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Campo Grande, Sábado, 24 de Setembro de 2016

05/07/2015 09:45

Condomínio de casas ecológicas é 40% mais econômico no fim da obra

Renata Volpe Haddad
Casa de 60 metros quadrados é a primeira ecológica em Campo Grande. (Foto: Marcelo Calazans)Casa de 60 metros quadrados é a primeira ecológica em Campo Grande. (Foto: Marcelo Calazans)

Com captação de água através de decantação e utilização de tijolo ecológico que gera economia de até 40% no final da construção, o primeiro condomínio de casas ecológicas no Santa Luzia, está quase pronto. A ideia de construir casas pensando no meio ambiente, surgiu da vontade de um idealizador e está sendo colocada em prática por uma equipe que pensa no futuro.

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O diferencial começa pelo tijolo ecológico que apesar de ser mais caro que o comum, contribui com diversos fatores. O tijolo que beneficia o meio ambiente custa em média R$ 0,75 e o tijolo comum, o de seis furos R$ 0,40. Porém, construindo com o ecológico, a quantidade de argamassa utilizada para fazer uma casa é menor, sendo usados 10 sacos de 20 kg o que dá em torno de 200 ml de argamassa por metro quadrado. Com o tijolo comum, para reboco, são 50 sacos de cimento, encarecendo a construção.

A afirmação é do idealizador, projetista e construtor, Marco Roberto Silva Alencastro. Ele conta que a intenção é de fazer nove casas no mesmo terreno que vai se tornar um condomínio, todas com tijolo ecológico e reutilização de água. “Eu sempre quis construir casas assim, com captação de água e tijolo que não agride o meio ambiente”, explica.

São três registros no banheiro. Um para água não potável, outro para potável e outro, para suprir a falta de água não reutilizada. (Foto: Marcelo Calazans)São três registros no banheiro. Um para água não potável, outro para potável e outro, para suprir a falta de água não reutilizada. (Foto: Marcelo Calazans)

Aproveitamento - A reutilização da água será feita por decantação, e utilizada no vaso sanitário e no jardim. “A captação será feita com água da máquina de lavar e do banho. Dentro do banheiro tem três registros para água potável e água não potável. Toda a água usada será colhida, filtrada e tratada, e vai descer para o vaso sanitário. Caso falte água não potável, tem um terceiro registro que vai suprir os locais que precisam”, afirma.

Alencastro cita exemplo de uma família com quatro pessoas que tomam banho de 10 minutos cada, e juntas gastam mil litros de água. “Tudo isso será usado em locais que gastam muito. Para limpar a água, serão utilizados pedra brita, areia grossa e fina, carvão e quando for para o algibre é colocado uma pastilha de cloro”.

O tijolo ecológico é avermelhado e se o cliente optar, não precisa de reboco. “A estrutura fica muito bonita e se a opção for por tijolinho a vista, a quantidade de argamassa vai diminuir, porque teremos o cuidado de não deixar respingar nada”, comenta.

Construtora – A M.A. construtora está responsável pela obra das casas e a proprietária Maria Antônia da Silva, afirma estar feliz com o novo empreendimento. “Estamos ajudando o meio ambiente, fazendo a nossa parte e quando o Marco nos trouxe a ideia, resolvemos executar. Agora, basta saber se a população vai aderir”, conta.

Ramão Rudel é o dono da primeira casa ecológica. Ele afirma que gostou e que é propenso a novas ideias. “O ecológico hoje é o destaque e sempre fui favorável as coisas novas”, diz.

Meio ambiente – Para a engenheira agrônoma, professora de engenharia ambiental e civil da faculdade Estácio de Sá em Campo Grande, Karla Nadai, não há desvantagem nenhuma em relação a construção de casas ecológicas. “Pelo contrário, só leva benefícios para quem tem uma casa e para o meio ambiente. Eu chamo de tijolo vivo, já que a produção dele é diferente e não consome energia e porque o tijolo é térmico, ou seja, quando a temperatura está alta, o tijolo mantém a casa fresca, evitando uso de ar-condicionado e ventilador”, explica.

Sobre a captação de água, a engenharia comenta que a época em que vivemos é do total economia de água. “Através da decantação, é possível utilizar água da chuva que iria para os bueiros, para o vaso sanitário, utilizar irrigando plantas e lavando calçadas. A vantagem também conta no bolso do consumidor”, finaliza.

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