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Campo Grande, Sábado, 01 de Outubro de 2016

21/04/2015 09:10

Feira, supermercado ou sacolão: quem vende o hortifruti mais barato?

Mariana Rodrigues
Em um sacolão no bairro Aero Rancho, os produtos são vendidos em saquinhos à R$ 1,50. (Foto: Alcides Neto)Em um sacolão no bairro Aero Rancho, os produtos são vendidos em saquinhos à R$ 1,50. (Foto: Alcides Neto)

Verduras e legumes apresentam uma grande variedade de preço em estabelecimentos de Campo Grande, mas o consumidor paga ainda mais caro em supermercados. O tomate, por exemplo, que já chegou a custar quase R$ 10 o quilo, é um produto que precisa ser pesquisado. Isso porque seu preço varia entre R$ 8,28 e R$ 4,99 o quilo, dependendo do local.

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Como alternativa para economizar, existem os sacolões em bairros que vendem produtos como tomate, batata, cebola, cenoura, batata doce, entre outros, por um preço definido. No Aero Rancho, o valor pago pela sacola com os produtos é R$ 1,50 e a proprietária Olga Correia da Silva, 42, conta que até o ano passado o preço dos legumes era de R$ 1, mas o valor foi reajustado em R$ 0,50 centavos. "Eu monto e peso os saquinhos com base no preços do Ceasa, mas com esse valor, geralmente o consumidor ganha de R$ 0,12 a R$ 0,15 centavos em cada saquinho".

Olga garante que o seu lucro vem da rotatividade de produtos vendidos, pois é mais prático e ela não perde mercadoria. "As pessoas buscam praticidade além do preço. O consumidor vem, pega o pacote e leva. Dessa forma o produto sai mais rápido e eu não perco mercadoria", contou.

A economista Andreia Ferreira, destaca que a melhor forma de economizar na hora das compras ainda é a pesquisa de preço. "Nos supermercados os melhores dias são às terças, quartas e quintas, onde são encontradas as promoções desses locais", disse.

Para ela, além do preço da mercadoria, o consumidor deve ficar atento ao custo/benefício, como por exemplo, não comprar produtos em grande quantidade se morar sozinho, preferir locais perto de casa e sempre ficar atento a qualidade. "Não adianta a pessoa achar uma promoção em um mercado e morar muito longe, pois ela vai gastar com o transporte até esse local e vai acabar não gerando economia nenhuma. Outra questão é saber comprar, procurar sempre produtos de boa qualidade, se for solteiro prefira comprar em pequenas quantidades para não perder mercadoria. Então o consumidor tem que se atentar a esses detalhes e não só ao preço", destacou.

Os produtos vendidos em saquinhos geram economia de até R$ 0,15 centavos para o consumidor. (Foto: Alcides Neto)Os produtos vendidos em saquinhos geram economia de até R$ 0,15 centavos para o consumidor. (Foto: Alcides Neto)

As feiras ainda são uma boa forma de economia, segundo Andreia, pois garantem um preço mais baixo com relação aos mercados e os produtos são frescos. "As feiras são interessantes, pois têm a vantagem de encontrar o produto fresquinho e o valor ser mais em conta. Lá o consumidor pode encontrar um preço melhor, ou então, fazer as compras com amigos e pedir um desconto maior para o feirante".

Para o microempresário Carlos Antunes, 56 anos, na hora de comprar verduras, a melhor forma é pesquisar e escolher um local confiável. "Sempre procuro locais que ofereçam bom preço, mas busco também a qualidade. Sempre me informo quanto a procedência, pois não é só o preço que conta, mas a qualidade do produto que você vai colocar à mesa", destacou.

A qualidade dos produtos também contribui para a economia, tanto na hora de comprar, como futuramente. A economista alerta que aproveitar para fazer uma compra consciente também é uma forma de economizar. Uma das alternativas é buscar produtos orgânicos, ou até mesmo fazer a própria horta no quintal de casa.

"Qualquer alternativa que seja ecologicamente correta acaba gerando economia, nesse caso, sem o uso dos agrotóxicos, diminui os riscos de problemas de saúde futuramente, consequentemente o uso de remédios serão menores. Nossas compras têm que ser pensadas não só com relação aos preços, mas também com relação aos benefícios que vão gerar economia futuramente".

Pesquisa - Segundo pesquisa realizada pelo Ceasa (Central de Abastecimento), no período de 14 a 17 de abril, entre os produtos pesquisados, o alface apresentou queda de 14,29%. Na terça-feira ele era comercializado a R$ 23,33, e caiu para R$ 20, o quilo na sexta-feira. A beterraba apresentou aumento de 12,50%, subiu de R$1,60 para R$ 1,80, o quilo. Ainda conforme a pesquisa do Ceasa, o tomate não apresentou variação, e o preço ficou em R$ 3 o quilo durante o período da pesquisa.




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