A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

11/09/2014 10:41

Folha de pagamento cresce e pressiona finanças da Prefeitura

Priscilla Peres e Marta Ferreira
Olarte afirma que tem valor de uma folha em caixa. (Foto: Marcelo Calazans)Olarte afirma que tem valor de uma folha em caixa. (Foto: Marcelo Calazans)

O gasto da Prefeitura de Campo Grande com pessoal e encargos sociais subiu 16,3% de 2012 para 2013, passando de R$ 967 milhões para R$ 1,12 bilhão, de acordo com o demonstrativo das despesas líquidas divulgados no Portal da Transparência. Nesse mesmo período, o valor arrecadado cresceu pouco mais de 1%, passando de R$ 2,302 bilhões em 2012 para R$ 2,335 bilhões no ano passado. Neste ano, os dados disponíveis são até julho e revelam que a despesa com pessoal, nos primeiros sete meses, também evoluiu em relação ao ano passado, em 17%, passando de R$ 525,7 milhões para R$ R$ 616,5 milhões.

Veja Mais
Olarte afirma que tem dinheiro em caixa para bancar o 13º e salário
Prefeitura corre risco de atrasar salário e 13º pela primeira vez em 18 anos

O aumento considerável da folha de pagamento, aliado à estabilidade na arrecadação, tem gerado deficits mensais para a prefeitura de Campo Grande, que anda gastando mais do que arrecada. Em julho deste ano, por exemplo, foram gastos R$ 240 milhões em valor líquido, enquanto que a arrecadação não passou de R$ 205 milhões.

O prefeito Gilmar Olarte (PP) disse que determinou que seja feito um levantamento em todas as secretarias sobre a folha de pagamento e, se foram identificados exceções, haverá cortes. "É óbvio que aumentou a folha, foram chamados vários funcionários onde não tinha, como enfermeiros e guarda municipal e também foram feitas as correções para os professores, que chegaram a 18,9%", afirmou em entrevista ao Campo Grande News.

Os números indicam que a prefeitura precisa mesmo de um esforço de caixa para dar conta das despesas, incluindo pagamento da folha de dezembro, que soma o salário de novembro e o décimo terceiro salário, visto que no ano passado esse valor ultrapassou os R$ 286 milhões.

Nesta semana, o prefeito Gilmar Olarte (PP) afirmou que é preciso economizar R$ 100 milhões até o fim do ano e que para isso tomará as medidas cabíveis. Enquanto isso, faz ações para aumentar a receita por meio da arrecadações de dívidas municipais com o PPI (Programa de Pagamento Incentivado).

O PPI está na segunda etapa de execução. Na primeira, voltada para os devedores de ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) fechou com receita de R$ 15 milhões, pouco perto do montante de R$ 690 milhões a receber. Nesta segunda fase, o objetivo é arrecadar R$ 40 milhões com a arrecadação de dívidas imobiliárias.

Presidente de sindicato diz que tem feito reuniões frequentes com prefeito sobre o pagamento de salários. (Foto: Arquivo)Presidente de sindicato diz que tem feito reuniões frequentes com prefeito sobre o pagamento de salários. (Foto: Arquivo)

Repercussão - Os boatos de que a prefeitura não conseguirá fazer o pagamento do 13° salário em dia corre entre os servidores municipais. O presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, afirma que essa preocupação já vem há meses e que o prefeito Olarte tem garantido o pagamento. Ontem, Olarte disse ao Campo Grande News que tem frente de uma folha de pagamento no caixa e por isso não há riscos de atrasos.

"Temos feito reuniões constantes com o prefeito e ele sempre nos garantiu de que irá pagar os salários e o décimo em dia. Também garantiu o aumento dos servidores", diz. Para assegurar o pagamento em dia dos funcionários públicos, Tabosa conta que Olarte afirma que terá que tomar providências. "O prefeito está fazendo um trabalho de respiração da prefeitura e nos garantiu pessoalmente de que fará isso, mesmo que tenha que demitir funcionários".

Para o comércio, o clima é de preocupação. "Nós ouvimos boatos sim, mas até agora não há uma informação oficial de que a prefeitura vai atrasar o décimo terceiro. Espero que isso não aconteça, por que os impactos são horríveis para os empresários", explica o presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), João Carlos Polidoro.




imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions