03/02/2012 18h23

Feijão “salga“ no bolso do consumidor e sobe 76% em Campo Grande

Preços do tomate e chuchu também ficaram mais caros por conta do período chuvoso

 
Fabiano Arruda
 
Nas ruas aumento ultrapassa os 76% indicados por média do IPC. (Foto: Marlon Ganassin)

Comum e tradicional no prato do brasileiro, o preço do feijão ficou mais salgado nos últimos três meses em Campo Grande e registra alta de 76% no período, segundo dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

O feijão carioca Camil Tipo 1, de 1 quilo, foi o que mais subiu. Saltou de R$ 3,39 em novembro para R$ 5,99 em janeiro, variação de 63,45% no ano.

O segundo maior aumento, conforme o índice, é do feijão carioca Ki Kaldo Tipo 1, de 1 quilo, que encareceu de R$ 2,69 para R$ 4,94, variação de 20,78% no ano.

A reportagem do Campo Grande News, no entanto, ainda encontrou preços maiores nas ruas como no Mercado Municipal, onde o quilo do feijão preto (foto) chega a R$ 6,99.

Outro produto que o consumidor estranhou na compra foi o tomate, que ficou 30% mais caro nos últimos três meses. Em novembro custava R$ 3,19 e no mês passado chegou a R$ 4,15, variação de 29,73% no ano.

Segundo o pesquisador Celso Correia da Souza, da Anhanguera/Uniderp, a alta nos preços do feijão foi influenciada pelo excesso de chuva, típica de início de ano, agravada por uma perda expressiva na safra do produto no Paraná.

“O brasileiro está num bom momento, o nível de desemprego é baixo e a pressão do mercado de alimentação é alta por conta da demanda que não diminui. Quando há escassez de produto o preço sofre variação”, explica.

“O chuchu foi outro produto que subiu cerca de 45% no último mês. Batata, mamão e maracujá também ficaram mais caros”, completou.

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