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Campo Grande, Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

10/03/2015 14:38

Com pólos saturados, prefeitura vai criar novo núcleo industrial na Capital

Liana Feitosa
Titular da Sedesc afirma que casas populares serão construídas para atender busca por mão de obra na região oeste da Capital. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)Titular da Sedesc afirma que casas populares serão construídas para atender busca por mão de obra na região oeste da Capital. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)

Falta terra para que indústrias se instalem em Campo Grande. E falta mão de obra para atender as empresas já instaladas no pólo industrial da Capital. A prefeitura pretende contornar a reclamação antiga dos empresários a partir da construção de 900 casas populares em 30 hectares até pouco tempo pertencentes à Kepler Weber, na saída para Aquidauana.

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"O projeto, da EMHA (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande), já está em análise na Caixa Econômica Federal. Aguardamos apenas a liberação da verba", explicou, em entrevista ao Campo Grande News, Natal Baglioni, titular da Sedesc (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e do Agronegócio).

Atualmente, apenas no polo oeste estão instalados 101 empreendimentos. No entanto, esse e outros espaços já estão saturados. Para que a Capital continue expandindo investimentos no setor de indústria, novas novas áreas precisam ser levantadas e, para isso já existe projeto, segundo o secretário.

A prefeitura vai contratar uma comissão da USP (Universidade de São Paulo), com a qual já se reuniu por três vezes. " O objetivo é contratar essa equipe, especializada nas áreas de economia, administração e contabilidade, para que ela elabore projetos para o desenvolvimento da nossa cidade", compartilha Natal.

 

Empresários alegam que falta mão de obra para atender demanda dos polos. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)Empresários alegam que falta mão de obra para atender demanda dos polos. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)

Tamanho do investimento - Entre os projetos está a construção de um distrito industrial. "Diferente do polo, que fica no perímetro urbano da cidade, essa nova área ficará na zona rural e contemplará rede de água, luz, esgoto, receberá serviço de recolhimento de lixo e, ainda, terá núcleo habitacional para atender a demanda por mão de obra das indústrias que se instalarem nessa área", afirma Natal.

De acordo com o secretário, o distrito deverá ter de 600 a mil hectares de área, fora da bacia do Pantanal, para que não tenha restrições ambientais. "Estamos trabalhando na identificação de áreas para suprir a falta de loteamentos. Essa busca é dirigida pela Planurb (Instituto Municipal De Planejamento Urbano), em parceria com a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e a Sedesc", amplia.

Prazo - "Algumas áreas, que podem compor o distrito industrial, já foram identificadas, mas esse é um plano a médio e longo prazo, existem muitos passos a serem cumpridos", adianta o secretário.

A concessão de terras para indústrias ocorrerá conforme as mesmas regras da lei municipal 29/1999, do Prodes (Programa de Desenvolvimento Econômico e Social), que organiza a doação de áreas dos polos urbanos. "A lei criou o Codecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico), que é composto por 14 entidades, representantes de diversas áreas do setor empresarial", contextualiza o secretário.

Caminho - "A Sedesc recolhe os documentos necessários dos interessados nas terras e apresenta uma carta-consulta ao conselho. Nas reuniões do Codecon os processos são analisados pelas 14 entidades e, depois, votados. Se aprovados, vão para a Câmara de Vereadores, que aprova, ou não, a concessão da área", detalha o titular da Sedesc.

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