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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

07/10/2014 08:38

Após uma semana de greve, agências bancárias reabrem normalmente às 10h

Helio de Freitas, de Dourados
Em assembleia, bancários de Dourados aceitam proposta dos bancos e volta ao trabalho hoje (Foto: Divulgação)Em assembleia, bancários de Dourados aceitam proposta dos bancos e volta ao trabalho hoje (Foto: Divulgação)

As 22 agências e sete pontos de atendimento bancário de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, reabrem às 10h desta terça-feira após cinco dias de greve dos bancários e demais trabalhadores do ramo financeiro.

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A decisão de encerrar a greve, seguindo orientação do movimento nacional, foi tomada em assembleia do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Dourados e Região, ontem à noite. Os bancários voltam ao trabalho também nas 12 cidades da região que fazem parte do sindicato de Dourados.

De acordo com o sindicato douradense, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou no sábado ao comando nacional dos bancários a proposta de 8,5% (aumento real de 2,02%) e reajuste de 9% sobre o piso, o que representa aumento real de 2,5%.

“A mudança de posição dos banqueiros foi fruto da mobilização dos trabalhadores em todo o país. Mais uma vez, Dourados e região não ficaram de fora do movimento, participando ativamente de uma forte greve durante sete dias”, afirmou o presidente do sindicato, Janes Estigarribia.

“Conquistamos reajuste de 8,5% e piso de 9%. Com esse índice, em 11 anos, são 20,7% de ganho real nos salários e 42,1% nos pisos. Conquistamos ainda valorização da Participação nos Lucros e Resultados, além de um reajuste expressivo para o vale-refeição. Também conquistamos cláusula contra metas na Convenção Coletiva de Trabalho e os sindicatos vão cobrar de cada banco avanços em relação a isso”, avaliou o sindicalista.

Conquistas – Conforme o Sindicato dos Bancários, a regra básica da Participação nos Lucros será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.838. Assim, a parte fixa, que em 2013 foi de R$ 1.640, será reajustada em 8,5%, o que significa aumento real de 2,5%. A regra determina ainda que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários.

O vale refeição será de R$ 26 por dia, com reajuste de 12% e 5,5% de ganho real. Haverá compensação dos dias parados em uma hora até o dia 7 de novembro para funcionários com jornada de 8 horas e até 31 de outubro para trabalhadores com jornada de 6 horas. O que não for compensado será abonado.

Os bancos também se comprometeram a incluir na Convenção Coletiva de Trabalho uma cláusula prevendo monitoramento da cobrança por metas, “com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho”. Ficou garantido ainda o pagamento do 13º salário para os afastados que estiverem recebendo complementação salarial.

BB e Caixa - Também como resultado da negociação que encerrou a greve, o Banco do Brasil concordou que a partir de agora serão pagas todas as horas extras. O banco também assumiu a contratação de dois mil funcionários, sendo mil até 31 de dezembro de 2014 e mil até 31 de dezembro de 2015.

Na Caixa, além de garantir o reajuste de 9% para todos os níveis da carreira, a participação nos lucros será calculada com base em 4% do lucro líquido, com distribuição igualitária para todos os empregados. A empresa pagará, a partir de janeiro de 2015, 100% das horas extras executadas em agências com até 20 empregados. Foi estabelecida ainda a contratação de dois mil novos empregados até dezembro de 2015.

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Se os bancários estavam pleiteando 12,5% de aumento, por que se apressaram tanto em aprovar apenas 8,5%? Sabemos que o lucro dos bancos são exorbitantes, pois captam recursos que não são deles a uma taxa média de 0,5% ao mês e emprestam a 5% ao mês, ainda cobram tarifas que lhes permitem cobrir cerca de 150% de suas folhas de pagamento, mantêm agências com números reduzidos de funcionários, para aumentar ainda mais os lucros em detrimento da agilidade do atendimento aos clientes, ou seja, são verdadeiros parasitas da economia, desrespeitam seus funcionários que estão estressados e doentes pelo volume de serviço e por busca a metas abusivas. O que dizer então da Caixa e do BB? perderam a muito sua função social, perseguem somente o lucro, remuneram mal e sustentam governos corruptos....
 
jukahballa em 07/10/2014 09:27:30
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