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    com Manoel Afonso


25/11/2016 10:10

Pizzas, os políticos não abrem mão delas

Manoel Afonso

NÁUFRAGO Culpando a TV Globo e o juiz federal Sergio Moro, o ex-deputado Antonio Carlos Biffi (PT) tentou no saguão da Assembleia Legislativa justificar a derrocada de seu partido. O estereótipo do petista com prazo de validade vencido, fora do poder.

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‘CORRUPÇÃO HONRADA’ A reação dos petistas às condenações na Lava Jato lembra a tese: ‘a causa ideológica justifica a postura, por mais repugnante que seja’. Tudo podem, já que ‘salvaram o país’. “Gafanhotos na roça”, como comparou certa vez o deputado Paulo Maluf (PP-SP).

PEDRO CHAVES (PSC-MS) Motivado e muito prestigiado no Senado, não esconde as pretensões de disputar a reeleição parlamentar. A política é dinâmica, fatos podem mudar a geopolítica estadual, com novos grupos e lideranças se aglutinando. É esperar.

E AGORA? Conversei com alguns futuros prefeitos na Assembleia Legislativa. Neles, a preocupação com o que vão encontrar: salários e fornecedores atrasados, máquinas e veículos sucateados, excesso de funcionários e graves problemas na saúde e educação.

RECEITA para os futuros prefeitos. Liderar passa pela arte de acolher, conciliar e reconciliar, como faziam os mineiros do velho PSD. Virar a página é ato de grandeza, encanta até adversários. Já – armazenar mágoas - não é produtivo e nem aconselhável.

ALERTA GERAL No cruel túnel do tempo, vários políticos até com certo potencial desapareceram pela perda de espaço. Despreparados, presunçosos, não fizeram a leitura correta do cenário e sucumbiram vítimas de seus próprios equívocos. Eles? Estão por aí.

PREOCUPAÇÃO Com tornozeleiras, muitos condenados da Lava Jato dormirão em casa. Aí poderão ser vistos nas filas dos teatros, restaurantes e cinemas, passando uma imagem de que valeu a pena roubar, pois deixaram parte da grana escondida na moita.

BOLA DE CRISTAL Nas eleições para a mesa da Assembleia Legislativa as relações entre o PSDB e o PMDB lembram o lema: “Não estamos distantes, estamos apenas distintos”. E mais: os interesses do Governo se sobrepõem aos dos deputados tucanos.

O GOVERNADOR Reinaldo Azambuja (PSDB) usufrui desta parceria com a bancada do PMDB. Como me disse ironicamente o ex-governador André Puccinelli (PMDB): “O Rinaldo (PSDB) é o líder do Governo de direito, mas o líder de fato é o Eduardo Rocha (PMDB)”.

A QUESTÃO: estaria na hora de o Governo quebrar os pratos com o PMDB, antecipando assim a sucessão de 2018? A pretensão do deputado Beto Pereira (PSDB) em disputar com o peemedebista Junior Mochi passa por outras questões mais profundas ou complexas.

EQUILÍBRIO O Governo tem consciência dos dias amargos que estão vindo por aí. A situação econômica do país mostra isso. Nestas horas vai bem o ‘caldo de galinha’ para garantir governabilidade e aprovação de medidas talvez impopulares, mas necessárias.

SAIA JUSTA O episódio do pastor Jairo Fernandes gravando a fala dos deputados Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB) mostra os bastidores do poder, onde não há ingênuos. As regras, vantagens e vícios no parlamento são proporcionais ao que se pratica no Congresso Nacional.

AFLORA AÍ a velha discussão entre o que é legal – imoral ou aético. As vantagens diversas dos deputados federais, deputados estaduais e senadores têm respaldo em leis, mas estão em desconexão com a realidade da população que paga essa conta salgada.

O CUSTO mensal de um deputado estadual passa de R$ 150 mil, entre salário, verba de gabinete e os R$ 80 mil para contratar até 25 funcionários extras. Sem contar a cobertura ilimitada dos gastos com tratamento de saúde, inclusive em hospitais como o Sírio Libanês em São Paulo. E sempre foi assim, ‘dentro da lei’.

ESSAS QUESTÕES não podem ser omitidas diante da ineficiência dos nossos serviços públicos básicos. Se o cidadão comum chora de dor no corredor dos nossos hospitais, até a mulher do deputado tem tratamento vip nos melhores hospitais do país.

‘ORA PRO NOBIS’ Qual noticiário é pior! Em Brasília, os deputados federais tentam enterrar a ‘Lava Jato’ anistiando o caixa dois, aqui sente-se o cheiro de muçarela e salame na apuração do episódio da famigerada gravação. A caminho do forno, sem dúvida.

PEPINO Se os salários dos motoristas de ônibus da capital só podem ser aumentados na proporção do reajuste das passagens, qual a saída para acalmar essa classe forte e numerosa? Sem aumento do preço das passagens, os motoristas prometem greve.

DESTACO três itens de escolha neste prêmio que o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) ganhou em Brasília como 3º mais atuante do país e o melhor parlamentar de MS: a inexistência de processos judiciais contra ele, seu zelo nos projetos e sua assiduidade. Continue assim.

REENCONTRO Em 1974 ele foi ao nosso escritório em Cassilândia pedir votos para deputado federal, ao lado de Vicente Bezerra Neto, candidato ao Senado. Assim conheci Antonio Carlos de Oliveira, deputado federal combativo por dois mandatos pelo MDB.

COM O FIM do bipartidarismo deixou o MDB e ajudou a fundar o PT. Em 1982 foi candidato ao governo do nosso Estado. Em 1983 saiu do PT e por concurso público foi aprovado ao cargo de consultor legislativo do Senado Federal, onde aposentou em 2008.

A NOMEAÇÃO dele para o comando da Superintendência do Desenvolvimento do CentroOeste) é uma vitória nossa sobre Mato Grosso, que indicara o seu antecessor. Em nosso papo na Assembleia Legislativa senti seu prestígio em Brasília. Articulado, tem bom trânsito. Vai ser muito importante para nosso Estado.

“Põe um controle de ponto! Mesmo que seja fictício” - deputado estadual Paulo Corrêa (PR) ao colega Felipe Orro (PSDB).

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