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    com Manoel Afonso


30/01/2015 14:41

‘Sem clima para oposição na Assembleia Legislativa’

Manoel Afonso

EM FRENTE Decorrido o primeiro mês, Reinaldo deve virar a página e naturalmente construir uma agenda positiva em seu governo. A viagem à Brasília, por exemplo, foi oportuna, imprimiu sua marca política no trato da delicada questão indígena.

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CASA CIVIL É o coração e a vitrine do Governo. Sergio de Paula sabe que a primeira imagem é a que fica. Quer mantê-la oxigenada, acessível e ágil, resolvendo problemas e fazendo a triagem para ganhar tempo, evitando que cheguem ao governador.

COMPARAÇÕES Inevitáveis entre o atual e o ex-governador. Mas a tendência é que a comunicação do Parque dos Poderes adote a tese de Samuel Taylor, onde “a luz da experiência é a lanterna de popa; ilumina apenas as ondas deixadas para trás”.

A IMAGEM será do novo competente, fugindo do desgastado bordão de ‘mudanças’. Se a experiência de André ficou nas águas deixadas para trás, Reinaldo deve equipar com farol de milhas o barco que pilota, para enxergar cada vez mais distante.

‘PERA LÁ...’ Há uma controvérsia na visão dos marinheiros, a lanterna de popa não ilumina só as águas vencidas, mas orienta os barcos que a seguem. No leme do barco, Reinaldo terá que atravessar as grandes tempestades e desviar dos rochedos.

POLÍTICA Dois conceitos básicos sobre ela. O primeiro deles é que ela (política) tem só uma porta, de entrada. O segundo, é que a grande motivação para se permanecer na política, depende menos da própria vontade e mais da postura dos adversários.

A PROPÓSITO Para o jornalista mineiro Otto Lara Resende: “A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal: é preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo”. “A política talvez seja uma forma de tentar driblar a morte”.

PODER x IMPRENSA Essa relação foi bem definida por Otto: “O clube do poder tem as portas lacradas e calafetadas. Os jornalistas clamam no deserto.” Já para Millôr Fernandes “Oposição no Brasil é a imprensa. O resto é secos e molhados”.

OPOSIÇÃO e situação são iguais. Pela ‘governabilidade’ não respeitam o voto do eleitor, negociam aqui e lá. Sou igual ao medico, diplomata e escritor mineiro Guimarães Rosa: “eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”.

É CRUEL Mata-se o pintor ao proibi-lo de pintar. Na política, a aposentadoria é sinônimo do indesejável ostracismo. Embora tenha prometido uma clausura política de 6 meses, há sinais de que o ex-governador André não manterá esse silêncio.

FATORES São dois. Sua latinidade leva-o instintivamente a se manifestar sobre questões que sua formação cultural permite. E mais: tem o vício de 16 anos no poder executivo, além dos mandatos na Assembleia Legislativa e Câmara Federal..

AS OPINIÕES sobre ele apontam: a inquietude irá aflorar nas manifestações críticas muito antes do razoável. Se para André - 1916 está distante, 1918 vai demorar toda a eternidade. Ao contrário dos mineiros, não tem o dom de esperar o prato esfriar.

PERGUNTA-SE: Quais são mesmo as prioridades dos deputados do PMDB, PT e dos partidos que não apoiaram Reinaldo no 1º turno? Pelo visto são estritamente de ordem pessoal, e é isso que conta neste início de administração de 4 ou 8 anos.

SEM ILUSÕES Cada deputado cuida primeiro de seu ‘quadrado’. Todos querem ficar de bem com o Executivo, que atende pedidos diversos. É o caso do PT, que conseguiu nomear companheiros no governo anterior e quer manter esses privilégios.

SOBREVIVÊNCIA Só com discurso nenhum deputado consegue. Já foi aquele tempo. Alguns ainda vendem dificuldades, na tribuna e comissões parlamentares, para depois colher facilidades. Como se diz: na Assembleia Legislativa não há ingênuos.

QUINHÕES As tratativas para acomodar partidos e interesses afins da nova mesa diretora seguiram as diretrizes do velho manual. Os titulares e suplentes garantiram vantagens que o eleitor não imagina. Impera o lema: ‘Meu pirão primeiro”.

A IMAGEM legislativa é pálida: uma extensão remunerada do executivo em nome da democracia. Sessões solenes, diplomas, medalhas, moções de pesar e júbilo superam o núcleo do discutível balanço das ações realmente à favor da população.

EMBATE Envolverá os deputados Eduardo Rocha e Ângelo Guerreiro. Esse, criticará a administração do PMDB em Três Lagoas de olho nas eleições de 2016. Aliás, trata-se de uma cidade emblemática e que faz parte do plano político dos tucanos.

NEGATIVO O fato das eleições municipais não coincidirem com os pleitos estadual e federal atrapalham. Veja bem: Reinaldo assumiu agora e as eleições de 2016 estão aí. Corre é claro o risco de perder o foco administrativo. Prejudica sim.

CAPITAL As eleições de 2016 inspiram análises diversas. A última que ouvi fala das religiões dos eventuais pretendentes. Marcio Fernandes seria o único católico e os demais - Olarte, Marcos Trad, Rose, Grazielle e Elizeu Dionízio – evangélicos.

‘NOVOS DIAS’ A aposentadoria arrebenta o psicológico. Dois casos próximos: de ex-deputado e ex-desembargador. Perde-se poder, privilégios e a vaga no estacionamento inclusive. Na vida, após as conquistas, vêm as perdas sucessivas, inevitáveis.

O CIRCO Voltaram os filmetes do horário eleitoral. Os dirigentes dos partidos nanicos só falam abobrinhas na TV - ignoram a crise atual. Imagina-se que vivam no 1º Mundo. São partidos de aluguel à serviço de quem paga mais. Isso é Brasil!

“Não compare uma Fiat Elba com a Petrobrás”. ( senador Ronaldo Caiado)

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As estratégias adotadas pelo novo governador para que sua administração não sofra sobressaltos, tem tudo para dar certo. As secretarias consideradas de importância vital para que as engrenagens da máquina estatal permaneçam devidamente azeitadas, foram entregues à pessoas de sua estrita confiança, sem contudo deixar de contemplar os partidos aliados na sua composição. Basta que o mandatário delegue poderes aos seus auxiliares para cumprir os objetivos propostos à cada pasta, e, evidentemente, cobrando os resultados para que as metas sejam alcançadas no tempo devido. Mas, falando em horário político gratuito na TV, os dirigentes dos pequenos partidos já estão colaborando com o aumento na produção do Óleo de Peroba. A reforma partidária torna-se mais do que necessária. Bene.
 
benedito rodrigues da costa em 31/01/2015 09:00:07
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