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07/10/2014 09:33

Dólar alto impacta em viagens e na compra e venda de produtos

Priscilla Peres

A cotação do dólar voltou a subir e deixar as operação de compra e venda mais caras tanto no Brasil quanto em outros países. As consequências são positivas para o agronegócio, mas para quem está com viagem marcada para o exterior precisa refazer as contas e adotar estratégias para não gastar muito além do planejado.

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A vice-presidente da Abav/MS (Associação Brasileira de Agências de Viagens do Mato Grosso do Sul), Juliana Vidal de Freitas, explica que muitas pessoas estão recuando das viagens internacionais, mas desistir é mais prejuízo. "Quem já comprou moeda está tranquilo, agora quem ainda não comprou precisa esperar para analisar o mercado".

O câmbio instável se deve as incertezas de mercado com o período eleitoral e só deve estabilizar após o segundo turno das eleições. Para quem vai viajar nesse período, o recomendado é levar o mínimo de moeda e pagar no cartão de crédito. "Nós nunca recomendaríamos isso há tempos atrás, mas agora é mais vantajoso para o cliente", destaca Juliana.

O dólar no turismo está cotado em R$ 2,62 e no cartão de crédito gira em torno de R$ 2,35. Quem compra no cartão, paga a cotação do dia em que a fatura fecha, mais 6,38% de IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros). "Como a tendência é que estabilize após a eleição, o cliente pode pagar mais barato do que se comprar a moeda e levar", destaca Juliana.

Para quem vai comprar no Paraguai, a moeda está sendo cotada em R$ 2,62. O presidente da ACEPP (Associação Comercial E Empresarial de Ponta Porã), Eduardo Gaúna, explica que com a moeda mais cara muitas pessoas mudam o local de compra e optam pelo Brasil. "Nossas vendas já aumentaram cerca de 20% por causa disse. Aqui oferecemos garantia que é uma opção que não tem do lado de lá da fronteira", diz. Em contrapartida, o fluxo de clientes que vão a Pedro Juan e se hospedam Ponta Porã diminui.

Agronegócio - A gestora do Departamento de Economia da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária), Adriana Mascarenhas, explica que ainda é cedo para mensurar os impactos da alta do dólar, mas que provavelmente eles virão de forma positiva e negativa. "É bom para as exportações e para os produtos agropecuários em geral, pois valoriza e são vendidos por preços maiores para o mercado externo".

O único setor que sente o impacto é o de insumos, pois muitos são importados. "O produtor que ainda precisa importar insumos será prejudicado pelo preço mais alto. Mas na agricultura, por exemplo, a maioria já comprou e o dólar alto vai ajudar a escoar a produção de milho que ainda está estocada", destaca Adriana.




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