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    com Manoel Afonso


15/03/2013 11:07

Bastidores de 2014

Manoel Afonso

O JOGO NOS BASTIDORES Claro, nem sempre as notícias plantadas traduzem com fidelidade o encaminhamento de qualquer eleição, inclusive no Vaticano. Também aqui não se pode levar ao pé da letra o que "encenam nossos cardeais".

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DELCÍDIO Saiu na frente sem afrontar o PMDB. Não tem grupo histórico, mas é bem avaliado. Administra a ausência sem desgastes. Tem o aval do Planalto para se acertar com Zeca e "ad cautelam" evita Bernal. Está na estrada há bom tempo.

NELSINHO Fica no PMDB? Sua excelente aprovação na prefeitura seria combustível decisivo? Como seria sua receptividade no interior? Quem seriam seus companheiros de chapa? Atrairia novos aliados? Subiria no palanque de Dilma?

AZAMBUJA Atua em duas vertentes. Na primeira, reconciliaria-se com o PMDB. Na outra, flertaria com o PSB junto com Nelsinho e Mandetta (DEM). Reunião recente em Dourados sinaliza o embrião desta terceira corrente muito interessante.

‘O NOVO’ De tempos em tempos o ciclone da renovação faz estragos formidáveis. Ancorados nesta tese, trabalha-se para identificar o perfil do candidato ideal. O eleitor faria a escolha simplesmente pelo desejo de mudança e ponto final?

A QUESTÃO não é bem assim. Cada cardeal envolvido tem seu peso/biografia/time. Na lista: André, Delcídio, Nelsinho, Simone, Azambuja, Zeca, Londres, Schimidt, Moka e Murilo. Um aditivo : poucos partidos demonstram unanimidade.

BOM EXEMPLO destas cisões é o PMDB. Geraldo Resende acaba de repudiar qualquer entendimento com o PT. Nestes casos há de se levar em conta o projeto de cada um, sempre acima do partido, um mero barco temporário.

‘FATOR DILMA’ Ela se beneficiará; não decidirá a vitória do sucessor de André. Pesa na avaliação a falta de candidato de oposição que empolgue. Aécio por exemplo, lembra aquele shampô Denorex: parece remédio, mas não é”.

‘ESTÍLO ’ No saguão da AL. Um paranaibense alertava para as dificuldades de Semy Ferraz exercer com autonomia suas funções na prefeitura. Aliás, a dificuldade (demora) de Bernal decidir vem sendo comentada ‘in off’ dentro do governo.

A ANÁLISE do conterrâneo de Semy foi mais longe: “essa união Semy-Bernal foi rápida demais, circunstancial. É como casamento sem namoro. É raro vingar. Só com a convivência é possível avaliar quem é quem e depois subir ao altar.

LEMBRO que a identidade entre ambos se baseou no desejo de derrotar André. Semy nem morava no Estado e não tinha grupo e projeto político. E convenhamos: seu estilo pessoal é muito diferente do prefeito. Quem conhece compara!

A PROPÓSITO Qual é mesmo a equipe de Bernal? Técnicos sem o batismo da vida pública e políticos de partidos diversos. O que os unem? Caminham com as próprias pernas, tem autonomia, ou se submetem a onipotente ‘ordem do dia’?

E MAIS... Há um distanciamento enorme entre o prefeito e Câmara. Lúdio, Juvêncio e André são exemplos de que uma relação tranquila facilita a administração. Insistir na contramão é insensatez, é atrair a antipatia até de adversários moderados.

REAÇÕES Já perceberam que Delcídio, estrategicamente, afastou-se de Bernal? Quer evitar desgastes. Também Vander já reconhece a falta de projeto, planejamento e capacidade (desastrosa) de articulação política do prefeito na Câmara.

PEPINOS Zeca quer equiparação do piso salarial dos professores municipais ao da rede estadual. Os funcionários públicos já falam em aumento salarial. O pessoal da saúde insiste na briga e ainda há a polêmica da jornada de 30 horas.

A QUESTÃO: Para onde vai o PMDB em nível nacional? A cada eleição vai perdendo sua representatividade. Em 2006 elegeu 89 deputados federais e, em 2010, apenas 79. Enquanto isso o PT saltou de 83 para 88 representantes na Câmara.

A TÁTICA O Governo vai ‘vitaminando’os partidos nanicos que pouco a pouco aumentam a representatividade na Câmara. Com isso, espera por um fim a essa condição refém do PMDB, proclamando assim sua independência.

ESTRATÉGIA O PT sabe que lidar com os profissionais do PMDB é difícil, muito complicado mesmo. É mais fácil negociar com a bancada evangélica – por exemplo – cujo custo de negociação é muito mais em conta e mais rápida.

GOL DE PLACA O Governo anteviu a ameaça de Kassab e tratou de atraí-lo com uma secretaria que tem status de ministério e 69 cargos. Com isso garantiu uma situação cômoda em São Paulo, onde o PSDB pode perder o Governo em 2014.

O PROBLEMA do PMDB é que não conseguiu formatar uma liderança nacional. Hoje, Temer, Sarney e Henrique Alves apenas sobrevivem sem perspectivas de tomada do poder. Representam velhas oligarquias do partido, que não se renovou.

SUCESSÃO Até onde vai Eduardo Campos? Seu discurso nordestino chegará ao Sul e Sudeste? Sua biografia resistiria a uma campanha eleitoral? Quem seriam seus aliados? Teriam densidade eleitoral capaz de enfrentar a maquina do Planalto?

AÉCIO Perdeu aquela áurea do jovem simpático que atendia Tancredo. Aos poucos mostrou que suas virtudes são menores que seus pecados. Está dividido entre a ‘boa vida’ de solteiro e o enfrentamento de uma eleição presidencial.

CONSOLO: O papa é argentino, mas Deus continua brasileiro!

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Sempre que posso leio sua coluna, é muito produtiva e você é um jornalista bem informado. A proposito está chegando o momento da discussão do vice de Delcidio. Desta vez acho que volta um ou uma vice de Dourados para a disputa pelo menos na chapa de Delcidio.
E corre pelas entranhas do poder que o nome cotado é de uma mulher de Dourados. Fica a pergunta: A Vereadora Delia Razuk com as bençãos de Puccinelli e Jerson Domingos, Cecília Zauith esposa de Murilo que não disputa nada ano que vem ou a Vereadora Virginia Magrini a responsável pela construção do Hospital do Câncer de Dourados e debutante na política? Essa última está na moda em Dourados e é forte na região. Como dizia Zé Ten Ten: QUEM VIVER VERÁ!!!
 
Pedro Albertini em 20/03/2013 22:24:26
O Brasil está carente de lideranças, por isso, a sucessão prevista para o ano vindouro não deverá apresentar surpresas; quem está no poder deverá renovar o mandato, se não tiver direito de concorrer, deverá eleger o sucessor. As novas lideranças ainda não conseguiram empolgar o eleitorado, muito menos os jovens. Aqueles que se arriscarem a concorrer por uma nova legenda, sabem que terão poucas chances de vitoria. Falam em reforma política, porém, um ano antes do pleito eleitoral não deverá acontecer ou seus efeitos não serão aplicados, portanto, tudo ficará como está.
 
BENEDITO RODRIGUES DA COSTA em 18/03/2013 11:10:49
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