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    com Manoel Afonso


26/12/2014 15:10

Riedel – o homem forte do Governo

Manoel Afonso

O CARA! Para o pessoal mais próximo do núcleo da futura administração, Eduardo Riedel será o homem forte com amplos poderes para decidir em áreas consideradas estratégicas no setor econômico. Percebe-se: vontade e preparo não lhe faltam.

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O PERFIL de Ridel tem muita identidade com Azambuja. Produtor rural de sucesso foi bem no Sindicato Rural de Maracajú e deixa sua marca na Famasul. Fala-se que ele poderia ser candidato ao senado do PSDB na defesa do agronegócio. Procede.

CIÚMES - Afloram nas declarações insistentes de gente que gostaria de ser prestigiada ou ouvida por Azambuja. Como o futuro governador não vem levando isso a sério e nem estica o papo, a tendência é o recolhimento, pelo menos temporário.

DESAFIO - Montar um governo não é fácil em qualquer situação. É difícil contentar a todos na visão de merecimento dos candidatos a contemplados. Mas o governador deve agir como o técnico de futebol; se preciso fará substituições naturalmente.

GRANDEZA - Esse sentimento não pode faltar no exercício do cargo de confiança. Presume-se: quem aceita o encargo sabe que está sujeito à vontade de quem o nomeou. Nota-se que Azambuja deu esse caráter de pessoalidade nas suas escolhas.

ANDRÉ - Bem ao seu estilo tenta resgatar seus últimos compromissos administrativos. Claro, sempre falta algo. Mas os petistas que o criticam esquecem as obras inacabadas previstas para a Copa do Mundo e tantas outras do PAC superfaturado.

CENÁRIO - Diferente do ocaso de outras administrações, a atual está cumprindo com o pagamento dos salários aos servidores. Não existe aquele clima de revolta que se viu no passado. André entregará o governo mantendo a autoridade do cargo.

TERREMOTO - ‘Metereologistas’ econômicos prevendo 2015 de arrepiar. Vem aí o rombo de R$500 bilhões do BNDES, 7 vezes maior que o caso Petrobrás. Hélio Telho, procurador federal, já vaticina que o caso será muito mais abrangente e profundo.

O RISCO - do governo ficar engessado é grande. Dilma faz das tripas o coração para estancar o caso Petrobras. Mas ações judiciais de investidores contra a empresa lá nos ‘States’ é prenúncio de consequências graves. E Graça Foster resiste até quando?

DARCI RIBEIRO - “Tentei alfabetizar as crianças e salvar os índios não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e o país a desenvolver-se e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestava estar no lugar de quem me venceu.”

EDINHO ARAUJO - Foi prefeito de Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto; deputado estadual, federal e chefiará o Ministério dos Portos. Sua intimidade com a matéria se resumiria ao Porto de Tabuado ( rio Paraná), antes da ponte rodoferroviária.

A PROPÓSITO - As indicações para os ministérios se baseiam na densidade eleitoral e não na capacidade técnica. No ministério dos transportes, por exemplo, estará o deputado George Hilton, teólogo, apresentador e pastor da Universal. Guenta!

NO FUNDO - os partidos querem preservar seus espaços na administração pública. É assim em todos os níveis. É claro que aproveitam a autonomia das pastas para fazer caixa para as futuras campanhas, além de nomear amigos nos postos chaves.

ACERTOS - As publicações oficiais do Diário Oficial mostram que a velha pratica continua novíssima. Aos amigos tudo! As compras e contratações de obras inclusive podem ser imorais, mas são legais ( em duplo sentido) juridicamente. Não é?

QUE PENA! - Mais de 99% da população não tem acesso ao Diário Oficial. Sua leitura neste início de ano – por exemplo – daria uma visão razoável como funciona a política na administração. E lembro Lampeduza: “As coisas mudam para ficar como estão”.

INCÓGNITA - Sai governo, entra governo e gasta-se dinheiro trazendo certas figuras da música popular nos festivais de MS. E será que os investimentos são compatíveis com o retorno cultural? Os artistas da terra sempre em terceiro plano. Não é?

LEMBRANDO - Pipocam suspeitas e denuncias no país contra os cachês que prefeitos e governadores pagam a artistas. Dada a impossibilidade de avaliar com precisão o que é um valor justo, abre-se a porteira para o superfaturamento do evento artístico.

SUGESTÃO - ao Nelson Cintra que assumirá o Turismo. Seria bom redirecionar os gastos destes eventos artísticos direcionados à elite cultural, realizando por exemplo o festival anual de chamamé, que tem maior apelo popular? Favor pensar no assunto.

PAULO FREIRE - “Que é mesmo a minha neutralidade senão a maneira cômoda, talvez mas hipócrita, de esconder minha opção ou meu medo de acusar injustiça? Lavar as mãos em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele.”

PT & INCOERÊNCIAS - Odeia a censura e quer o controle social da mídia. Defende o aborto e diz que a ‘palmada’ é crime hediondo. O país está sendo saqueado, mas o problema é o Bolsonaro. Prega a favor da estatização do financiamento eleitoral.

DUAS GUERRAS - Elas estão em curso e ambas serão resolvidas politicamente. Tanto a definição da mesa diretora da Assembleia Legislativa como o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, tem o perfil político. Sempre foi, sempre será!

CARLOS D. ANDRADE - “Para sonhar o ano novo que mereça este nome, você tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.”

“Matar o elefante é fácil. Difícil é remover o cadáver.” (Mikail Gorbachev)

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Meu caro manoel afonso; como colunista político, você tem a perspicácia necessária ao bom desempenho dessa difícil arte, eis que, tem que dar opiniãos, tecer comentáris, não se deixar trair pelas simpatias, manter-se neutro e equilibrado para não perder a credibilidade, e, dessa maneira, dar consistência às materias em sua coluna. Como cidadão, compete-me torcer para que o novo governo dê um salto de qualidade na administração estadual, voltando atenção aos municípios, impulsionando-os, assim, conseguirá mudar o perfil econômico do MS, ainda refém do binômio boi/soja. A lamentar apenas a inexistência de uma bancada de oposição que poderia equilibrar as forças no Poder Legislativo, onde apenas quatro parlamentares terão a difícil tarefa de contestação. Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 31/12/2014 08:23:58
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