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17/04/2014 18:01

Construção civil demite e geração de empregos em MS é a pior em 11 anos

Zana Zaidan
Com o fim de empreendimentos, construção civil está estagnada (Foto: Arquivo)Com o fim de empreendimentos, construção civil está estagnada (Foto: Arquivo)

Em março deste ano, Mato Grosso do Sul criou 573 novas vagas de trabalho com carteira assinada. Este é o pior resultado para o mês desde 2003, aponta pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgada hoje (17) pelo Ministério do Trabalho.

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Foram 25.570 trabalhadores admitidos, enquanto outros 24.997 foram desligados das empresas. O fraco desempenho está diretamente ligado ao desaquecimento do setor da Construção Civil. “Em 2013, houve um momento em que chegamos a importar mão de obra de fora. Mas com a conclusão de grandes condomínios que chegaram à Capital, e do Bosque dos Ipês, o setor ficou estagnado”, explica o economista Áureo Torres, autor do trabalho “Painel do Emprego” no Estado.

Conforme o Caged, 2.389 foram contratados para atuar no setor, mas 2.841 foram desligados – ou seja, saldo negativo de 452. Por outro lado, a previsão do economista é de que, nos próximos meses, a Construção Civil será uma das responsáveis pela recuperação dos postos de emprego.

“Por ser ano eleitoral, muitas obras estão prestes a ser concluídas, principalmente no interior do Estado”, acrescenta Torres.

Serviços – O setor de serviços, que no mês de março impediu que o saldo negativo da geração de empregos fosse maior, também será o catalisador em 2014. Foram 8.100 admissões e 7.205 desligamentos, um saldo positivo de 895.

“Com a Copa do Mundo, o setor vai crescer mais. Empresas de publicidade, gráficas, todas as empresas envolvidas no mercado publicitário, vão investir em mão de obra, para produção de brindes, produtos temáticos, itens promocionais”, diz Torres.

Cidades – A Capital apresentou maior saldo negativo em março (415), com 10.038 admissões e 10.453 desligamentos. Dourados apresentou melhor desempenho, com saldo positivo (244), e 2.604 admissões e 2.360 desligamentos.

Comparado com os demais estados brasileiros, Mato Grosso do Sul ocupa o 6º lugar na evolução do emprego formal em 2014. No acumulado de janeiro a março, foram 83.123 admitidos e 76.001 desligados.

“É um cenário positivo, em relação às demais regiões. O que temos a nosso favor é que o Estado está em pleno desenvolvimento, e ainda tem muito a expandir”, finaliza Torres.

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