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16/03/2015 16:07

Chinesa que vai processar milho em Mato Grosso do Sul pede licença para obras

Vanda Escalante

A BBCA Brazil, empresa do grupo chinês BBCA, líder no processamento de produtos agrícolas em seu país, já requereu a licença de instalação e operação para o canteiro de obras da planta que irá instalar em Maracaju (160 km de Campo Grande). Será uma planta industrial química para processamento de milho e cogeração de energia. O pedido de licença foi publicado no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (13).

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Segundo o Rima (Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento, a planta será construída na zona rural do município, próximo à rodovia MS 162. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 640 milhões, conforme a prefeitura, e a previsão é que sejam gerados 600 empregos diretos e pelo menos 400 indiretos.

Ainda de acordo com o Rima da BBCA Brazil, a planta terá duas unidades de processamento de milho. A unidade 1 deve processar 650 mil toneladas por ano e produzir 150 mil toneladas ano de ácido cítrico, 150 mil toneladas de lisina, 20 mil toneladas de óleo de milho, 30 mil toneladas de farelo de gérmen de milho, 78 mil toneladas de ração de proteína de milho, 80 mil toneladas de ração de fibra de milho e 45 mil toneladas de glúten de milho.

A unidade 2 deve demandar como matéria-prima 600 mil toneladas de milho por ano e fabricar 300 mil toneladas de amido de milho, 60 mil toneladas de glicose, 60 mil toneladas de xarope de maltose, 20 mil toneladas de óleo de milho, 30 mil toneladas de proteína de milho, 100 mil toneladas de ração de milho e 20 mil toneladas de farelo de gérmen de milho.

A planta também deve cogerar bioeletricidade, produzindo 60 mil kW/h. A termelétrica será composta por quatro caldeiras, de 130 toneladas cada, e um conjunto de duas turbinas de 30 mil kW cada. Grande quantidade de biogás será produzida no tratamento de águas residuárias. A capacidade de produção de biogás será de 3 mil metros cúbicos/hora e o produto será utilizado na termelétrica, atendendo a mesma 300 dias por ano.

Em 2013, quando foi apresentado o Rima do empreendimento, a companhia estimava que o lucro anual da planta seria de aproximadamente US$ 222,6 milhões por ano e apontou que Maracaju foi escolhida para receber a indústria em razão do município ser o maior produtor de milho da América do Sul e pela possibilidade do aproveitamento do porto de Porto Murtinho, no rio Paraguai, como logística para o escoamento da produção, primeiro para o Uruguai e depois para a Ásia.




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