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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

11/11/2016 19:03

Estado perde US$ 120 mil por dia com greve de auditores fiscais

Elcilene Holsback
Estado perde US$ 120 mil ao dia com a paralisação (Foto: Elci Holsback)Estado perde US$ 120 mil ao dia com a paralisação (Foto: Elci Holsback)

A greve dos auditores da Receita Federal, iniciada em maio deste ano, já resulta em prejuízos na casa dos US$ 120 mil ao dia ao Estado, que entre janeiro e outubro deste ano exportou cerca de 68 mil toneladas de produtos, entre rações, açúcar, sementes de forrageiras, cimento, biscoitos e barras de ferro, o que equivale a US$ 24 milhões no período.

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Em busca de solução para o problema, Fiems (Federação das Indústrias de Mato grosso do Sul), Semade (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento econômico) e Sindfisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) se reuniram nesta tarde, em Campo Grande.

De acordo com o secretário da Semade, Jaime Verruk, a paralisação está trazendo grandes prejuízos à arrecadação estadual e ao desempenho do comércio, que será fortemente impactado neste final de ano, período de elevação das compras e importação de produtos. "Mato Grosso do Sul não só enfrenta problemas com a exportação, como a importação de produtos. Já estamos com atraso na exportação da celulose e minério, o que gera impacto na economia", avalia Verruk.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen Nós debatemos um problema que se arrasta há mais de ano e, entendemos, que essa manifestação está gerando prejuízos não só para o setor empresarial, mas também ao Estado e à União, inclusive, aos próprios auditores, que estão inseguros em relação à tramitação no Congresso Nacional do Projeto de Lei nº 5.864, que trata de prerrogativas e da remuneração da categoria”.

O presidente da Fiems declarou ainda que conta com o apoio do Governo do Estado, que pretende acionar a bancada federal em busca de solução para o problema. Longen destacou ainda que irá buscar suporte de entidades representativas do comércio e indústria. “Vou levar o assunto à Comissão de Assuntos Legislativos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em busca por soluções. A previsão de análise do projeto de lei pela comissão especial do Congresso Nacional é dia 16 de novembro, porém, há um trâmite de cerca de dez meses no Congresso, demora que vai gerar ainda mais prejuízos", declarou.

O presidente da Delegacia Regional do Sindifisco, Fábio Galizia de Campos, destaca que a categoria discorda com a alteração da PL, apresentada pelo deputado federal Wellington Roberto (PR). “Os auditores fiscais estão em campanha salarial desde março de 2015, quando na época houve acordo salarial, mas somente em julho deste ano foi enviado o Projeto de Lei para o Congresso Nacional. Foi feita uma comissão especial para analisar o projeto, mas o relator, deputado federal Wellington Roberto, alterou a redação que foi encaminhada pelo Governo Federal e os auditores, não concordam com a redação atual", avalia o sindicalista.

Paralisação - Desde maio deste ano auditores paralisaram as atividades em protesto contra o Projeto de Lei 5864/2016. Além da revisão de questões relacionadas à carreira tributária aduaneira, os servidores reivindicam reajuste de 21% nos salários.

Em cumprimento à determinação judicial, 30% do efetivo está trabalhando e as fiscalizações ocorrem apenas às segundas e terças-feiras, o que resulta em cargas paradas há cerca de 45 dias. Em zonas primárias, como é o caso de Ponta Porã, Mundo Novo e Corumbá, municípios que fazem fronteira seca com Paraguai e Bolívia, os servidores continuam nos locais de trabalho mobilizados e liberam apenas cargas vulneráveis, como animais e perecíveis.

 

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