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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

07/01/2016 21:33

Dólar volta a subir e fecha no maior nível desde setembro

Agência Brasil

 Uum dia novamente marcado por turbulências na economia chinesa, a moeda norte-americana fechou no maior valor em três meses. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a encerrar no menor valor em quase sete anos. Nesta quinta-feira (7), o dólar comercial subiu R$ 0,031 (0,77%) e fechou a sessão vendido a R$ 4,052. A cotação está no maior valor desde 29 de setembro (R$ 4,059).

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O dólar operou em alta durante toda a sessão, mas enfrentou momentos de forte volatilidade. Pela manhã, a cotação disparou, chegando a R$ 4,063 na máxima do dia, por volta das 10h30. No início da tarde, a moeda desacelerou, chegando a ficar próxima da estabilidade por volta das 14h, mas voltou a subir nas horas finais de negociação. A divisa acumula alta de 2,64% em 2016.

O dia também foi de perdas na bolsa de valores. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 2,35% e fechou a sessão em 40.793 pontos, no menor nível desde março de 2009, no auge da crise econômica gerada pelo colapso do crédito imobiliário nos Estados Unidos. As maiores quedas foram registradas nas ações da Vale, que caíram 5,78% (ações ordinárias) e 5,36% (ações preferenciais).

As preocupações com a China voltaram a dominar o dia. Apesar da decisão do Banco Central da China de desvalorizar o yuan para o menor nível desde 2011, a Bolsa de Valores de Xangai caiu mais de 7% e teve as negociações suspensas nos primeiros minutos de sessão. O mercado financeiro chinês tem enfrentado fortes instabilidades depois da divulgação de números que confirmam a desaceleração da segunda maior economia do planeta.

A redução do crescimento da China tem fortes efeitos sobre países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil. Isso porque o país asiático é grande consumidor de matérias-primas como ferro e petróleo e de produtos agrícolas como soja.

A desaceleração se reflete em queda nos preços das commodities. Com exportações mais baratas, menos dólares entram na economia brasileira, empurrando para cima a cotação da moeda norte-americana.

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