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Campo Grande, Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

22/09/2015 21:55

Demissões fazem com que número de inadimplência cresça 196% em um ano

Renata Volpe Haddad
Consumidor reclama dos reajustes e diz que maneira de não ter nome sujo é pagar à vista. (Foto: Fernando Antunes)Consumidor reclama dos reajustes e diz que maneira de não ter nome sujo é pagar à vista. (Foto: Fernando Antunes)

O número de inadimplentes em Campo Grande cresceu 196% em um ano e passou de 8.361 de pessoas com o nome sujo em agosto de 2014, para 22.606 de inscritos no SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), em relação ao mês passado.

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Conforme os dados do serviço, em agosto deste ano, a dívida dos consumidores é de mais de R$ 8,7 milhões. No mesmo período do ano passado, o valor somava mais de R$ 5,2 milhões.

De acordo com o presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, João Carlos Polidoro, o número de inadimplentes aumentou em 2015 devido ao grande número de demissões. "Com a crise, empresas tem demitido, principalmente da construção civil e isso prejudica todo mundo. Mas não é só um caso da pessoa física, mas também das empresas que deixam de pagar as contas por causa do desaquecimento nas compras", avalia.

Segundo ele, a ACICG está realizando campanhas para poder ajudar o consumidor e também as empresas. "Temos a campanha Nome Limpo e a Semana da Conciliação que tem ajudado muitos a negociar suas dívidas e as empresas receberem o valor necessário", informa

Teresa conta que manter o nome limpo não é tarefa fácil. (Foto: Fernando Antunes)Teresa conta que manter o nome limpo não é tarefa fácil. (Foto: Fernando Antunes)

Pessoas físicas – A população campo-grandense tem reclamado dos preços altos e dos reajustes feito pelo Governo Federal no último ano. E dão a dica para evitar que o nome fique sujo. "Pagar à vista. Se tem compra, se não, vá embora para casa feliz de não ter feito nenhuma dívida. Os reajustes são inúmeros, é preciso ter um controle para não comprar no cartão de crédito ou no crediário", analisa o músico, Bento Gerônimo Lima de Albuquerque, 51.

Esposa de Bento, Mônica Castro de Albuquerque, 46, conta que é difícil manter o nome limpo na praça. "Nós evitamos ao máximo fazer dívidas, mas por exemplo, nossa conta de água sempre vinha R$ 40, pulou para R$ 90, com a energia elétrica acontece a mesma coisa. Quem não pode pagar, acaba com o nome restrito", comenta.

A cozinheira Teresa de Fátima Leite, 50, diz que nunca teve o nome com restrição, mas que cumprir a função não tem sido tarefa fácil. "A gente aperta daqui e dali e consegue pagar as contas. Mas vejo muitos amigos reclamando de restrição no nome", avalia.




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