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18/09/2014 09:00

Com crédito fácil e renda maior, telefone e computador se popularizam

Alan Diógenes
Segundo pesquisa do IBGE, salários aumentam e por consequência compra de eletrodomésticos. (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)  Segundo pesquisa do IBGE, salários aumentam e por consequência compra de eletrodomésticos. (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)

Com crédito mais acessível e a renda maior, o sul-mato-grossense passa a ter mais acesso aos bens de consumo, como computador, internet e telefone. A maior parte dos moradores do Estado vivem em famílias com renda mensal superior a dois salários mínimos (R$ 1.448). O telefone é tão presente na casa das pessoas como geladeira e o aparelho de televisão. 

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O retrato de Mato Grosso do Sul é apresentado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou, nesta quinta-feira (18), a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2013, que aponta as características demográficas e socioeconômicas da população.

O levantamento revelou que 52% dos 2,579 milhões de habitantes de Mato Grosso do Sul possuem computador, o que corresponde a 1,359 milhões de pessoas com o aparelho em casa.

A dona de casa Agnes dos Anjos, 36 anos, que vive com os dois filhos de 13 e 8 anos e o marido, acredita que o atualmente existe mais facilidade de crédito, por isso as pessoas conseguem comprar o computador, que para ela ajuda na comunicação com seu meio social. “Hoje o salário aumentou e ficou mais fácil de parcelar aparelhos eletroeletrônicos. Depois que comprei o computador percebi que consegui me comunicar mais facilmente com minha família e amigos”, comentou.

O levantamento feito pelo IBGE apontou também que dos 1,359 milhões de habitantes do Estado que possuem computador, 81,53% têm acesso à internet. A estudante Isabely Barberia, 13, afirma que a internet ajuda nos estudos. “Depois que colocamos internet em casa, ficou muito fácil de fazer os trabalhos da escola. Sem falar que serve como um objeto para meu lazer nos finais de semana, quando navego nas redes sociais”, mencionou.

De acordo com a pesquisa, 97,4% da população total do Estado possui telefone, o que corresponde a 2,513 milhões de habitantes. Desse total, 70% só tem telefone celular, ou seja, 763 milhões de pessoas com o aparelho móvel. Apenas 27% das pessoas possem telefone fixo e celular.

Isabely disse que com a internet ficou mais fácil para fazer trabalhos da escola. (Foto: Alessandro Martins)Isabely disse que com a internet ficou mais fácil para fazer trabalhos da escola. (Foto: Alessandro Martins)
Agnes acredita que créditos em lojas facilitaram a compra de eletrodomésticos. (Foto: Alessandro Martins)Agnes acredita que créditos em lojas facilitaram a compra de eletrodomésticos. (Foto: Alessandro Martins)

É o caso do militar Marcos Barbosa, 52 anos, que tem os dois aparelhos telefônicos para se comunicar com o filho e a esposa. “Fica mais fácil da gente se falar quando estamos longe um do outro, por exemplo, meu filho estuda Economia e quase não fica em casa, por isso sempre estou falando com ele. Com minha esposa não é diferente, falo com ela de 2h em 2h, quando estou no trabalho”, explicou.

O pesquisa também levantou o número de habitantes em posse de aparelhos eletrodomésticos. Os dados revelam que a geladeira vem em primeiro lugar; 98,4% possuem o eletrodoméstico em casa, o que corresponde a 2,538 milhões de pessoas. Em segundo está a televisão; 97,3% de habitantes têm o aparelho, ou seja, 2,510 milhões de pessoas. Por último vem a máquina de lavar; 54% da população tem o aparelho, ou seja, 1,393 milhões de habitantes.

A pedagoga Salete Brixner, 37, falou que as pessoas trabalham o dia todo e precisam dos eletrodomésticos para fazer o serviço cotidiano no período noturno. “Acredito que aumentou o número de pessoas com os eletrodomésticos, por que as pessoas ficam o dia todo fora e as vezes querem agilidade na hora de fazer o serviço de casa”, frisou.

SaláriosConforme a pesquisa, 40,9% da população total, ou seja, 372 mil famílias tem renda mensal de 1 a 3 salários mínimos. Em seguida, vem as famílias que ganham de 3 a 5 salários mínimos, o que corresponde a 21,14% (192 mil). Depois vem as que ganham de 5 a 10 salários mínimos (149 mil).

Por último vem as três categorias de salários das famílias sul mato-grossenses. Em 4º lugar vem as famílias que recebem até um salário mínimo. Em 5º lugar, as famílias que recebem de 10 a 20 salários mínimos; 5,28% (48 mil). Em 6º lugar estão as famílias que recebem mais de 20 salários mínimos, o que corresponde a 2,53% (23 mil).

A professora aposentada Jesuína do Carmo Neta, que ganha de 1 a 3 salários mínimos, informou que a educação melhorou, por isso os salários aumentaram. “Hoje todo mundo pode estudar, se formar e arrumar um emprego com bons salários. Acho que foi isso que aconteceu”, finalizou.

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