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    com Manoel Afonso


22/07/2011 12:10

Amplavisão

Manoel Afonso

VISIONÁRIO é o PSD de Saulo Queiroz (Secretário Geral) e de Antonio João (MS). Saulo disse “um partido se faz com gente que ganha eleições”. “não quero estreantes, nem derrotados nos comandos regionais”.

SAULO QUEIROZ A política é seu ‘plano B’ após aposentadoria no Banco do Brasil. Deputado federal em 1986 e 1994, perdeu o senado em 1998 para Juvêncio e Carmelino, obtendo só 102.560 votos, pelo PSDB.

A VISÃO de Saulo não se identifica com o político que sai a campo em busca de votos por esse Brasil afora. O que seria dos partidos sem os estreantes e derrotados? Ora! Seus votos são computados no ‘critério legenda’.

LEMBRO: Muitos políticos de destaque começaram com derrotas. Aliás, elas ensinam mais que as vitórias. Política não se aprende na faculdade e sim no dia a dia de cada comunidade, como fazem nossos vereadores.

CONTRADIÇÃO Antonio João, que ensaia debutar nas urnas, não se enquadraria no perfil anunciado por Saulo para comandar o PSD. Ele também jamais saiu as ruas para pedir votos como cabo eleitoral ou para si.

PARTIDO não é confraria. Não pode se elitizar. Precisa agregar gente que represente diferentes segmentos sociais. Sem essas características não prospera, vira coadjuvante, vive de migalhas e tem vida curta.

MEMÓRIA-1 Os eleitos em 1994 para a Câmara Federal: André (65.091); Marisa (40.641); Sperafico (38.462); Marilu (38.164); Trad (35.014); Saulo (30.632); Goldoni (29.595) e Flávio Derzi (24.455 votos).

MEMÓRIA-2 Deputados federais eleitos em 1990: Derzi (61.203); Marilu (52.463); V. Guerra (38.673); E. Curvo (28.877); J. Elias (25.315); Takimoto (24.432); Trad (24.053) e V. Pereira (22.340 votos).

MEMÓRIA-3 Eleitos para a Câmara em 1986: Gandi (86.705); Levy (49.556); Saulo ( 37.404); V; Pereira ( 31.226); J. Elias (31.073); Figueiró ( 28.862), Ivo Cerzózimo ( 28.814) e Plinio B. Martins (24.890 votos).

MEMÓRIA-4 Deputados federais eleitos em 1982: Levy ( 65.122); Plínio ( 58.741); Saulo (38.138); Figueiró ( 31.242); Ubaldo Barém ( 28.868); Harry (25.044) e Albino Coimbra ( 24.849 votos).

‘O MUNDO GIRA...’ Da extensa lista de políticos citados acima, sobraram com mandato apenas André e Takimoto. Isso mostra a renovação natural dos quadros por motivos diversos. Ninguém é eterno, não é?

O MANDATO na Câmara é difícil. O êxito independe da capacidade de liderança e articulação. A tese de que a ‘a Câmara é o cemitério político’ faz sentido. Analisando os nomes acima você acabará concordando. Certo?

CONVERSEI com muitos deputados ao longo destes 40 anos. Conquistar espaço é ‘dose’; a visibilidade é restrita aos figurões partidários – beneficiados inclusive pelo regimento da Casa. Só dá eles na mídia!

POUCOS vão para a Câmara por vontade própria. Normalmente são empurrados para acomodar situações nas suas bases regionais. Ulysses Guimarães foi exceção porque tinha vocação exclusivamente parlamentar.

NORMALMENTE o deputado federal sonha em disputar uma prefeitura, o Senado ou o Governo de seu Estado. Mas isso nem sempre é possível devido aos fatores já mencionados. Ele se reelege ou volta pra casa.

A BRONCA é que o deputado acabou virando mero despachante, freqüentador de ministérios e outras repartições em busca de recursos. A imagem charmosa de crítico na tribuna é coisa do passado. Infelizmente é assim.

O SUCESSO do parlamentar está atrelado as emendas parlamentares. Não precisa dar um pio na tribuna. E onde fica o debate institucional, marca do parlamento em todo o mundo? Ele é o orgasmo da atividade política.

A PROPÓSITO Nilton Cesar (aquele!) tentou a Câmara Federal por duas vezes. Em 1982 obteve 13.139 votos e em 86 chegou aos 15.425 votos. Imaginem esse rapaz com o escudo da imunidade! Seria o ‘rei da cocada’.

PASSARAM pela Câmara nomes que dão arrepios. Hildebrando ‘Moto Serra’, Sergio Naya, Jabis Rabelo e Onaireves Moura são alguns da extensa lista. Mostra que o Pelé tinha razão ao dizer que ‘o brasileiro não sabe votar’.

RECESSO parlamentar. Na falta de notícias das atividades parlamentares, fala mais alto a imaginação. Conchavos, acertos, rompimentos, fofocas e namoros compõem o quadro morno que vai até o final do mês.

A FATURA O Ministério dos Transportes faz a festa dos governantes porque ainda vigora a tese de Washington Luiz “Governar é construir estradas’. Moral da história: todos ganham porque obra é coisa visível ao eleitor.

NELSINHO O asfalto em bairros novos faz a alegria dos moradores e engorda seu cacife eleitoral. Aliás, recomendo aos leitores da capital um giro sem pressa pela periferia para conferir as mudanças – para melhor - na paisagem.

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Olá, Sr. Manoel!

Sou leitor de sua coluna e não me contive em enviar este comentário para elogiar suas escrituras. Muito bem elaboradas, principalmente a memória 01, 02, 03 e 04, as quais nos remetem a um tempo memorável de nossa política regional, e como muito bem observado pelo senhor alguns daqueles nomes, apesar de estarem submersos pelos mais diversos motivos, em minha opinião merecem respeito ao servirem como espelho pelos seu feitos ao Mato Grosso Do Sul.

Abraços a todos.

Diogo Godoy- Presidente Da Juventude Democrata (DEM) Belavistense.
 
Diogo Willian Godoy Dos Santos em 27/07/2011 10:36:41
Amigo Manoel Afonso,são tantas emocões,mas no final e sempre a mesma coisa.
 
Luiz Borges em 26/07/2011 10:04:24
Concordo em partes com o Sr. Benedito,todos teremos que conhecer nossos representantes para deposita-los nossa procuração para que o mesmo conduza os destinos da sociedade, mas para isso todos eleitores teriam que votar conciente,de acordo com seu conhecimento ,o que se vê em periodos de eleições é a grande maioria dos eleitores é tentar fazer barganha de seu voto por bagadelas, tentando ser cabos eleitorais, para obter por alguns dias salários, até mesmo sem conhecer o candidato,e acaba conseguindo, e após conseguir já se torna um aliado e busca mais aliados e assim vai.Nós só vamos ter um país sem corrupção quando cada cidadão pençar por simesmo e não se deixar levar pelo oba oba dos marqueteiros nem barganhar seu voto.
 
porfirio vilela em 26/07/2011 08:11:53
Olá! Ao ler a coluna, tive a impressão de que o Srº Manoel Afonso fala dde uma frouxidão nas barreiras que delimitam os cargos públicos, é como se ser servidor público, porque prefeito, senador, governador, entre tantos, estão ou pelo menos deveriam estar a serviço da vontade da população, fosse uma brincadeira de criança totalmente idealizada. Sabe quando uma criança ganha um brinquedo muito desejado por ela e ao ganhar não sabe o que fazer com aquilo? Então! É parecido, ser eleito ao poder é tão sedutor quanto o brinquedo na vitrine pra uma criança, só que a criança se apoia em uma figura de poder que são seus pais que a norteiam na forma como ela vai explorar aquele brinquedo e ser criativa, tanto é que ciança, menino por exemplo, brinca de carrinho sendo o papai, dirigindo e colocando a mamçae do lado, mas o político não tem a mesma espontanei dade
 
William Souza em 25/07/2011 02:25:46
amigo de leve eu queria que se puder dar uma força a nossa querida terra natal Cassilandia pois la esta triste nao ve uniao para a cidade.E sssssssssssssiiiiiiiiiiim cada um para sua BOQUINHA.
 
ernesto francisco dos santos ms em 23/07/2011 04:52:00
Liderança é uma qualidade nata no individuo, aflora em alguns, adormece em muitos, talvez pela falta de oportunidade ou mesmo por não exercitá-la, porém, ela está sempre presente em todos os segmentos da sociedade humana. Entretanto, na classe política éssa espécie (lider) parece haver entrado num periodo de longa hibernação, até porque não se fabrica uma liderança, e, na atual conjuntura, com a lacuna criada pela falta de líderes, surge a figura dos oportunistas, que desconhecendo ou ignorando a ética que deveria pautar os principios da condução dos interesses públicos, se apresentam como competentes administradores, conhecedores dos meambros do poder, cujo resultados estamos assistindo, figuras do alto escalão sendo denunciados por corrupção e descaminhos. Cabe a juventude universitaria do país, acordar, protestar, e, principalmente participar da vida política de nosso país, eis que, constituem a esperança para que o Brasil seja uma pátria realmente justa e respeitada. Que a liderança nata nesses jovens se aflorem, para uma nova filosofia da política nacional, descolada da política heriditária e nosciva incrustrada no seio do poder.
 
benedito rodrigues da costa em 23/07/2011 03:34:17
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