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    com Manoel Afonso


17/07/2015 11:20

‘Lava Jato & crise financeira encurralam o PT’

Manoel Afonso

JOSÉ FRAGELLI Governador 1971/75, era pragmático. Ao se negar cumprir uma promessa de campanha, o deputado Ruben Figueiró lembrou-lhe: “Governador – mas o senhor prometeu ”. E Fragelli emendou: “Se prometi, está desprometido”.

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O EPISÓDIO contado pelo deputado Felipe Orro mostra: os governantes devem se vincular menos às promessas e mais ao contexto atual, diferente ( para pior) da época das eleições. Aí justificado estava o uso do ‘termo desprometer’ de Fragelli.

É DIFERENTE o que fazia Fragelli e o faz a presidente Dilma. Ele ‘desprometia’ por não ter dinheiro em caixa. Ela, não pecou só pela mentira. Pior, fez leis por mais impostos, para tentar consertar seus próprios erros de antes das eleições.

OPINIÕES Elas recomendam que o governador Reinaldo até repense o calendário de obras e ações prometidas devido a queda de receita. Não se trata de ‘desprometer’ como dizia Fragelli, mas de se readequar a situação ruim e ao futuro nebuloso demais.

A PROPÓSITO Você já percebeu o quanto piorou a situação após as eleições? Antes o cidadão ria dos casos de corrupção porque não havia inflação, mas ele tinha trabalho. Hoje há inflação e o cidadão perdeu seu emprego. O pior: ainda está devendo.

A LIGAÇÃO do bolso com o cérebro é instantânea. Ao assistir, por exemplo, aqueles depoimentos na ‘Lava Jato’ e a cena dos carrões do Collor saindo apreendidos da ‘Casa da Dinda’, a nossa passividade natural é substituída pela indignação.

IMAGINE se a ‘Lava Jato’ tivesse ocorrido no Governo FHC! O PT já teria explodido o Brasil. E agora, tendo Collor como aliado, o PT não tem limites no roubo. E se o Zé Dirceu diz que não anda dormindo é porque tem culpa no cartório. E como tem.

CÁ ENTRE NÓS... Você acredita na veracidade daquela história de que tinha gente séria pagando – no mínimo – R$300.000,00 – por uma simples palestra do Lula? Mas o que ele tinha de tão importante para ensinar? Ora! Um desrespeito à nossa inteligência.

QUE FASE! A prisão do Valdemar C. Neto foi o início; depois as derrotas de Londres e Giroto. Após, foi a vez de Arroyo, rejeitado no TCE-MS. Agora, a ‘Lama Asfáltica’ derreteu Giroto. Restaram: Graziele e Paulo Correia. Agora é ajoelhar e rezar!

ZERADA Após a Operação Lama Asfáltica todos os pretensos candidatos à prefeito da capital estão no mesmo nível. A eleição praticamente está zerada. Claro que é preciso esperar para ver os desdobramentos. O poço pode ser ainda mais profundo.

OPINIÃO Para o deputado Marcos Trad sua imagem não foi manchada no episódio, ‘pois a o eleitor é bastante esclarecido para separá-lo de Nelsinho, que aliás não foi alvo no procedimento judicial ( despacho) que determinou as diligências’.

DESCONFORTO Antônio João entregou o PSD local ‘aos Trad’, dizendo que tinha encerrado a carreira política. Depois reapareceu reclamando da postura da nova direção do partido. A pergunta é: a novela terminou ou teremos novos capítulos?

CONFORTÁVEL é a situação da vice governadora Rose neste cenário. Submersa na sua secretaria saiu do foco para evitar desgastes. A sua imagem deve ser retocada , mas ela depende do sucesso do Governo Estadual e da vontade de Reinaldo.

AYACHE Acabou beneficiado neste escândalo, mas sabe: o eleitor conservador da capital, após o desastre Bernal, anda ressabiado. Dizem existir pesquisas para consumo interno onde sua avaliação pessoal é boa, mas prejudicada pelo seu partido, o PT.

INTERESSANTE Ao sugerir sua própria mulher como candidata a vice prefeito de Ayache, o ex-governador Zeca confirma a tese de que o PT não dispõe de bons nomes para a capital. Mas Ayache não quer ser usado. E fica no PT até quando?

COMPETÊNCIA Quem acompanha as sessões da Assembleia Legislativa pode dizer que a diretoria comandada por Jr. Mochi e Zé Teixeira foi positiva neste 1º semestre. Democrático nas relações, Mochi conseguiu ser unanimidade entre os pares.

BALANÇO: 66 sessões ordinárias, 8 extraordinárias, 130 projetos apreciados, 54 aprovados, 20 audiências públicas, 12 sessões solenes e seminário de vereadores. Mais: Mochi devolveu R$ 2 milhões ao Governo para investir na Caravana da Saúde.

INOVANDO Terceirizar a direção de hospitais públicos para entidades sem fins lucrativos é a nova opção do Governo aprovado com emendas dos deputados. Espera-se que o quadro melhore, principalmente nos maiores hospitais. Vamos esperar.

O MELHOR O estreante Barbosinha, foi a agradável surpresa. Atento e preciso nas intervenções plenárias, também mostrou conhecer o Direito Constitucional, o regimento interno e as constituições federais e estaduais na presidência da CCJ. Nota 10.

PREOCUPA Numa ponta os prefeitos reclamam da queda da arrecadação nos repasses federais/estaduais. Na outra, o Senado aprova regras para criação de novos municípios. É preciso distinguir a criação de polos de progresso - de novos centros de pobreza.

PENÚRIA Assim o presidente da Assomassul - Juvenal Neto define o quadro local com base nas previsões para o 2º semestre. E lembra: “toda vez que o Governo desonera produtos de impostos, prejudica os municípios - sem compensá-los”.

MARIO CESAR Há que se elogiar sua capacidade de administrar os embates ( que não tem sido poucos) entre a Câmara e o prefeito da capital. E os vereadores fizeram a sua parte neste semestre: não economizaram nas indicações; foram 8.747.

“O socialismo dura até que acabe o dinheiro dos outros”. (Margareth Thatcher)

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SUCESSÃO MUNICIPAL - O cidadão vive no município, vive na cidade que pode ser comparada a um grande condominio, onde o síndico deve ser ao mesmo tempo rigoroso na cobrança das taxas obrigatórias e necessárias a uma boa qualidade de habitabilidade, mas, deve ser também sensível, às reivindicações dos moradores. A demagogia dos discursos dos falsos profetas devem ser descartados pela população, assim como a imposição de candidaturas pelos partidos políticos devem merecer análise. Os formadores de opiniões (imprensa em geral) e a OAB poderiam colaborar e muito nesse processo de sucessão, propondo enquetes para saber da população quem ela gostaria de ver candidato a prefeito da capital. Assim, poderia ser evitado a vinculação dos problemas do Planalto com a escolha local. Benê.
 
benedito rodrigues da costa em 18/07/2015 05:53:34
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