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07/03/2014 17:00

Chuva ameaça colheita de 20% da soja e pode ampliar prejuízos

Lidiane Kober
Por enquanto, a previsão indica redução de 10% da colheita de soja no Estado. (Foto: Marcos Ermínio)Por enquanto, a previsão indica redução de 10% da colheita de soja no Estado. (Foto: Marcos Ermínio)

Após a estiagem reduzir em 10% a safra da soja em Mato Grosso do Sul, agora o excesso de chuva ameaça 20% da área plantada que ainda precisa ser colhida. A previsão inicial era fechar a temporada com 6,3 milhões de toneladas do grão, 400 mil a mais que a safra anterior. Mas, no momento, as expectativas mais positivas indicam colheita de no máximo 5,9 milhões de toneladas.

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As informações são do analista de grãos da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Leonardo Carlotto, que acompanha semanalmente os números da safra. Segundo ele, a estiagem de até 40 dias, registrada entre os meses de janeiro e fevereiro, afetou a colheita na região sul do Estado, em cidades como Dourados, Maracaju, Itaporã, Rio Brilhante e Douradina.

O resultado, conforme o analista, é a colheita média de 44 sacas por hectare, uma vez que o esperado era fechar a safra com média de 49 sacas. A redução surge após dois anos de resultados satisfatórios e do aumento de 11% da área plantada de soja em Mato Grosso do Sul.

“O produtor tinha um planejamento, mas agora, frente a redução brusca, dará para pagar a conta, mas o lucro desejado não virá”, comentou Carlotto. Apesar da frustração, ele não acredita em desânimo geral. “O produtor vem de duas boas safras e essa quebra não o descapitalizará”, completou.

O problema é que o prejuízo ainda poderá ser maior, porque a previsão indica chuva até 10 de março e falta colher 20% da soja plantada no Estado. “Isso pode atrapalhar”, admitiu o analista de grãos da Famasul.

Milho – Em relação ao milho, a tendência é a colheita diminuir de 7,8 milhões de toneladas para 7,5. “O grão vem de preços baixos, por isso, o produtor investiu menos em tecnologia e a tendência é colher menos”, explicou Carlotto. Segundo ele, até agora, 60% da área de 1,5 milhão de hectare foi plantada no Estado.




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