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Campo Grande, Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

07/05/2014 11:41

Agora em 4 cidades de MS, "Feirão da Caixa" espera movimentar R$ 1 bilhão

Bruno Chaves e Luciana Brazil
Expectativa é reunir seis mil visitantes em três dias de evento (Foto: Arquivo Campo Grande News/João Garrigó)Expectativa é reunir seis mil visitantes em três dias de evento (Foto: Arquivo Campo Grande News/João Garrigó)

O 11º Feirão Caixa da Casa Própria será realizado, em Campo Grande, entre os dias 16 e 18 de maio. Este ano, entre as novidades, está a oferta de imóveis em quatro cidades. Além da Capital, Corumbá, Dourados e Três Lagoas participam do evento imobiliário. Ao todo, serão 10 mil imóveis ofertados no Estado, cinco mil deles em Campo Grande. A expectativa é de movimentar até R$ 1 bilhão nos quatro municípios.

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A feira será realizada no Centro de Convenções Albano Franco, que fica nos altos da Avenida Mato Grosso. A organização espera receber a mesma quantidade de visitantes da última edição, quando seis mil visitantes passaram pelo local.

Conforme o superintendente da Caixa Econômica em Mato Grosso do Sul, Paulo Antunes Siqueira, a expectativa de movimentação financeira é de até R$ 1 bilhão. Em 2013, a feira movimentou R$ 850 milhões e este ano o crescimento pode chegar até 10%.

Imóveis novos, usados e na planta, além de terrenos, podem ser financiados durante o feirão. Os valores dos empreendimentos vão de R$ 80 mil a R$ 1 milhão. Cerca de 25 imobiliárias estarão na feira para atendimento ao público, assim como diversos bancos.

“O mercado de imóveis tem crescido muito em Mato Grosso do Sul. O crédito imobiliário já ultrapassou outros tipos de crédito no Brasil, segundo dados divulgados do Banco Central”, explicou o superintendente da Caixa.

Paulo Antunes ainda lembrou que o crédito imobiliário, em comparação com o PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, passou de 2% para 8%, sendo que nos próximos cinco anos, a expectativa é de que esse índice chegue até os 10%.

“Entre 2008 e 2013, o setor cresceu 571%. É desafiador, quero encontrar um segmento que tenha crescido tanto”, comentou o superintendente, que lembrou que nesse mesmo período, o PIB não cresceu nem 20%, atingindo 19,70%.

Presidente do Secovi (esquerda) e superintendente da Caixa em MS (direitra) explicaram como será o feirão (Foto: Cleber Gellio)Presidente do Secovi (esquerda) e superintendente da Caixa em MS (direitra) explicaram como será o feirão (Foto: Cleber Gellio)

Venda de imóveis Apesar de a feira ofertar imóveis de até R$ 1 milhão, o presidente do Secovi (Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul), Marcos Augusto Netto, diz que os imóveis mais comercializados durante o evento ficam na faixa de R$ 80 mil a R$ 150 mil.

“O mercado tem crescido muito, de forma estável e sem nenhum susto, o que é ideal. Se compararmos o primeiro quadrimestre de 2013 com o de 2014, percebemos que o crescimento do setor, no Estado, foi de 11%”, acrescentou Marcos.

Para o superintendente da Caixa, a Lei Federal 10.931, aprovada em 2004 e que se tornou um marco regulatório do financiamento imobiliário, trouxe mais tranquilidade para bancos e compradores, tornando o mercado mais aquecido e seguro.

“Os juros ficaram melhores, os prazos mais longos e as prestações mais baixas”, afirmou. Em Campo Grande, por exemplo, os avanços do setor ajudaram na redução do déficit habitacional, que atualmente é de cerca de 70 mil, ou seja, 10% da população.

Imóveis em Corumbá – O gestor de qualidade da VBC Engenharia, Márcio de Oliveira, destacou que, de um total de 1,6 mil imóveis que estão sendo construídos na Cidade Branca, 560 serão ofertados durante o evento.

O restante será ofertado para quem recebe de quatro a seis salários mínimos. “Existe uma carência grande de imóveis na cidade. Uma defasagem grande. O mercado começou a aquecer agora porque sempre faltou mão de obra, por causa da localização geográfica da cidade e do tipo de terreno. Tudo isso encarecia as construções”, lembrou.

Entretanto, a facilidade de aquisição que o Governo Federal ofereceu nos últimos anos fez com que as construtoras investissem mais no setor. Entre esses benefícios está o popular programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”.




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