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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

05/06/2015 14:07

Demissões de pessoal continuam e desativação da ferrovia já é fato

Caroline Maldonado
Trilhos que escoavam a produção de MS, agora estão parados. (Foto: Fernando Antunes)Trilhos que escoavam a produção de MS, agora estão parados. (Foto: Fernando Antunes)

Apesar do Governo do Estado tentar impedir a paralisação da ferrovia no Estado, a responsável pela malha, Rumo ALL, desativou as atividades e continua demitindo e remanejando funcionários para estados vizinhos. Na quarta-feira (3), houve mais 20 demissões e quatro transferências de funcionários, além dos 100 demitidos nos últimos meses, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru e Mato Grosso do Sul.

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A Rumo ALL não admite a desativação, apenas diz que “estão sendo feitos ajustes operacionais”, mas a entidade que representa os trabalhadores já tem a paralisação como consumada e reclama da falta de posicionamento da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que já foi procurada pelo Governador Reinaldo Azambuja (PSDB). A agência reguladora, por sua vez, afirmou que irá cobrar o cumprimento do contrato de concessão da Rumo ALL.

O governador teme o comprometimento do escoamento da produção estadual e a sobrecarga do transporte rodoviário. Segundo Reinaldo, o presidente da ANTT fez compromisso de realizar a manutenção do serviço ferroviário, além de participar da discussão de investimento que a Rumo ALL deve fazer na próxima sexta-feira (12).

O diretor do sindicato dos trabalhadores, Evanildo da Silva, acredita que a Rumo ALL pode não comparecer a essa reunião, na qual o governador também pretende participar. “Nós já conhecemos a história da Rumo e temos receio que a empresa nem compareça. Quando houve uma CPI em São Paulo, a empresa entrou com liminar e não foi. O que esperamos é que a ANTT faça algo, pois parece que em vez de estar a serviço da União, ela está a serviço da concessionaria”, comenta.

O correto seria a que a concessão fosse caçada, agência nacional decretasse multa e a ferrovia seja entregue a outra concessionária depois de licitação ou ainda reestatizada, na opinião do sindicalista. Evanildo lembra que depois de privatizada, em 1996, houve a fusão entre a Rumo e a ALL, nste ano.

“Foi neste tempo que a coisa começou desandar, a ALL pegou aportes e não investiu mais na nossa malha. Ela passou a investir principalmente no Paraná”, diz Evanildo, ao lembrar o anuncio da Rumo ALL sobre investimento de R$ 2 bilhões na malha ferroviária do Paraná, nos próximos 5 anos e a transferência de trabalhadores daqui para o Estado vizinho.

Procurada pela reportagem, a empresa preferiu não comentar sobre o assunto.




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