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    com Manoel Afonso


18/07/2014 15:05

‘O que vale numa campanha?’

Manoel Afonso

TERMÔMETRO Nunca se viu tantos imóveis comerciais para alugar na capital. As previsões são negativas para depois das eleições, com aumento da energia, combustíveis e impostos que o governo segura até aqui. E o povo endividado!

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APOSENTADORIA É o grande filão dos vereadores do interior para garantir os votos da família dos aposentados. Famoso pela frase “24 horas por dia, exclusive a noite”, o vereador Zé Bugre ( N. Andradina) no 6º mandato, é especialista na área.

‘CABRESTÃO’ Tida como cidade rica, em N. Andradina os projetos sociais tem peso eleitoral. São 1.000 famílias do Vale Renda, 500 do Bolsa Família e 200 da Assistência Social da prefeitura. Imagine então o quadro nas cidades mais pobres!

NA INTERNET Anote o valor dos benefícios de uma família carioca: R$ 1.800,00 do Cartão Família, R$ 660,00 do B. Família e R$ 138,00 do B. Família Jovem – totalizando R$ 2.600,00. Muita gente mamando nos altos impostos que pagamos.

CONCLUSÃO: Trabalhar pra que? É melhor ficar ‘coçando’ e esperar o passar o mês para ir receber a grana. Encontrar gente nas periferias disposta a trabalhar no pesado é cada vez mais difícil. Enquanto isso a carga tributária é uma excrescência.

PERDAS São emblemáticas na campanha: arranham a imagem. Depois de Dione, agora Azambuja perde a guerreira Tereza Naime. Juntas teriam 50 mil votos - que na contabilidade eleitoral virariam 100 mil, murchando a sua coligação.

PREVISTO Para os observadores seria mesmo impossível a convivência de Tereza com Antonio João neste cenário. Cada qual com seu estilo e interesses. Quem ganhou nesta briga foi Delcídio, um bom vizinho de casa da ex-vereadora.

UMBIGOS Azambuja, Delcídio e Nelsinho: qual deles teria menor dependência da sucessão nacional? Qual teria maior poder de fogo e luz própria para tocar a campanha sem atrelamento a disputa pelo Planalto? Questões complicadíssimas.

VEJAMOS: O que vale numa campanha? O partido do candidato, seu currículo, o grupo de apoiamentos, sua inclusão no cenário político, a imagem, o discurso ou seu programa de governo, conhecido também como pacote de promessas?

AZAMBUJA O ‘Anti-petismo’ deve caracterizar seu discurso de mudanças, onde pouparia Nelsinho por conta do 2º turno. Um desafio perigoso: como criticar o PT poupando Delcídio – com quem aliás, trocava afagos até recentemente?

NA CARONA Com a última pesquisa presidencial – animadora para a oposição - cria-se a expectativa de influenciar nas sucessões estaduais. O desafio é encaixar a proposta local no contexto nacional, ser minimizar a pessoalidade das candidaturas.

REAÇÕES “O povo não tem memória – vale tudo na campanha – os candidatos são todos iguais”. Dependendo do quadro essas definições podem ser relativas, mas não convém se fiar num eventual comportamento inalterável do eleitor.

NELSINHO A senha foi dada ao optar por Eduardo Campos e com várias vertentes a seguir: criticar o Planalto, destacar sua experiência como administrador e questionar a bandeira de mudanças de Azambuja - citando o desastre Bernal.

DELCÍDIO Mostrará sua atuação no Senado, os benefícios obtidos junto ao Planalto graças a sua participação direta e seu plano de governo. Já deve ter a estratégia para concomitantemente se defender das acusações divulgadas na mídia.

DINHEIRO Quem tem e está disposto a gastá-lo na campanha? Como alimentar candidaturas de deputados e arcar com os altos custos de montagem da estrutura de campanha, sem esquecer a figura indispensável do marqueteiro?

ANDRÉ Sua posição é cômoda porque não é candidato e tem reiterado que seu compromisso maior é eleger Simone. Um recado direto à Nelsinho que terá de usar luz própria para agregar o PMDB e coligados a fim de disputar o 2º turno.

VEXAME Várias candidaturas correm esse risco porque seus titulares terão um número maior de concorrentes dentro do partido e coligação. Sem dinheiro para sustentar os compromissos com vereadores e cabos eleitorais perde-se a competividade.

MUDANÇAS Acabou a militância ideológica/partidária. Ninguém segura bandeiras e cartazes de graça. Os adesivos de carros custam um tanque de combustível por semana. Ora! Não é só o candidato que quer fazer da eleição um bom negócio.

JÁ PENSOU com que olhos o eleitor está vendo o candidato que contrata os seus préstimos como cabo eleitoral? Desconfiado do futuro da candidatura, esse pessoal exige pagamento quinzenal ou até semanal nas cidades maiores.

EXPECTATIVAS Há mais mentiras do que verdades por aí nesta fase que antecede o horário eleitoral. Ninguém vai reinventar a roda diante do quadro que está posto. A primeira quinzena é de cautela, cada qual observando a postura adversária.

BERNAL Como previsto, sua candidatura já é questionada juridicamente. Até a decisão em última instância (TSE - em 21 de agosto) ele ocupará o horário eleitoral. A expectativa também é quanto a sua capacidade de transferir votos.

ARROYO AL deve perder mesmo o mais capaz em matéria de orçamento. Metódico e zeloso é o farol que sinaliza aos colegas da situação financeira do Estado. Esse preparo conta nas negociações que devem levá-lo ao Tribunal de Contas.

“Cada um tem que inventar sua resposta. Dar sentido à sua vida” ( FHC)

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