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Campo Grande, Sábado, 24 de Setembro de 2016

01/04/2015 14:51

Falta de boi para abate pode fechar mais dois frigoríficos no Estado

Caroline Maldonado
Presidente da Assocarnes explica dificuldades do setor frigorífico no MS (Foto: Marcos Ermínio)Presidente da Assocarnes explica dificuldades do setor frigorífico no MS (Foto: Marcos Ermínio)

Além dos frigoríficos Beef Nobre, em Campo Grande, e Fribrasil, em Caarapó, que anunciaram o encerramento das atividades, outras duas unidades do Estado correm risco de fazer o mesmo e todos os demais passam por situação difícil, segundo a Assocarnes (Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carnes de Mato Grosso do Sul).

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O setor tem dificuldades, em especial, por conta da falta de animais para abate, segundo o presidente da entidade, João Alberto Dias, que não revelou quais frigoríficos do Estado estão mais perto de interromper as atividades. “O grande problema é que muitos animais criados aqui saem vivos para outros Estados e não são abatidos pelos frigoríficos de MS”, explica.

Até agora a informação é de que quase 1 mil trabalhadores serão demitidos. Para João Aberto, a concorrência desleal é o que impulsiona a crise em toda a cadeia, segundo João. Esse é o aspecto mais importante a ser considerado no estudo que o setor pediu para que o Governo do Estado faça na busca por uma solução.

“Sabemos que o governo precisa manter a arrecadação, então não esperamos que abaixe impostos, mas crie uma regra tributária que proteja a indústria sul-mato-grossense, pois ela está desagregada do setor produtivo”, disse o presidente da Assocarnes, que participou de reunião ontem (31) com o governador Reinaldo Azambuja. Nela, ficou definido um estudo por técnicos da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) e da Assocarnes, que vai definir estratégias de investimentos na cadeia produtiva da carne no Estado.

Prejuízos – Com o fechamento do Fibrasil, confirmado para se concretizar ontem (31) e do Beef Nobre, previsto para 14 de abril, já se vão mais de 800 empregos, segundo a associação. “É um prejuízo enorme para a população, em especial dos pequenos municípios, com Caarapó, onde estava a unidade do Fibrasil”, comentou João.

Conforme a Assocarnes não ficou definida data para finalização do estudo para a criação de propostas para o setor. Segundo João, o governador se mostrou interessado em apresentar uma solução em breve. Porém, enquanto isso, os trabalhadores de dois frigoríficos cumprem aviso prévio e estão sendo realocados em outras unidades. 

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Não é que falta gado para abater, o que acontece é que o J.B.S. compra todo o gado e criou um monopólio no Brasil, além de fazer ofertas de compra irrecusáveis aos frigoríficos pequenos.
Como que uma empresa familiar com apenas 10 anos de existência se torna uma potencia mundial em processamento de carnes???
Esta empresa é a J.B.S, mais conhecida como JBNDES.
 
wild em 01/04/2015 23:04:50
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