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    com Manoel Afonso


10/10/2014 10:40

‘As urnas venceram as pesquisas’

Manoel Afonso

ELEIÇÕES Uma a uma, com erros e acertos, vão construindo o perfil da sociedade. Hoje, mesmo com a concorrência dos institutos de pesquisas, a voz das urnas se impõe e até surpreende como estamos vendo nos cenários nacional e estadual.

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2º TURNO Hora dos políticos exercitarem a negociação, colocando de lado as arestas recentes. Funciona assim, ainda que parte do eleitorado interprete como incoerência ou falta de memória. É que o eleitor puro ou ingênuo pensa mais com o coração.

PREVISÕES Confirmadas com as alianças já anunciadas na sucessão do Planalto e no MS. Se Aécio atraiu várias siglas, Azambuja conquistou apoio de Nelsinho, do senador Moka, do PSB, da maioria do PMDB, lideranças diversas e do prefeito da capital.

INFLUENCIA Para os observadores, o quadro nacional também pesará na sucessão estadual. Além disso, conta o fato do PMDB e PSDB terem sido parceiros por muito tempo tanto no Governo do Estado como na prefeitura da capital.

COMPARANDO Na decisão do futebol – quando o time que está perdendo consegue empatar no final dos 90 minutos, levando a decisão para a prorrogação, fica motivado e aproveita-se da instabilidade emocional do adversário para tentar vencer.

AZAMBUJA percebeu: o discurso funcionou nesta primeira fase das eleições e não há necessidade de alterações no texto. Na outra ponta Delcídio terá que alterar sua fala para tentar atrair a maioria daqueles 200 mil eleitores que votaram em Nelsinho.

CONSERVADORISMO É a marca do extrato social do MS. Com exceção da vitória de Zeca, o PMDB e PSDB levaram a melhor, inclusive nas eleições de Lula e Dilma a presidência. Esse fator há de ser levado também em consideração. Certo ou errado?

DESAFIOS Para Delcídio o maior deles é fazer as lideranças apoiadoras a entrarem de fato na campanha. E não custa observar: dia de campanha é curto, a semana idem e a decisão final bate a porta. Quem for mais ágil e competente ganha a eleição.

QUESTÕES Esse pleito pesará nas eleições municipais. Qual seria mesmo os projeto de André e de Zeca do PT? A família Trad seguirá unida em torno do projeto político de Marquinhos? O prefeito Olarte se contentará apenas com esse mandato?

BASTIDORES No caso de vitória de Azambuja, o deputado Geraldo Resende seria convidado para assumir a Secretaria de Saúde e Fabio Trad assumiria na Câmara. Claro que tudo está no campo das hipóteses, mas a tese é política e interessante.

DIFÍCIL transferir prestígio. Bernal obteve 204.262 votos ao Senado, mas seus companheiros de jornada ficaram muito aquém. Cazuza (11.939 votos) obteve o melhor desempenho e Evander Vendramini só chegou aos 10.823 votos ao Governo.

EM VÃO Discretamente o prefeito Olarte teria fomentado as candidaturas de Beth Felix e Joel Silva à Assembleia Legislativa. Veterana nas disputas ela não passou dos 6.063 votos, enquanto o estreante radialista chegou apenas aos 880 votos.

MILITARES Dos 8 candidatos no MS só o deputado cabo Almi emplacou. Cel Davi obteve 17.735 votos; major Santos 1.363 votos; capitão Arce 1.052 votos; cabo Elmo 706 votos, subtenente Arlindo 253 votos e o tenente Bernal 188 votos.

PROFESSORES Apenas Rinaldo (29.386 votos) se elegeu. Os 17 candidatos restantes não obtiveram votação compatível com a importância do magistério para a sociedade. Conclusão: também nesta classe, sem esquema financeiro não se elege. É pena!

TRAMPOLIM Se as eleições prefeiturais estão vinculadas as eleições estaduais, vários políticos e vereadores foram candidatos para aproveitar os holofotes. Pés no chão, deixaram demarcaram espaço para a próxima sucessão municipal.

EXEMPLOS Goldoni (9.547 votos) e Álvaro Soares ( 9.340) em Ponta Porã; Jorginho dos Gás (4059) e Ângelo Guerreiro (29.534) em Três Lagoas, Johny Gay (2.258) em Coxim, Enelvo Felini (9.532) e Daltro Fiuza (9.440) em Sidrolândia.

RADIALISTAS Picarelli foi o único eleito: 22.326 votos; seguido de Daniela Santos (Aquidauana) – 12.019 votos, Cazuza - 11.939 votos; Lucas – 6.821 votos, Miltinho Viana – 2.560 votos, Joel Silva – 880 votos e Keliana – 11.072 votos.

CORUMBÁ sem deputado. O ex-prefeito Ruitter obteve só 18.502 votos; 12.995 deles em sua terra e 2.169 em Ladário. As maiores causas: a alta abstenção e a concorrência local de Marcelo Iunes (PDT) – 9.312 votos e Solange (PMN) – 4.428 votos.

DOURADOS Dos 9 postulantes à Câmara só Geraldo Resende se elegeu e dos 17 candidatos à deputado estadual, apenas Barbozinha, Zé Teixeira, João Grandão e Takimoto emplacaram. A província douradense continua problemática.

INSUCESSO Vários nomes conhecidos do eleitorado decepcionaram: Teruel – 7.188 votos; Valdenir Machado – 5.717 votos; Bluma – 4427 votos; Getúlio Gideão – 1.873 votos; Tetila – 15.459 votos; Lanzarini – 9.807 e Loester – 8.049 votos.

SURPRESA Eleito em 2010 com 18.237 votos, o deputado Lauro Davi não passou de 9.534 votos. Muito estranho mesmo porque além de uma boa ação parlamentar, contava ainda com um bom esquema na Cassems, onde foi excelente presidente.

PONTO FINAL Suceder um governo medíocre é mais fácil que suceder o governante capaz. O pouco que se faz já é muito! Portanto, suceder André será uma tarefa hercúlea, porque as comparações e cobranças serão inevitáveis. Quem viver,verá!

Só confie em pesquisas que você pagar pessoalmente por elas”. (dito popular)

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A categoria dos professores não lograram êxito nesta e em outras eleições passadas, o que vem demonstrar a falta de união da categoria, ou ainda, a falta de uma liderança capaz de mobilizar a categoria, cuja atividade coletiva observada pela sociedade se resume a movimentos reivindicatórios de aumentos salariais. Éssa categoria merece ser comparada a um vigoroso touro, que não sabe a força que tem no pescoço. Veja bem, apenas na capital, são milhares de trabalhadores na educação; dificilmente encontraremos uma categoria profissional com tamanha densidade, entretanto, falta união, falta troca de idéias, falta interesse dos professores que não dispõe de tempo disponível para se dedicarem a política. Mas, onde está o velho ditado "tempo é agente que faz." Estão perdendo tempo e espaço. Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 11/10/2014 04:15:38
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