que eu mais que ele...Estou convencido que esses erros mudaram o rumo da política de MS...um político que não guardava mágoas de ninguém. Inclusive de mim”.

LEVY DIAS: “Nunca vi o Lúdio usar o poder econômico para prejudicar alguém...Era simples, humilde, generoso e objetivo...Com seu jeito caboclo fez escola como político que sabia estabelecer prioridades...Lúdio era o Lúdio,

JUVÊNCIO: “... toda vez que me refiro a Lúdio Coelho, o que me vem à memória é a definição que foi um homem digno, pessoa franca, aberta. Jeito de caipira, com palavreado roceiro, apesar de agricultor e pecuarista abastado”.

SCHIMIDT: “...Sem deixar de se identificar com o segmento que representava, usando chapéu de abas largas, Lúdio simbolizou no poder a chegada de um homem do campo e se mostrou capaz de se aproximar do povo e fazer um bom governo.”

MANFREDO A. CORRÊA: “Campo Grande foi para Lúdio um caso de amor...Muitos o julgavam pelo dinheiro que ele possuía. Mas quando ele saiu da prefeitura, o povo o julgou pelo que ele era.”

A IMAGEM conta na política! Flávio Derzi, falecido em 12/08/2001, marcou pela sua postura calma, voz pausada e elegância no vestir. Sempre com a barba feita combinava camisa, cinto, calça e calçado. Os ‘blazers’, de cortes impecáveis.

OS PREFEITOS não cansavam de elogiar sua conduta também como Secretário de Governo. Flavio fazia questão de recebê-los na porta do gabinete e com muita paciência para ouvi-los. Se vivo estivesse, estaria fazendo sucesso.

AS FOTOS denunciam: Giroto apostou no guarda roupa de visual light. Antonio João tenta oxigenar a imagem sisuda; trocou a camisa branca pela ‘ gola de padre’, mas exagera no manequim, modelo e mesmice da cor.

DICAS: Não fica bem ao político ir à feijoada ou festa de peão de terno ou gravata. O eleitorado jovem é crítico, atento aos detalhes. A exploração de imagens (fotos e vídeos) na internet não anda perdoando absolutamente ninguém.

ALERTA aos candidatos em 2012. A popularização da internet será um ingrediente importante, até explosivo, fora de controle da lenta justiça. Os estragos com falsas notícias/montagens já causam preocupações antecipadamente.

DUAS FRASES importantes, mas ignoradas, quando da divisão do MT. De Fragelli: “não abro mão de continuar mato grossense”. De Garcia Neto: “Se a divisão é inevitável, visto a camisa do presidente Geisel.”

A PRIMEIRA teria influenciado Geisel na escolha do nome. A segunda foi o atestado de óbito político de Garcia. Ficou com a pecha de traidor e perdeu duas vezes (Canelas e Roberto Campos) na disputa para o Senado no novo MT.

PENSO EU... Faltou-nos o estilo cuiabano de transitar no Planalto para abrir portas. A luta interna pelo poder tirou do foco as prioridades. Ora! Fragelli chegou a ocupar a Presidência da República. E que vantagens levamos disso?

JULIO CAMPOS levou vantagem com Figueiredo na presidência. Abriu o ‘Nortão’ com dinheiro do Planalto e fez a diferença. Dos 38 municípios na época da divisão, o Mato Grosso saltou para 141. E nós aqui, na base do nhenhenhém.

ELEITOR odeia sacrifício, ama ‘moleza’. Juarez Távora com seu moralismo da UDN iniciou duro o comício no Rio: “Brasileiros, vamos trabalhar!” Alguém ironizou: “Já começou a perseguição”. Quase que o comício acaba.

TUCANOS tentam ‘bater asas’. O programa de TV do último dia 13 mostrou que o PSDB ainda é tímido na crítica. Sorte de Dilma, que apesar das atrapalhadas, leva vantagem com a’fidelidade’ da base parlamentar.

“Eu sou de Minas. Lá, o carro vem sempre depois dos bois”. (Aécio Neves)

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Eu já era funcionário da Câmara Municipal quando em 1977 o ex-Presidente Ernesto Geisel dividiu o Estado de MT e constituiu a Comissão de Transição. A Câmara Municipal abriu as portas recepcionando autoridades e a população para comemorar a concretização do sonho acalentado a quase um século. Nosso MS que era para ser "Estado Modelo", infelizmente, amarga uma dívida impagável.
 
oscar mendes em 19/10/2011 04:16:52
Manoel Afonso nadou na nostalgia ao submergir-se pelo histórico político de nosso Estado. Começou por Lúdio citado por outros políticos, como o ilustre Dr. Manfredo Alves Correa, passou por Flávio Derzi e ´golpeou´ Fragelli. Deveria fazer um livro, sugiro começar lá atrás, passando desde o meu bisavô Pedro Manvailer, pelo ímpar Deputado Fernando Saldanha aos irRETOCÁVEIS políticos em atividade.
 
Rodrigo Manvailer em 18/10/2011 05:40:42
Manoel Afonso, voce acertou na mosca quando definiu a falta de habilidade de nossos políticos após a divisão do antigo MT. Continuamos patinando em busca de programas que possam conduzir MS a um patamar desejável de crescimento, infelizmente, sem sucesso. Apenas a nossa Capital foi contemplada com um visível desenvolvimento, principalmente no aspecto urbanístico, é lastimável.
 
bene rodrigues costa em 15/10/2011 09:55:44
Concordo com você Manoel Afonso, que a roupa do político é importante para deixar o seu visual mais adequado para determinadas situações. Mas no quesito feiúra, a disputa da Capital será um clássico pelos nomes que se apresentam até o momento.
 
Paulinho Barbosa em 14/10/2011 07:19:31
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