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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

02/03/2015 09:07

Energia elétrica fica 27,9% mais cara a partir de hoje em Mato Grosso do Sul

Liana Feitosa
Energia fica mais cara a partir de ainda hoje e, em abril, subirá novamente. (Foto: Marcos Ermínio)Energia fica mais cara a partir de ainda hoje e, em abril, subirá novamente. (Foto: Marcos Ermínio)

A partir desta segunda-feira (2) o consumidor sul-mato-grossense vai pagar mais caro pela energia elétrica. O reajuste de 27,9%, em média, foi aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na última quinta-feira (27). Para o setor de indústrias, a variação média é ainda maior: 31,27%.

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O aumento passa a valer devido a um processo comum de revisão e atualização de tarifas, a RTE (Revisão Tarifária Extraordinária). A ideia é considerar o novo patamar de custos das distribuidoras e equalizar gastos e recebimentos.

Em outras palavras, a ação evita prejuízos às receitas das empresas de energia por meio de repasse de gastos ao consumidor. Em abril, haverá ainda aumento anual definido pelas distribuidoras.

Segundo a Energisa, concessionária de energia responsável pela maior parte da distribuição em Mato Grosso do Sul, a não revisão desses valores gera risco de inadimplência generalizada no setor, com consequências extremamente graves para todo o sistema e impactos para a manutenção dos investimentos e qualidade do serviço prestado.

Além disso, a revisão tarifária extraordinária foi necessária devido ao cenário crítico vivido pelo setor elétrico nos últimos dois anos. A crise hídrica tem levado o governo a recorrer às usinas térmicas para complementar o fornecimento de energia elétrica. O problema é que as termelétricas são fonte mais cara de energia do que as hidrelétricas. Por isso, o preço médio da energia tem encarecido.

Prejuízo - Entretanto, para o presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, o aumento na conta de luz, do consumidor doméstico e das indústrias, é uma medida recessiva e abusiva.

“O Governo Federal sinaliza que fará cortes nas despesas, mas opta pela elevação de impostos dia após dia. O discurso de ajuste fiscal não é nada mais do que um engodo para praticar o aumento de taxas e tarifas e, dessa forma, cobrir os gastos públicos. O governo da presidente Dilma está na contramão dos países desenvolvidos”, criticou Longen nesta sexta-feira (27).




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