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    com Manoel Afonso


05/09/2014 13:16

‘Candidatos: mais iguais do que diferentes’

Manoel Afonso

DIOGO MAINARDI: “Vou votar em você Aécio. Aécio Fala! Você é neto do Tancredo, que era cheio de manhas, espertezas, tão bom jogador de poker que foi. Precisamos de sua voz e entusiasmo. O tempo está correndo contra nós”.

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O TRECHO do artigo retrata a preocupação (e decepção) com o desempenho de Aécio nas entrevistas, debates e pesquisas. Haveria o acordo: Dilma não fala da vida boêmia de Aécio, que por sua vez ignora o episódio do Mensalão e Cia. Será o Benedito?

VINGANÇA? Apesar das aparências os tucanos mineiros não se entendem com os colegas paulistas, ainda bronqueados com o fraco empenho de Aécio na campanha de Serra pela presidência. A mágoa e a vaidade superando a questão partidária.

DESASTRE Faltando menos de um mês para as eleições, Aécio não podia estar perdendo em Minas Gerais para Dilma (35%) e Marina (27%) como registra a última pesquisa do Datafolha. Seus pífios 22% demonstram os equívocos dele.

MARINA Deve perder votos que pareciam consolidados devido ao o preconceito pelo fato de ser negra e evangélica. Nesta reta final a politização da religiosidade deve aflorar. Sua posição favorável à formação de ‘conselhos’ também irá desgastá-la.

SALTO ALTO? Nesta altura da campanha Marina não pode dispensar apoio, venha de onde vier. Ridícula a polêmica envolvendo as relações de Marina com a candidatura de Nelsinho, que convenhamos, tem palanque para ajudar a candidata do PSB.

FRANCAMENTE... Já tem gente querendo aparecer na fita antes mesmo de saber se o ‘filme de Marina’ terá sucesso lá na frente. A velha história: o ‘bolo’ ainda nem foi para a assadeira e já tem gente de garfo na mão sentado à mesa querendo sua fatia.

SINCERAMENTE... Não se pode comparar o efeito Marina ao fenômeno Collor. A candidata não tem o mesmo carisma para transferir votos aos candidatos regionais, como ocorreu naquela eleição. São situações diferentes, portanto incomparáveis.

PAULO DUARTE O prefeito de Corumbá ironiza Azambuja nas promessas de reduzir impostos. Ex-colega do tucano na Assembleia Legislativa, lembra que o candidato votava à favor do Governo e contra as propostas para aliviar a carga tributária.

A PROPÓSITO Azambuja se complicou em debate ao falar da negociação de dívida bancária da prefeitura de Maracaju em sua gestão. Nem entro no mérito da questão, mas um candidato ao governo não pode superdimensionar picuinhas provincianas.

ESTRATÉGIA A maior parte da campanha de Delcídio está centrada em sua pessoa, currículo no Senado e nos cargos diversos que ocupou. Tem conseguido manter até aqui a serenidade quando questionado nos debates e criticado pelos concorrentes.

COMÍCIOS Que falta fazem por essas bandas. Ainda há pouco estive em João Pessoa (PB) e percebi: os políticos nordestinos não abrem mão de falar em praça pública após a tradicional carreata. Comícios enriquecem e apimentam as campanhas eleitorais.

O CENÁRIO é o mesmo: som alto, cartazes, faixas, foguetório, vendedores ambulantes e no palco os candidatos brigando pelo direito de discursar. Na falta de músicos e cantores, o apresentador têm dificuldades em manter o público até o final.

DETALHES Se na TV os candidatos ficam engessados pelo ambiente, em praça pública é pura emoção. Eles se soltam incentivados pelos aplausos e rasgam o verbo, misturando frases de efeito e declarações que levam o povo ao delírio.

SEM GRAÇA Assim defino a maioria dos debates. De olho no 2º turno os candidatos são excessivamente formais, evitam declarações para não ferir a sensibilidade dos concorrentes, não dizem o que o povo quer ouvir. São mais iguais do que diferentes.

ENTREVISTAS Decepcionam pela falta de objetividade dos repórteres e dos entrevistados. Os primeiros insistem em explicar a pergunta, ao invés de só questionar, já os segundos desviam a resposta, saem pela tangente ou apenas usam metáforas.

APATIA Se até os cabos eleitorais que seguram bandeiras nas ruas estão desanimados com essas eleições, imagine o cidadão comum lutando pela sobrevivência! Para piorar a chatice dos programas eleitorais aumenta ainda mais a ojeriza da opinião pública.

MESMICE Responda: além dos candidatos e dos envolvidos nas campanhas, onde mais você sente entusiasmo nestas eleições? Falta firmeza no eleitor; seu voto anda bambo, uma espécie de biruta de aeroporto ao sabor da mudança dos ventos.

‘O COMBUSTÍVEL’ Sem ele não se paga cabos eleitorais, gastos e nem se cumpre o cronograma de repasses aos vereadores do interior, irredutíveis quando assunto é dinheiro. Aliás, esse pessoal não brinca, quer fazer da eleição um bom negócio.

A DISPUTA pelas cadeiras na Câmara segue renhida, mas os observadores de plantão vaticinam que o PSDB não elegerá nem um candidato. Mandetta e Tereza Cristina estariam surfando bem nos segmentos até então sob domínio de Marcio Monteiro.

GETÚLIO VARGAS Simples sua receita para vencer uma eleição. Bastaria ter boa memória, usando a política como água no feijão. O que está carunchado não presta e acaba flutuando, enquanto o que é sadio permanece no fundo do caldeirão.

ENTREVISTA Fui ao programa do Arthur Mário, na Rádio Cultura da capital. Um papo dinâmico sobre política, episódios e naturalmente das eleições e seus personagens. As perguntas do Arthur não ficaram sem respostas. Grato pela oportunidade.

“A Marina quer os votos dos indecisos, mas ela também está indecisa”. (Zé Simão)

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O candidato é um personagem, mas o mandato é vida real.
 
Wagner Cabriote em 10/09/2014 17:32:05
(ESTRATÉGIA) Creio que esta não perdurara após tornarem-se publico as confissões do ex diretor da Petrobrás que beneficiado pela Lei de Delação Premiada está contando tudo tim tim por tim tim...
 
Antonio Mazeica em 06/09/2014 13:14:04
Vale a pena relembrar a época em que os comícios atraiam multidões, que adoravam os discursos inflamados dos candidatos e dos apoiadores, nessas ocasiões, grandes oradores proferiam longas horas de discursos, palavras extraídas dos dicionários, e frases meticulosamente construídas que causavam efeitos positivos, demonstrando o alto grau de cultura daqueles tribunos que sabiam como tirar proveito da arte de se emocionar. Nesse ponto, concordo com o colunista, tempos áureos que jamais voltarão, porque não mais existem escolas preparatórias de oradores clássicos. Discordo quando compara Marina Silva a Collor de Melo, tratando este como um fenômeno. Não foi, esse cidadão foi um produto preparado pelo laboratório da Rede Globo, quem o elegeu, e o Caçador de Marajas acabou caçado (ou cassado?).
 
benedito rodrigues da costa em 06/09/2014 10:12:09
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