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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

22/10/2016 09:46

Empresa nasceu para complementar renda e hoje fabrica 800 pastéis por dia

Fernanda Yafusso
Empresa foi criada com um investimento de R$ 10 (Foto: Alcides Neto)Empresa foi criada com um investimento de R$ 10 (Foto: Alcides Neto)

Com só R$ 10 no bolso, há três anos Vanuza Ramires e o marido Peter Marquês montaram uma empresa de pasteis fritos. Eles começaram o negócio para tentar aumentar a renda familiar, mas deu certo e hoje, têm maquinários e funcionários que produzem média 800 pasteis fritos, por dia.

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Vanusa conta que há três anos, estava no supermercado fazendo a compra do mês com o marido e o primeiro filho do casal, quando teve a ideia de investir em fabricação de pastel frito. Foi assim que na época, ela gastou R$ 10 para comprar a massa e o recheio para as primeiras unidades. 

Na primeira tentativa, o casal fabricou aproximadamente 15 unidades e vendeu para os vizinhos no bairro Mata do Jacinto. "Na minha família sempre tivemos o hábito de fazer pastel frito, nesse dia eu resolvi arriscar", explica a empresária.

A ideia foi aprovada pelos vizinhos e o casal decidiu, investir mais um pouco e aumentar a produção para 100 unidades. "Meu marido levou a segunda produção para vender na rua e não sobrou nenhum, vendemos tudo".

A partir desse dia, o casal decidiu investir em um negócio com recursos próprios. "A minha avó me emprestou um abridor manual de massas e com eles começamos nosso negócio de forma caseira.

Em três meses de trabalho vimos a diferença em nossa vida financeira, porque conseguíamos manter algumas contas básicas em dia. Com o passar do tempo as vendas continuaram aumentando e então começamos a nos reorganizar e procurar um local comercial".

Peter mostra a caixa com 10 unidades de pasteis vendidos por R$ 10 (Foto: Arquivo Pessoal/ Vanuza Ramires)Peter mostra a caixa com 10 unidades de pasteis vendidos por R$ 10 (Foto: Arquivo Pessoal/ Vanuza Ramires)

Após seis meses de produção, precisaram encontrar um local comercial para realizar as vendas e também para conseguir manter a produção de forma mais industrializada.

Atualmente a empresa funciona no bairro Carandá Bosque e conta com três funcionários e maquinários para realizar a produção dos pasteis.

O casal já realizou cursos na área de produção de salgados para oferecer além dos pasteis, salgados no mesmo modo: dez unidades por dez reais. "Temos a intenção de transformar nosso negócio em uma franquia. Até agora tudo que conseguimos foi através do investimento do nosso próprio bolso".

Escada para o sucesso - Para que a empresa tenha lucros e consiga se firmar no mercado é preciso seguir algumas etapas. Em primeiro, pensar na ideia do negócio, realizar uma pesquisa de mercado para saber qual a demanda existente para o produto. 

Com a demanda em mãos, é hora de calcular quanto será o custo para manter a empresa e quanto será necessário investir. Depois, o empreendedor precisa calcular quanto será necessário produzir e vender para cobrir os gastos fixos. E só após esse processo é que pode se ter o primeiro passo para o sucesso da empresa.

Para a empresa ter sucesso e firmar no mercado é preciso seguir algumas etapas (Arte: Vitor Coelho)Para a empresa ter sucesso e firmar no mercado é preciso seguir algumas etapas (Arte: Vitor Coelho)

Hora de planejar - Atualmente Mato Grosso do Sul possui 93.293 mil MEIs (Micro Empresa Individual). As MEIs são empresas abertas com um baixo investimento, a partir de R$ 1 real, e o mais indicado segundo especialistas do setor, para quem deseja abrir o próprio negócio.

De acordo com a analista técnica do Sebrae, Renata Maia, para que o empreendedor consiga crescimento é preciso antes de tudo, planejar.

"Muitos começam o próprio negócio na informalidade, mas em um determinado momento a produção precisa ser formalizada para conseguir atender a demanda de pedidos. Empresas fecham por falta de planejamento porque o empresário pensou só na ideia, e não na demanda e no cliente. Além disso, é impossível falar de uma empresa bem sucedida sem que haja um planejamento".

Renata comenta também que é preciso colocar a ideia da empresa no papel, pensando sempre em todas as possibilidades para implantação no mercado. Questionando também se haverá demanda, cogitar a possibilidade do produto não ser aceito no mercado. Em todas as ocasiões é preciso ouvir o feedback dos possíveis clientes.

 

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