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Campo Grande, Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

03/12/2014 16:23

Consumidor recorre a produtos populares para driblar cesta mais cara

Liana Feitosa
Tomate está entre os alimentos que registraram alta. (Foto: Marcelo Calazans)Tomate está entre os alimentos que registraram alta. (Foto: Marcelo Calazans)

A soma dos 15 produtos que compõem a cesta básica individual registrou alta de 4,74% no mês de novembro, em comparação ao mês anterior, segundo pesquisa do Governo do Estado. Ao todo, 26 estabelecimentos de seis regiões de Campo Grande foram consultados para o levantamento. O encarecimento obriga o consumidor a buscar alternativas para driblar o aumento. 

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A cesta para uma pessoa foi calculada no valor de R$ 301,16, já o conjunto de alimentos essenciais que formam a cesta familiar, para cinco pessoas, teve alta de 2,63% em relação a outubro, sendo formada por 44 produtos, foi comercializada a R$ 1.347,67.

Para driblar os valores altos a funcionária pública Noir Barbier, de 57 anos, dá preferência a frutas e verduras que estão com preço mais acessível. "Das frutas que sempre compro, vejo as que estão com preço mais barato e levo em maior quantidade", conta.

"Agora, por exemplo, o pêssego está bem caro, não dá pra levar, então vou comprar as frutas que sempre levo mesmo: maça, banana, laranja", completa.

Na análise dos preços feita pela Semac (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia), tanto a individual, quanto a familiar, apresentaram alta no valor da batata, tomate e alface. Já o feijão apresentou queda de 6,84%.

Na cesta individual, itens como pão francês, sal e leite mantiveram os preços em relação a outubro. Já na cesta familiar, a margarina (3,28%), café (2,27%), ovos (2,01%), sal (1,35%), óleo (0,87%) e manteiga (0,51%) sofreram queda.

De acordo com a pesquisa, a alta foi influenciada, principalmente, pelos produtos hortifrutigranjeiros. (Foto: Marcelo Calazans)De acordo com a pesquisa, a alta foi influenciada, principalmente, pelos produtos hortifrutigranjeiros. (Foto: Marcelo Calazans)

De acordo com a pesquisa, a alta foi influenciada, principalmente, pelos produtos hortifrutigranjeiros. Esses itens sofrem com fatores sazonais como mudança de clima. Além da batata, tomate e alface, registraram alta banana (5,17%), laranja (4,29%), abobrinha (14,68%) e cenoura (10,97%).

Alternativa - A empresária Lilian Resende costuma a comprar frutas populares no supermercado, mas recorre a estabelecimentos especializados quando deseja comprar frutas exóticas. A estratégia ajuda a equilibrar os gastos e garante variedade na mesa. "Meu marido sempre vem aqui quando quer comprar frutas diferentes, menos comuns. Mas frutas mais conhecidas compramos mesmo no mercado", dá a dica.

De acordo com a análise da Semac, o clima adverso nas principais regiões produtoras de batata prejudicou sua produtividade, em torno de 10% a 15%, gerando uma queda de estoques no mercado interno e refletindo no aumento de preço para o consumidor. Em relação ao tomate, o produto deve aumentar nos próximos meses com o final da safra e menor oferta.

Sendo assim, quando comparado o custo da cesta individual com a renda mensal, verifica-se que, em novembro, o trabalhador comprometeu 41,60% do salário mínimo, que é de R$ 740,00, ou seja, o maior índice deste ano. No mês anterior, outubro, o comprometimento foi de 39,71%. Já o custo total da cesta familiar foi de 37,23% do total da renda familiar, que é calculado com base em cinco salários mínimos, ou seja, R$ 3.620,00. Já em outubro, o comprometimento foi de 36,28%.




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