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    com Manoel Afonso


04/09/2015 10:38

Proteger índios – bom negócio

Manoel Afonso

OS CONFLITOS de terras no MS. na mídia. O advogado indígena Wilson Matos da Silva, residente na Aldeia Jaguapirú, é autor do artigo “Especialistas em índios...Sou contra!” O texto foi publicado no “Jornal Preliminar.com.br” .

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PRESIDENTE da Comissão Especial de Assuntos Indígenas da OAB/MS, o advogado lembra que mais de 500 indígenas cursam faculdades, dos quais 180 Direito. Denuncia a existência de apadrinhados políticos, que agem como ‘donos dos índios’.

“OS DONOS DOS ÍNDIOS” seriam os agentes do Estado, sem qualificação ou sem simpatia com a causa indígena, com medo – é claro - de perder seus empregos (teta), sob o duvidoso rótulo de “especialistas em índios”, donos do bem e do mal.

“PROTETORES” Wilson denuncia uma máfia deles agindo inclusive através das famosas ONGs, recebendo dinheiro que não chegam às aldeias, além de reivindicar grandes extensões de áreas que só ajudam a denegrir a imagem dos índios.

“URUBÚS” O autor lembra que eles vivem da desgraça do seu povo, recebendo boa remuneração – além de diárias em hotéis de luxo, honorários de consultoria, locação de veículos, pagamento de RPAs, auxílio finandeiro e outras vantagens.

EMBORA o artigo 3º da Declaração da ONU diga que “Os povos indígenas têm direito à livre determinação”, os índios com formação ou em formação, são excluídos do processo demarcatório. Simplesmente ignorados pelos ‘donos dos índios’.

A MANIPULAÇÃO política é evidente, principalmente nos períodos eleitorais. Mesmo após a Constituição de 88 o problema continua longe de ser solucionado. Falta boa vontade do Governo, com índios morrendo e vivendo em degradação.

APELO Morando ainda na Aldeia Jaguapiru, com os pais e demais familiares, esse cidadão denuncia essa manipulação através destes ‘falsos protetores’ , que mais atrapalham do que ajudam. Wilson pede o expurgo deles o quanto antes.

A PROPÓSITO Entre a penúltima e a última visita do ministro da Justiça da Justiça ao nosso Estado, a questão da demarcatória não evoluiu. Pelo contrário: criou revolta dos fazendeiros ‘despejados’ e a desesperança de solução pelos indígenas.

O MINISTRO Cardozo decepcionou. Não só pelo desconhecimento das dimensões do problema, bem como pela forma como se portou. Lamentável aquela sua fala contra uma produtora rural. Ora! O cargo de ministro exige postura comedida.

OS DEPUTADOS estaduais acompanharam o episódio e os seus pronunciamentos na mostraram imensa preocupação. Até a atuação do Conselho Indigenista Missionário foi questionada pela deputada Mara Caseiro, que pode motivar inclusive uma CPI.

RESOLVE? Colocar militares – temporariamente – para policiar as regiões em conflito é medida paliativa. O show de imagens mostradas não é um indicativo seguro de que o Governo está no caminho certo para solução a curto prazo.

EM TEMPO Se todos são iguais, não se pode também discriminar o homem branco que ocupa a terra por força de documento que se pressupõe idôneo. Convenhamos: há uma orquestração incrível – de longa data - para demonizar o produtor rural.

ENFIM ... o quadro é preocupante para todas partes envolvidas, com reflexos sociais e econômicos no Estado. Um Estado com a economia alicerçada na produção agrícola não pode conviver com essa situação inquietante. Todos nós perdemos.

MUDANÇAS A ‘janela partidária’, aprovada no Senado, deve refletir no cenário da capital. O jogo de interesses dos grandes partidos é enorme; na Câmara a sua aprovação ainda é duvidosa. Aqui, Marcos Trad é o grande interessado.

OS POLÍTICOS nunca ganharam tanto espaço na mídia como ultimamente. Se no cenário nacional eles estão presentes devido a ‘Lava Jato’, aqui a volta de Bernal e a Operação ‘Coffee Break’ tem sido o alvo das atenções da opinião pública.

AS APOSTAS nos desdobramentos destes casos na sucessão na capital e inclusive no pleito de 2018 são grandes. Há gente prevendo uma profunda renovação no quadro político, com a automática aposentadoria de lideranças antigas. É esperar.

A EXPOSIÇÃO de políticos na mídia em situações desconfortáveis faz estragos . Lembro o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra acusado de compra irregular de bicicletas para agentes da saúde. Inocentado, não conseguiu se recuperar. Tarde demais.

O DEPUTADO Vander Loubet é um exemplo recente de político em desgaste pelas denúncias da Lava Jato. São duas vertentes: do direito – onde a defesa será feita na época oportuna; e de fato – com a influência imediata devido ao noticiário.

IGUAIS? Se levarmos em conta que a conduta irregular, aética não está restrita a esse ou aquele partido, seremos obrigados a concordar com a tese de que no fundo, todos os políticos seriam iguais. As exceções infelizmente não entram como referência.

AS PESQUISAS futuras em nível nacional devem mostrar que cresceu o contingente de eleitores incrédulos ou pelo menos indecisos. Apesar das dificuldades advindas pela votação eletrônica, a tendência é a opção pela anulação do voto.

O BRASIL sem retoques: inflação crescente, desemprego visível, a classe política desacreditada e um governo dúbio e desgastado. E o mais grave: estamos ainda no início de mandato. Para piorar, a oposição não se entende, não se junta.

“Hoje, em pleno século XXI, querem nos impor a pecha de bugres...” (Wilson M. da Silva – advogado indígena)

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ELEIÇÕES - Ha muito se fala em renovação total na Câmara de Vereadores da Capital, tal fato jamais ocorreu, as mudanças de cadeiras chegaram ao máximo de 40% com a permanência de experientes e bem respaldados políticos, que de certa forma, prejudicaram o desenvolvimento de Campo Grande. Diz um velho ditado que há males que vêm para o bem, e, ao que tudo indica, a operação "Coffe Breack" deflagrada pela Polícia Federal, que literalmente expôs as viceras do Poder Legislativo Municipal e de seus membros, que provavelmente não escaparão de serem enquadrados no crime de formação de quadrilha. Suas excelências exageraram na dose, e, bateram de frente com uma equipe de jovens agentes da lei que querem passar o Brasil a limpo. O povo agradece. Benê.
 
benedito rodrigues da costa em 05/09/2015 10:36:08
A questão indígena no Brasil iniciou-se quando do seu descobrimento no ano de 1500. A população do povo indígena foi reduzindo, na medida do avanço do homem branco pelo interior do país. A violência contra esse povo que éram os donos naturais das terras e das riquezas foram de tal ordem que tribos inteiras foram dizimadas, não havia quem os defendessem; o tempo foi passando, e a situação piorando, a devastação das florestas encurralou os indígenas que viviam da caça e da pesca, e sua aproximação das cidades levaram esse povo a situação de pobreza extrema, vivendo como indigentes, desprezados pela sociedade. Foi criada a FUNAI que anteriormente era SPI, que de proteção aos índios existia apenas as leis e os códigos e muitos funcionários por todo o país. Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 05/09/2015 10:25:09
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