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Campo Grande, Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

26/12/2014 15:58

Consumidores voltam para trocar presentes e comércio aposta em novas vendas

Luciana Brazil
O gerente Emerson Alexandre diz que clientes que trocam podem ser opção de novas vendas. (Foto: marcos Ermínio) O gerente Emerson Alexandre diz que clientes que trocam podem ser opção de novas vendas. (Foto: marcos Ermínio)

Está aberta a temporada nacional de troca de presentes. Hoje, um dia após o Natal, o consumidor começa a correr para trocar aquela lembrancinha que não deu certo, e os vendedores apostam nesses clientes para fazer novas vendas, ainda mais com o saldo negativo no desempenho desse fim de ano.

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Em Campo Grande, algumas lojas sustentam promoções com redução brusca de preços, tudo para atrair ainda mais esses clientes. E muita gente acaba “caindo” na estratégia das empresas. “É muito bom quando vêm trocar porque podemos puxar uma venda. Tem gente que faz boas compras nessa hora da troca”, disse o gerente da loja @Zero, Emerson Alexandre Campos de Souza, 39 anos.

No entanto, para o consumidor esse momento nem sempre é agradável, já que se deslocar até o centro da cidade pode ser um transtorno. Para essas pessoas o melhor seria o “presente perfeito”.

“Ganhei um creme e um sabonete de amigo oculto e tive que vir trocar porque não gostei muito do cheiro. O bom mesmo seria nunca precisar trocar”, disse a professora Cristina Brandão, 35 anos, ao sair da loja do Boticário, na Rua 14 de Julho.

O proprietário da loja Máfia, Ataulfo Martins Bravo, 72 anos, brinca que os casais já não se conhecem mais e sempre erram o tamanho das roupas dos companheiros, o que acaba gerando as trocas. “Ninguém conhece mais ninguém. Ficam sempre juntos e não sabem nada”, brincou.

Já na loja Cia da Moda, a vendedora Maria de Lourdes Leandro, 51 anos, afirmou que poucas pessoas compraram presentes na loja. “A maior parte dos clientes comprou presentes para eles mesmos. Então, não devemos ter muito fluxo deste tipo”.

Na loja do gerente Emerson Alexandre os presentes saíram, mas os presenteados escolheram o que iriam ganhar. “Talvez não tenha muita troca hoje porque percebemos que muito cliente veio acompanhado da pessoa para qual iria dar o presente”, explicou.

Condições- De acordo com Código de Defesa do Consumidor, o prazo para trocar bens duráveis, como roupas, brinquedos, relógios e celulares é de até 90 dias e para bens não duráveis, como alimentos, 30 dias.

A advogada Tatiana Viola de Queiroz, da Proteste Associação de Consumidores, explica que, se o consumidor recebeu um presente com algum problema ou defeito, deve procurar a loja onde o produto foi adquirido, o fornecedor ou o fabricante, para realizar a troca, tendo em mãos a nota fiscal.

Se o produto não apresentar problema, mas o consumidor não tiver gostado da cor, por exemplo, pela lei o fornecedor não é obrigado a efetuar a troca. Tatiana diz que essa troca só é possível se o lojista tiver oferecido tal opção no ato da compra. “Aí, ele se vincula a essa oferta e é obrigado a trocar. Nesses casos, o fornecedor pode estabelecer algumas regras para efetivar a troca, como horário e dia”.

 

 




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