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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

02/10/2015 16:15

Com concorrência maior, Makro sente crise e fecha as portas após 16 anos

Edivaldo Bitencourt e Raíza Calixto
Comunicado no portão informa o fechamento de estabelecimento (Foto: Simão Nogueira)Comunicado no portão informa o fechamento de estabelecimento (Foto: Simão Nogueira)

Com a concorrência acirrada no setor de atacarejo, como é conhecido o misto de atacado e varejo, com a inauguração de 10 novas lojas nos últimos três anos, o Makro, do grupo holandês SHV (Steenkolen Handeis Vareeniging), sentiu a crise econômica e fechou a loja em Campo Grande. O estabelecimento funcionava há 16 anos e demitiu 127 funcionários.

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O fechamento ocorreu às 14h de ontem (1º). O fechamento foi comunicado ao Sindicato dos Comerciários pelo diretor de relações trabalhistas e sindicais da rede, Sérgio Garcia Campos. Ele alegou que o grupo vai fechar aquela unidade, mas não pretende desistir de Campo Grande.

Em nota, o Makro destacou que já começou a procurar terreno para reabrir outra unidade na Capital. Enquanto isso, o posto, que funciona com bandeira da BR Distribuidora e só vende no dinheiro, vai continuar funcionando normalmente.
“Ele contou que não pretende abandonar Campo Grande”, contou o diretor secretário do Sindicato dos Comerciários, Nelson Benitez. O pagamento das rescisões dos comerciários será pago em 10 dias.

Além da crise, um dos motivos do fechamento seria estratégico, porque a loja fica na Avenida Consul Assaf Trad, na saída para Cuiabá, a 6,6 quilômetros do Centro da Capital.

Para Neuza, os funcionários demitidos são os que mais estão sofrendo.(Foto:Simão Nogueira)Para Neuza, os funcionários demitidos são os que mais estão sofrendo.(Foto:Simão Nogueira)
João Bento saia do bairro Aero Rancho a cada dois meses para fazer compras no mercado.(Foto:Simão Nogueira).João Bento saia do bairro Aero Rancho a cada dois meses para fazer compras no mercado.(Foto:Simão Nogueira).

Durante quase uma década, o Makro só tinha um concorrente na cidade, o Atacadão, do grupo francês Carrefour. Nos últimos anos, a rede viu a concorrência ficar acirrada com a chegada de 10 novos estabelecimentos, sendo uma loja do Atacadão, cinco do Fort Atacadista, do grupo Pereira, e duas da rede Assaí, do grupo Pão de Açúcar.

O fechamento só surpreendeu o pastor João Bento da Costa, 59 anos, que saiu do Conjunto Aero Rancho, na saída para Sidrolândia, para comprar cadeiras. Ele viu o recado no portão, no qual a rede agradecia os funcionários e comunicava o fechamento. Bento contou que ia a cada dois ou três meses para comprar cadeiras para a igreja no local.

A governante Neuza Paiva de Azevedo, 52, avaliou que os moradores da região não perdem, porque há outros estabelecimentos. Na Avenida Consul Assaf Trad, há lojas do Atacadão e do Assaí. Ela acha que só os funcionários perdem, porque ficaram sem emprego.

Militar do Exército, Allan Marques, 20, também não ficou chateado com o fechamento. Ele contou que a rede vendia produtos com valores mais caros do que os preços praticados por supermercados menores na região.

O grupo holandês SHV tem 130 lojas em cinco países da América do Sul: Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela. Só no Brasil, eram 78 lojas com a unidade de Campo Grande. O Makro chegou a Campo Grande no final dos anos 90 do século passado, quando houve uma política de ampliação em todas as regiões do País.




Maravilha! Eita! Sensacional!
Continuem acreditando nas mentiras do Lula e votem no PT!
 
Barbarossa em 02/10/2015 23:05:37
Tudo bem que a loja ficava muito longe, e os concorrentes Atacadão e Assai ficam quase no centro, mas é inegável descartar também a crise criada pelos Pe/Tra/lhas que está acabando com o Brasil
 
wild em 02/10/2015 20:13:19
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