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Campo Grande, Sábado, 01 de Outubro de 2016

09/09/2016 19:11

Bancários rejeitam proposta e greve prossegue, pelo menos, até terça-feira

Nyelder Rodrigues
Reunião em São Paulo terminou sem acordo entre trabalhadores e empregadores (Foto: Divulgação)Reunião em São Paulo terminou sem acordo entre trabalhadores e empregadores (Foto: Divulgação)

Os bancários rejeitaram a proposta de 7% apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e a greve da categoria continua até, pelo menos, a próxima terça-feira (13), quando uma nova reunião será realizada entre trabalhadores e empregadores para discutir a questão.

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Como a greve é nacional, a discussão é liderada pelo Comando Nacional dos Bancários. Essa é a segunda tentativa da Fenaban de suspender a paralisação. Na primeira, foi oferecido reajuste de 6,5%. Os trabalhadores pedem índice de 14,78% - valor que cobriria a inflação de 9,78% e ainda daria uma ganho salarial real de 5%.

"Além da remuneração, a Fenaban precisa tratar do emprego, saúde, condições de trabalho, igualdade de oportunidades e segurança. A insatisfação é muito grande e a adesão ao movimento deve ser intensificar", frisa o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Edvaldo Barros, que também integra o Comando Nacional.

Em Campo Grande, 85 agência permaneceram fechadas nesta sexta-feira (Foto: Divulgação)Em Campo Grande, 85 agência permaneceram fechadas nesta sexta-feira (Foto: Divulgação)

As rodadas de negociação acontecem em São Paulo. A reunião de terça acontecerá às 14h. Em Campo Grande, o sindicato estima que 85 das 120 agências da cidade ficaram com as portas fechadas nesta sexta-feira (9), o que representa uma adesão de 71%. Somando outras 27 cidades, 101 das 160 agências, além de um centro administrativo, não abriram.

Os trabalhadores consideram que, se aceitarem reajuste abaixo dos 9,78%, que foi a inflação apurada nos últimos 12 meses, estará tendo perda salarial real, o que prejudicaria a categoria. Além disso, eles creem que a forma como os bancos propõem o reajuste, incluindo no reajuste o abono de R$ 3 mil, tente ludibriar os bancários.

As reivindicações feitas são relacionadas aos salários e também a questões estruturais, como o combate às metas abusivas e ao assédio moral, fim das demissões abusivas, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho, além de mais segurança nas agências e oferecimento de auxílio educação.




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