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15/12/2014 14:23

Faturamento do setor de Papel e celulose estimado em R$ 4 bi no ano

Priscilla Peres
Mato Grosso do Sul produz em torno de 17% da produção nacional de celulose. (Foto: Fiems)Mato Grosso do Sul produz em torno de 17% da produção nacional de celulose. (Foto: Fiems)

O setor de papel e celulose vai terminar 2014 com faturamento líquido estimado em R$ 4 bilhões e gerando aproximadamente 7 mil empregos em Mato Grosso do Sul, conforme previsão do Sinpacems (Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Mato Grosso do Sul). Em relação a 2013, a produção nacional de celulose deve crescer 11% e a de papel 8%.

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De acordo com o sindicato, o país produz atualmente 16 milhões de toneladas de celulose por ano o que o mantém em 4º lugar no ranking mundial. O Brasil também ocupa a 10º posição na produção de papel com um volume de 10,4 milhões.

Mato Grosso do Sul produz em torno de 17% desse total de celulose e de 2% de papel. Para 2015, o Sinpacems estima aumento na produção de celulose e papel através do ganho de produtividade entre 1% e 2%.

Para o presidente do Sinpacems, Francisco Valério, todo crescimento industrial depende de diversos fatores, no Estado eles estão ligados a estabilidade e previsibilidade econômicas, preço internacional dos principais produtos, taxa cambial e, especificamente, demanda e oferta de celulose nos mercados mundiais.

Valério afirma que Mato Grosso do Sul já ocupa lugar de destaque no ranking brasileiro de produção de celulose e papel, mas necessitaria de um sistema permanente de preparo de mão de obra para as operações de suas industrias. "Um sistema logístico mais adaptado às necessidades do setor, uma infraestrutura de negócios melhor implantada e, claro, condições tributarias mais satisfatórias".

Investimentos - Segundo o sindicato, o setor de celulose e papel tem investimentos previstos para o Estado de Mato Grosso do Sul nos próximos anos, inclusive com as licenças ambientais já aprovadas e com a engenharia bastante avançada.

Entre elas, está a instalação de uma fábrica de celulose no município de Ribas do Rio Pardo, sendo a terceira planta do segmento no Estado, que já conta com a Fibria e Eldorado, ambas em Três Lagoas. A CRPE Holding (Celulose Rio Pardense e Energia) será instalada próxima à BR-262, a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande.

O empreendimento deverá produzir 2,2 milhões de toneladas de celulose por ano e cogerar 291 MW (Megawatts) de energia elétrica, sendo consumidos na fábrica 151 MW e o restante de 140 MW excedentes poderão ser comercializados. Também será implantado um ramal ferroviário de dois quilômetros para permitir o escoamento da produção de celulose, que em grande parte será voltada para o mercado externo, e deverá conectar a fábrica com a Ferrovia Ferroeste.




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