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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016


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    com Manoel Afonso


28/10/2016 10:04

Políticos negam aparências, disfarçam evidências

Manoel Afonso

ENCRUZILHADA? A vitória em Campo Grande sempre foi vista como carimbo no passaporte do poder no Mato Grosso do Sul. Além de ser o maior colégio eleitoral, exerce influência emblemática de poder para o interior. Afinal, é aqui onde tudo acontece.

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ESTRATÉGICA O pleito de 2018 passa pelas eleições da Capital, sim senhor! Tanto é que os apoios recebidos pelos dois candidatos a prefeito foram dispensados do carimbo da coerência ideológica/partidária. O ‘curioso’: sem ouvir a opinião dos seus eleitores.

QUESTÕES Declarações de apoio de lideranças partidárias terão a capacidade de sensibilizar o eleitor a escolher candidato(a) recomendado(a)? É possível inclusive que o eleitor se sinta como aquele personagem com a bolinha vermelha no nariz.

A ADVERTÊNCIA foi dada no 1º turno com o alto número de votos nulos, brancos e abstenções. Somando-se desgastante campanha neste 2º turno aos recentes escândalos com figurões nacionais e feriados, teremos um ambiente no mínimo desanimador.

ENFIM... Após o resultado das urnas, devemos esquecer as promessas do horário eleitoral. O exercício da utopia dará lugar à dura realidade que corta o País de ponta a ponta. Quem venceu mudará o discurso com um rosário de argumentos já previsíveis.

COMO ignorar o papel do ensino médio? Relator da Medida Provisória que cuida da sua reforma, o senador Pedro Chaves (PSC-MS) é a pessoa certa no lugar certo. Ouve sugestões de educadores, ministros e ex-ministros. No fim de novembro divulgará o relatório final.

ANCORADO nos 6.202 votos no pleito de 2012 na capital, o vereador Airton Saraiva (DEM) é candidato à deputado estadual em 2018. Aqui o DEM elegeu 3 prefeitos, 5 vices e 53 vereadores. A região onde mora há 38 anos tem 100 mil eleitores. Isso conta.

DUAS FRASES para o leitor refletir. Na reta final da eleição, os candidatos ficam iguaizinhos a Chitãozinho e Xororó: negando as aparências e disfarçando as evidências. Aquela sensação de cúmplice bate em todo o eleitor imediatamente após o seu voto.

SABOR Conta-me Gilberto Garcia (PR), prefeito eleito de Nova Andradina, que dentre os telefonemas recebidos após a vitória, o mais significativo foi do senador Waldemir Moka (PMDB) lembrando: “Vocês daí jamais esquecerão a diferença de apenas 27 votos”.

VITÓRIAS apertadas nas urnas perpetuam-se no imaginário popular. Outro exemplo é a vitória de André Puccineli (PMDB) contra Zeca do PT para a prefeitura da Capital por 411 votos. É como no futebol, perdendo o jogo e o título no último minuto da partida.

DESAFIO-1 Tenho conversado no saguão da Assembleia Legislativa com vencedores e perdedores de cidades do interior. As lamúrias e as falácias de sempre. Mas ambos com a preocupação de pagar as contas numa época em que o País vive crise financeira feroz.

DESAFIO-2 Na campanha, os excessos verbais ferem as relações pessoais. Agora, é adotar a arte da convivência no dia a dia da cidade, do trabalho aos encontros do Rotary Club, Lions Club e Maçonaria. Mágoas e ressentimentos só cicatrizam com o tempo.

LEMBRETE 2018 está chegando; as novas eleições motivarão as lideranças políticas, independentemente do desempenho em 2016. Todas têm importância no contexto local, onde não faltam a vaidade e ambição de poder que tanto atraem e seduzem os homens.

A EXPLICAÇÃO “Ele é inconvivível”. Para o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) – essa foi a causa da derrota do deputado federal Geraldo Resende (PSDB) em Dourados. Confirma-se assim que o parlamentar tucano tem dificuldades de relacionamento pelo seu estilo.

ALEGRIA A vitória em 21 municípios nestas eleições municipais, onde elegeu 53 vereadores através do DEM e partidos coligados, é um reforço e motivação para o deputado Zé Teixeira continuar na vida pública. Um exemplo de vitalidade e coerência.

NOVO TETO Não resolve tudo, mas é uma santa ajuda essa elevação do teto do Simples de R$ 2,5 milhões para R$ 3,6 milhões. Lembra bem Sergio Longen, da Fiems (Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul): 90% dos empregos, ou 540 mil trabalhadores, estão nas micro e pequenas empresas.

QUE PENA! Estamos terminando o ano e nossa Assembleia Legislativa mantendo-se ao largo dos grandes temas nacionais. Parlamentares priorizam as questões paroquiais, como se fossem inclusive vereadores da Capital pedindo iluminação e asfalto nas ruas.

A PROPÓSITO Volta-se a falar em redução do número de vereadores da Câmara de Campo Grande. Ora! O número anterior estava de bom tamanho. E insisto: qual é o ganho real do vereador? Qual sua verba pessoal? Quantos funcionários pode nomear?

LIÇÕES Futuros prefeitos e vereadores deveriam acompanhar as decisões do nosso Tribunal de Contas. Despesas/convênios sem licitação, contratos/doações irregulares, diárias ilegais a funcionários e vereadores estão na relação das infrações comuns e sempre com punição aos gestores públicos.

Ex-senador Vicente Vuolo (Foto: Reprodução / Internet)Ex-senador Vicente Vuolo (Foto: Reprodução / Internet)

MEMÓRIA POLÍTICA Nascido em Cuiabá em 1929, formou-se em Direito no Rio de Janeiro, foi delegado de Polícia, Promotor de Justiça e Procurador da República, Vicente Vuolo (PSD) se elegeu deputado estadual em Mato Grosso em 1958; em 1962 elegeu-se prefeito de Cuiabá e em 1974 elegeu-se deputado federal pela ARENA. Com a criação do Mato Grosso do Sul em 1977 venceu a eleição direta para o Senado em Mato Grosso em 1978 para um mandato de quatro anos sucedendo Mendes Canalle e sendo sucedido pelo ex-embaixador Roberto Campos. Benedito Canelas (PDS) venceu a disputa direta pela segunda vaga de senador e Gastão Muller (PDS) venceu a eleição indireta e garantiu oito anos de mandato na terceira vaga. Vuolo morreu em 2001 aos 71 anos de idade. A ponte rodoferroviária sobre o rio Paraná ligando Aparecida do Tabuado a Santa Fé do Sul (SP) leva seu nome em homenagem a sua trajetória política e principalmente pela sua defesa em prol da ligação ferroviária do Mato Grosso com o Estado de São Paulo. Por tudo que fez, merece ser lembrado.

"O eleitor, obrigatoriamente, tem que ser qualificado. O candidato, não". (Max Nunes)

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