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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

24/02/2015 12:54

Fies renova crédito, mas aluno da Uniderp pode pagar até R$ 500/mês

Liana Feitosa
Mesmo com Fies, alunos terão que pagar, todo mês, cerca de R$ 500 a mais para continuar estudos. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)Mesmo com Fies, alunos terão que pagar, todo mês, cerca de R$ 500 a mais para continuar estudos. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)

Parte dos problemas dos estudantes da Anhanguera-Uniderp está resolvido, mas cobranças inesperadas na mensalidade da universidade continuam a preocupar. Depois de quase dois meses de incerteza, o sistema de inscrições do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) foi reaberto a novos alunos nesta segunda-feira (23) e veteranos também estão conseguindo renovar o cadastro normalmente.

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No entanto, a preocupação continua em relação às mensalidades. Alunos de vários cursos alegam que o Fies está sendo liberado como sempre ocorreu, mas não cobre 100% do valor mensal, apesar de ser liberado integralmente.

"Fiquei sabendo ontem (23) por causa do aditamento. Descobri que o valor que o Fies cobre é inferior ao valor da mensalidade da Anhanguera, o que dá uma diferença de cerca de R$ 100 todo mês", conta um estudante do 3º semestre do curso de Direito, que preferiu não se identificar.

Silêncio - "Minha maior preocupação são os alunos que não estão sabendo dessa diferença. A universidade não avisou ninguém que, apesar da cobertura do Fies, o valor não está sendo suficiente para cobrir a mensalidade da universidade, que sofreu reajuste muito alto esse ano", completa o aluno.

"Ou seja, mesmo pagando a mensalidade com o Fies, todo mês os alunos vão ficar com um débito junto à universidade. Tem aluno que não tem noção do que está acontecendo. E como fica essa dívida com a universidade?", questiona o estudante de Direito.

Medicina - No último dia 9, o Campo Grande News divulgou mobilização de estudantes do curso de Medicina que querem explicações sobre o valor da mensalidade da instituição.

Desde o início do ano os recém-aprovados pedem esclarecimentos na secretaria da universidade acerca dos valores praticados, que, para calouros que não têm descontos, chega a R$ 10.300. No entanto, a Uniderp não disponibiliza as planilhas de custos da instituição, apesar dessa ser uma obrigação prevista em lei.

O caso foi parar no Procon/MS. Inicialmente, o órgão de defesa do consumidor deu 48h para que a universidade resolvesse a questão, mas o prazo foi estendido para esta segunda-feira (23). Hoje, a equipe do Campo Grande News foi informada que houve novo adiamento, sendo que o novo prazo final se encerra nesta quarta-feira (25).

Curso mais caro - O mesmo já foi percebido por alunos veteranos do curso de Medicina da Uniderp. Uma estudante do 3º semestre, que também prefere não se identificar, conta com 100% da bolsa fornecida pelo MEC por meio do Fies.

Entretanto, ao comparar a quantia disponibilizada pelo Fies e a conta do boleto mensal do curso, a aluna percebeu que havia uma diferença. "O aditamento (Fies) só vai cobrir cerca de R$ 6.100, mas a mensalidade é R$ 6.600. Fui na Uniderp ontem, tentei me informar, mas como essa questão está dando bastante problema, só passam informação pelo DCA (Departamento de Controle Acadêmico), que está lotado, sempre com muita fila", explica a aluna.

"Então falei com a pessoa responsável sobre tudo o que envolve Fies na universidade e ela me disse que eles não sabem o que será feito em relação a essa diferença. Agora, a diferença entre o Fies e a mensalidade são R$ 500, mas vou terminar o curso tirando quanto do meu bolso?", debate a estudante de Medicina, já que todo semestre as mensalidades são reajustadas.

Posicionamento Anhanguera - Em nota, a universidade afirmou que as mensalidades não são mais cobertas integralmente pelo Fies devido a mudanças implantadas, neste ano, pelo MEC.

"Embora tenha havido o compromisso contratual do Governo junto aos alunos em financiar o mesmo percentual da mensalidade a cada semestre, que inclui o reajuste legal previsto no art. 1º da Lei 9.870/99, houve uma alteração promovida pelo MEC que limitou este valor, descumprindo este compromisso", diz a nota.

"Por lei e contratualmente, a diferença é devida pelo aluno à instituição, mas estamos seriamente empenhados em buscar alternativas para garantir que os estudantes sigam seus estudos normalmente", finaliza o texto da universidade.




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