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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016


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    com Manoel Afonso


10/06/2016 11:21

Escândalos de hoje valorizam políticos de ontem

Manoel Afonso

EDUARDO CONTAR Para o ex-deputado estadual, o cenário é horroroso. Lembra: “sou da época de gente do porte de Vespasiano Martins, Fernando Corrêa, Arnaldo Figueiredo, Plínio e Wilson Martins, Fragelli, Canalle, Lúdio, Levy e Pedrossian.”

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‘OUTROS TEMPOS’ À medida que as investigações mostram a podridão no poder, as antigas lideranças políticas são reverenciadas. Cidadãos dignos, comprometidos com a causa pública, que não se deixaram contaminar pela corrupção e tentações do poder.

MUDANÇAS Ao invés de aproveitar o mandato prestando sua parcela de contribuição à comunidade como era no passado, hoje usa-se o poder para levar vantagens diversas. A ética, o senso moral e a honra, substituídas pela esperteza prevista na “Lei de Gerson’.

LEMBRANÇAS Conversei algumas vezes com o dr. Arnaldo Figueiredo, Fragelli e Canale sobre as suas experiências políticas. Enxerguei neles sinais de honestidade e desprendimento visando o bem estar da sociedade. As biografias deles são intocáveis.

EXEMPLO Plínio Barboza Martins, de tão zeloso com a coisa pública como prefeito da Capital (1967/1970), mandou consertar às suas expensas um veículo oficial dias antes de deixar o cargo. Alegou que deveria entregá-lo nas condições em que o recebeu.

A PROPÓSITO Compare o padrão de vida que levam as famílias de vários ex-líderes importantes da nossa terra – com o modelo de ostentação adotado por novos políticos. A mansão do Giroto, por exemplo, é apenas um exemplo dentre tantos por aí. De leve.

OS BONS Fragelli na sua antiga casa em Aquidauana, numa vida com simplicidade. Dr. Wilson; comprava jornais na Afonso Pena. Garcia Neto; fui visitá-lo na sua chácara na Chapada dos Guimarães e notei: não ‘avançou o sinal’ no poder. Eles não roubaram!

COMPARE esses gestos (morra de raiva) com a postura de políticos atuais. O ministro Osmar Terra, por exemplo, pediu até o reembolso de R$ 8,58 gastos no supermercado e R$ 26,00 com a pipoca do cinema. Sem contar o que ele torra com o cartão corporativo.

EXPURGO Espera-se que seja completo, sem distinção de caciques e siglas como mostram as delações até aqui. Mais de 30 senadores enrolados na corrupção, numa crise política sem precedentes. O pior: o Planalto foi o grande fiador destas maracutaias.

ESPAÇO A desmoralização dos partidos tradicionais é tamanha que criou-se ambiente favorável ao discurso de indignação sob a batuta de Bolsonaro. Ao seu estilo, mostra as mazelas e faz críticas corajosas. Claro que ele incomoda esse pessoal comprometido.

REFLEXÃO Que esse apocalipse ou purgatório se aprofunde de tal modo que possa extirpar os maus e dar espaço para a vinda de outros melhores. Essa crise pode ser a grande chance para a mudança que precisamos. E disso, dependemos da Lava Jato.

CONVENHAMOS: A sociedade PT-PMDB afundou o país nestes últimos 13 anos. Manipulação que atingiu todos os setores do governo como está sendo provado. A sorte é que o Ministério Público Federal não se curvou e o juiz Sergio Moro foi em frente.

O FINAL Presos os cardeais do PMDB, estará aberto o caminho para a prisão de Lula, que anda recolhido, desistindo da promessa de sair pregando contra o golpe. Daí que não haverá clima para os tais movimentos sociais protestarem como antes. É torcer!

REFLEXOS Após a indignação que tomou conta da opinião pública de MS – por conta dos escândalos locais e nacionais – já sentimos a postura de reflexão do eleitor nas pesquisas recentes quanto sua intenção de votos para a prefeitura de Campo Grande.

VEJA: Dos 1.400 eleitores pesquisados, entre 3 e 8 deste mês, 39,60% deles ainda estão indecisos na ‘espontânea’ e 18,60% na estimulada. A Pesquisa do Instituto Vale foi registrada na J.E sob nº 03811-2016. Contratante - Dr. Costas Jornalismo Ltda ME.

AZAMBUJA Bem avaliado com 35,83% de ótimo/bom; 36,14 de regular; 17,57% de ruim/péssimo e 10,44 não souberam responder. Melhorou bem em relação à pesquisa anterior e se qualifica ainda mais como bom instrumento a serviço da candidata Rose.

AVALIAÇÃO do Governo Bernal: 48,92% ruim/péssimo; 20,35% regular; 16,07% ótimo/bom; 14,66 não souberam responder. Detalhe: na pesquisa de Abril Bernal tinha 51,76% ruim/péssimo; 21,17% regular; 15,29% ótimo/bom; 11,78% não responderam.

REJEIÇÃO Serve para avaliar o potencial de cada um. Na ‘estimulada’, Bernal tem 25,42%; Alex do PT 19,28%; Nelsinho 17,21%; Tereza Name 4,92%; Rose 4,71%; Marquinhos 4,20%, Cel Davi 1,21, Marcio Fernandes apenas 1,21% dos pesquisados.

OS NÚMEROS na ‘estimulada’: Marquinhos 34,07%; Bernal 29,85%; Rose 10,21%; Pepê 4,14%; Alex do PT 1,78%; Márcio Fernandes 1,35%. Indecisos 18,60%. Mas na pesquisa espontânea os indecisos chegam a 39,60%, mostrando que o jogo está aberto.

INTERESSANTE Na simulação com Nelsinho no lugar de Marquinhos, Bernal sobe para 31,57%. Nelsinho 17,07%; Rose 11,35%; Pepê 4,20%; Marcio Fernandes 2,35%; Tereza Name 2,28%, Alex do PT 1,92; Athayde de Freitas 1,64%. Indecisos 27,62%.

A SURPRESA? Absolvido no STF, o deputado Dagoberto é a nova peça do tabuleiro O PT quer apoiá-lo e ele poderia inclusive se aproveitar da desistência de Tereza Name. Mas o PT seria boa companhia na atual conjuntura? Ora! O cacife da ética do PT zerou.

ENFIM... nas eleições municipais o fator pessoal conta muito. Deve ganhar a melhor mensagem ao eleitor. Aliás, aquilo que Obama fez na sua vitória serve de referência de propósitos. A dica: já que não haverá comprador para seu voto, o eleitor será exigente.

“O Brasil conhece a minha trajetória, o meu cuidado no trato da coisa pública...” (Ex-presidente Sarney)

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