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17/12/2014 13:23

Dólar dispara, mas lojas e hotéis da fronteira permanecem lotados

Liana Feitosa
Para gerente de vendas do Shopping China, vendas não dependem do valor do dólar do mercado. (Foto: Divulgação)Para gerente de vendas do Shopping China, vendas não dependem do valor do dólar do mercado. (Foto: Divulgação)

Nem mesmo a alta do dólar, cotado a quase R$ 3,00, parece afetar a economia da região de fronteira. Em Mato Grosso do Sul, a cidade de Ponta Porã - distante 323 km da Capital, é famosa por atrair consumidores durante todo o ano, inclusive do país vizinho, o Paraguai. Segundo representantes do comércio da região, o preço da moeda norte-americana não tem prejudicado o turismo, nem as vendas.

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Eduardo Gauna, presidente da ACEPP (Associação Comercial e Empresarial de Ponta Porã) explica o porquê. "As pessoas vêm muito para comprar produtos de tecnologia, por exemplo. Elas vêm pelos produtos, e não só pelos preços. Não é mais como antigamente. Hoje, o comércio se mantém mesmo quando o dólar sobe", analisa.

"Recebemos pessoas de todos os lugares, inclusive de Amambai, Antônio João, Maracaju, tudo graças ao fortalecimento do comércio. Isso indica que a tradição de vir à fronteira já está consolidada", argumenta Gauna.

Turismo - Nos hotéis, a média de ocupação é alta. O Campo Grande News conversou com representantes de quatro hotéis de Ponta Porã, e todos falaram de médias altas de lotação. Inclusive, aos finais de semana, os funcionários dos quatro hotéis garantiram que todos os quartos ficam ocupados e praticamente 100% dos turistas que se hospedam na cidade estão em viagem de compras.

"Aos finais de semana, temos ficado com 100% do hotel ocupado. De segunda a quarta-feira, a média é de 70% de ocupação. Mas a partir de quarta as vagas ficam bem mais escassas", explica Carlos Alberto, recepcionista. "Se o turista deixar para última hora, corre risco de ficar sem vaga", aconselha.

Até mesmo durante a semana, a rede hoteleira afirma que a média de ocupação tem sido alta. Entre os dias úteis, ficam disponíveis cerca de 40% a 30% das vagas.

Novos tempos - Interessados nos produtos importados, os consumidores lotam centros comerciais como o Shopping China, um dos principais atrativos da fronteira. Segundo Mercedes Winckler, a gerente de vendas do shopping, o faturamento não sofre alteração com a alta do dólar. Lá a moeda norte-americana está cotada a R$ 2,88.

"As vendas não dependem mais do valor do dólar do mercado. Os consumidores trocaram seus critérios. Hoje, o cliente decide satisfazer suas necessidades de uma maneira imediata, sem rodeios", analisa. "O comércio é dinâmico e acontece de acordo com a demanda de determinados produtos", finaliza.

Viagem internacional - Para quem já está com viagem internacional agendada e, para isso, precisará comprar moeda estrangeira, o preço pode doer um pouco no bolso, mas nada que tire a graça da viagem, é o que garante a técnica em atendimento Paula Belmontt. “A alta não prejudica muito, pois, geralmente, a viagem foi planejada quando o valor do dólar estava mais em conta, por isso não torna o lazer viável”, aponta.

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