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    com Manoel Afonso


15/08/2014 14:19

‘Morte de Eduardo Campos: ganhos & perdas’

Manoel Afonso

CONQUISTA Estamos alcançando a edição de número mil da nossa coluna semanal. Uma marca significativa, emblemática por se tratar do jornalismo voltado a dois assuntos interessantes, mas polêmicos: a política e a administração pública.

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DIFÍCIL transitar no terreno minado onde a guerra pelo poder se confunde com a própria vaidade humana. O estilo de escrever se funde com o caráter do jornalista ao falar de pessoas e fatos. Afinal, políticos são mais sensíveis do que se imagina.

IGUAIS Alguém já comparou o político ávido pela notoriedade, aquela madame que se esmera no visual com vestido novo numa festa e que no dia seguinte vai procurar por pela foto sua ou algum elogio na coluna social. É bem assim mesmo! Se é!

‘DAY AFTER’ A morte de Eduardo Campos muda o cenário da disputa nacional? Se confirmada, Marina repetirá os 20 milhões de votos, principalmente dos jovens, que integram a massa dos indecisos, tirando também votos de Aécio e Dilma?

EXPECTATIVAS Existem juntamente com as incertezas dos políticos e dos analistas. Não há garantias de que o fator comoção ajude Marina, porque a morte de Campos foi acidental e entre ambos o vínculo era recente sem um histórico marcante.

COMPARANDO Dr. Ari Coelho era prefeito de Campo Grande e o dr. Fernando C. da Costa (UDN) era o favorito para sucedê-lo. Mas o assassinato do dr. Ari, por motivos políticos, mudou o quadro: Wilson Fadul (PTB) entrou na disputa e venceu.

REFLEXOS A exemplo de outros Estados, aqui a disputa pelo Parque dos Poderes ganha novos contornos. A morte de Campos coincide com um período hesitante da candidatura de Nelsinho, superada por Azambuja na pesquisa Ibrape-Fiems.

NELSINHO precisa retomar seu discurso de forma mais contundente para tentar superar a falta de referência com Eduardo Campos. Mas isso passaria pela sintonia mais calibrada com o PMDB e todos seus candidatos na eleição proporcional. Certo?

AZAMBUJA pode ser beneficiado com esse novo quadro nacional devido ao viés ambiental de Marina que assusta o agronegócio. Mas pode ser prejudicado também caso Marina cresça a ponto de superar Aécio e disputar o 2º turno com Dilma.

VEJA BEM! Apesar do quadro econômico preocupante, com acenos de recessão, a candidatura de Aécio não empolgou como se esperava. A chegada de Marina poderia sim sacudir esse cenário e embolar a disputa tirando votos da favorita própria Dilma.

BASTIDORES Dilma e Lula querem atrair Marina temendo estragos de sua força no eleitorado do PT. Fisicamente Marina parece muito frágil para enfrentar essa batalha desgastante que se avizinha. São questões que precisam ser levadas em conta.

ATENÇÃO: O início da propaganda no horário eleitoral coincidirá com um quadro nacional indefinido. Por precaução, os candidatos ao governo estadual devem evitar certas abordagens partidárias temendo situações que possam ser prejudiciais.

MURILO É o mais atingido politicamente pela morte de Campos. Afinal, sua opção pelo PSB passou pela notória identificação pessoal com o ex-governador. Continuará no partido? Irá rever seu projeto de tentar o senado no futuro? Nem ele sabe.

REJEIÇÃO: Azambuja tem só 10%, contra 28% de Delcídio e 31% de Nelsinho. Mas o ‘tucano’ transformará essa vantagem em votos, coisa que os candidatos dos partidos nanicos – embora sem rejeição, sempre terminam as eleições com votação pífia?

A PROPÓSITO Apesar do pouco tempo no horário eleitoral, os candidatos nanicos no MS tem sido incompetentes nas últimas eleições, pela mesmice do discurso, falta de carisma e de empolgação. Será que esse pessoal não assistiu o dr. Eneas?

ARSENAL Cada candidato tem o seu. Os elogios de Azambuja a Delcídio, nos encontros do ‘Pensando MS’ estão armazenados e poderão ser mostrados no horário eleitoral de acordo com o desenrolar da campanha e os números das pesquisas.

BOA TACADA O ‘clip’ de Azambuja com cantores da nossa terra será usado para atingir o cobiçado eleitorado jovem, ainda sonolento politicamente. Mas até aqui a imagem da professora Rose não foi bem explorada na campanha tucana.

DELCÍDIO Para rebater o episódio da Petrobras, deve mostrar sua atuação na CPI dos Correios que culminou com a condenação dos mensaleiros. Portanto, o clima promete bastante motivação para o eleitor não desligar a televisão no horário eleitoral.

CONCORRÊNCIAS Mandeta levando vantagem sobre Marcio Monteiro pela vaga na Câmara? Alceu Bueno agregando apoio das 130 igrejas da ‘Mundial do Reino de Deus’. Sua coligação poderá atingir 100 mil votos e eleger dois candidatos.

SURPRESAS Devem ocorrer não só pelos critérios da legislação eleitoral, bem como pelo trabalho destes candidatos ‘formiguinhas’ que operam silenciosamente. Azar de muitos medalhões que se fiam em velhos e duvidosos esquemas de campanha.

FRACAS as entrevistas com os candidatos ao governo estadual. Parecem combinadas e não correspondem as expectativas. Os entrevistadores não exploram temas polêmicos evitando colocar os entrevistados em sinuca de bico. Assim acabam cansativas.

SAÚDE Será o grande mote da campanha local. O noticiário trágico do dia a dia será a munição. A propósito: andou bem o prefeito Olarte no arrendamento do Hospital Sírio Libanês da capital, mas exagerou em batizá-lo com o nome de seu próprio pai.

“Ter popularidade é uma coisa. Ter voto é outra coisa”. (Eduardo Campos)

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É crescente a afirmação de que os telespectadores desligam a TV no horário político gratuíto; não deveria ser assim, entretanto, existem candidatos aos cargos proporcionais que abusam da hilaridade, numa demonstração cínica de falta de respeito com os eleitores, e, mesmo os candidatos aos cargos majoritários que habitualmente se utilizam das vinhetas, nossas velhas conhecidas, expondo cenários de progresso, de desenvolvimento econômico e industrial, como se fôra uma obra de todos os partidos, ocasionando incredulidade nos eleitores. A tragédia que retirou o candidato Eduardo Campos da corrida presidencial, não causará um grande impacto na sucessão ao governo de nosso estado, onde o PSB não representa uma grande força; os jovens não foram estimulados a participar, uma lástima.
 
benedito rodrigues da costa em 16/08/2014 09:58:33
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