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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

08/02/2015 19:27

Cesta básica registra alta de 3,96% em janeiro e vale R$ 325

Alan Diógenes

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, por meio da Coordenadoria de Pesquisas, Planos, Projetos e Monitoramento, registrou alta de 3,96% em Campo Grande no valor da cesta básica alimentar em janeiro em comparação ao mês anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta (6).

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O custo da cesta foi calculado em R$ 325,05. Em dezembro de 2014 os 15 produtos pesquisados custavam somados 312,67, resultando em um aumento acumulado de 3,96% no ano, de 12,43% nos últimos 12 meses e de 10,62% nos seis meses.

Dentre os quinze produtos pesquisados, nove apresentaram elevação nos preços: batata (26,15%); tomate (20,93%); feijão (19,63%); laranja (10,68%); banana (6,55%); óleo (2,95%); pão francês (2,29%); carne (1,08%) e alface (0,43%). Adversidades climáticas, como a seca (no caso do tomate e feijão) e o período de entressafra – no caso da batata – foram em parte responsáveis pelos aumentos.

Apenas três produtos pesquisados registraram quedas: macarrão (2,67%); açúcar (1,12%) e margarina (0,97%). Sal e arroz mantiveram seus preços. Ao longo da pesquisa do mês de janeiro alguns estabelecimentos pesquisados realizaram promoções de macarrão, influenciando sua queda de preço de 2,67%. As cotações do açúcar estiveram em queda no mercado nacional em razão da necessidade das usinas em fazer caixa neste período de entressafra, liberando seus estoques e consequente queda de custo.

Peso no bolso - Confrontado o custo da cesta básica alimentar com a renda mensal, conclui-se que o trabalhador que recebeu um salário mínimo de R$ 788,00 comprometeu 41,25% do seu salário na aquisição dos produtos. No mês anterior, com o salário mínimo em R$ 724,00, o comprometimento na renda foi de 43,19%.

Com a aquisição da cesta sobra R$ 462,95 do salário mínimo, dinheiro destinado para suprir outras demandas, tais como água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros serviços.

Para adquirir a cesta básica o trabalhador que recebe um salário mínimo precisou despender 90 horas e 45 minutos de uma jornada de 220 horas. Em dezembro de 2014 o tempo necessário de trabalho para o mesmo objetivo foi de 95 horas.

A cesta básica familiar – O conjunto de 44 produtos em quantidade considerada suficiente para suprir as necessidades de uma família de cinco pessoas também apresentou alta este mês: 2,81% em relação a dezembro do ano passado. De R$ 1.366,92 passou a R$ 1.405,30. As pesquisas contabilizaram variações positivas nos últimos 12 meses (8,48%) e nos últimos 6 meses (5,84%).

No grupo alimentação (32 produtos) a pesquisa apresentou uma variação positiva 2,98%, também puxada pela alta dos legumes, frutas oleaginosas e cereais. O final da colheita da cebola, com menor volume no mercado interno, consequentemente aumentou o preço do produto em 14,29%.

No grupo limpeza doméstica (7 produtos) a pesquisa constatou uma alta de 0,54%. O sabão em pó (1,94%) e esponja de aço (0,73%) contribuíram. Os produtos em queda foram detergente (1,50%), água sanitária (1,09%), desinfetante (0,40%). Sabão em barra e cera em pasta não registraram alteração de preço.

O grupo higiene pessoal (5 produtos) registrou queda 0,38% nos preços, assinalados pelas variações do absorvente (2,74%), lâmina de barbear (1,45%) e papel higiênico (1,36%). Produtos com preços em alta são o dentifrício (2,48%) e o sabonete (2,47%).

A pesquisa mensal de preços dos produtos da cesta básica é feita em 26 estabelecimentos varejistas de Campo Grande distribuídos em seis regiões (Centro I, Centro II, Norte, Sul, Leste e Oeste), sendo dois supermercados, um açougue e uma panificadora em cada região. Também são pesquisadas 2 peixarias isoladas.




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