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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

11/02/2015 14:31

Governo prevê racionamento em abril e multa de até 30%, diz economista

Caroline Maldonado
Economista Fernando Abrahão explica motivos e impactos do racionamento (Foto: Alcides Neto)Economista Fernando Abrahão explica motivos e impactos do racionamento (Foto: Alcides Neto)

Em abril, o racionamento de energia chega para todo o país e quem vivenciou aquele de 2001 já pode se preparar para algo pior, que deve se estender até 2016. Embora o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, evite falar do assunto, já admitiu a possibilidade em entrevista à imprensa e há relatos de que técnicos do governo Federal estão definindo as medidas a serem adotadas e divulgadas por meio de uma campanha publicitária de conscientização para a redução do consumo, segundo o economista Fernando Abrahão.

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Com base no último racionamento, que se deu entre julho de 2001 e fevereiro de 2002, e no ocorrido em 1987, o economista prevê que a multa para quem ultrapassar a meta seja estabelecida entre 5% e 30%. Por ter maior número de indústrias operando, o Sudeste deve pagar mais caro em relação as demais regiões.

O governo deve elevar os impostos sobre produtos que consomem mais energia para que a população prefira os que gastam menos. A iluminação de ruas e praças será reduzida e, caso as condições de energia continuem ruins e as hidrelétricas não contem com mais chuvas, serão determinadas ainda outras medidas.

“Se a situação se agravar, e isso pode acontecer, o Brasil deve comprar energia de países como Bolívia e Paraguai, pode haver interrupção de fornecimento em certas datas, suspensão de novas ligações e aumento de carga e podem ser decretados até feriados para reduzir consumo de empresas e indústrias, como aconteceu no racionamento de 13 anos atrás”, destaca o economista.

A maior crise energética dos últimos 20 anos não será apenas um transtorno para o dia a dia dos brasileiros, mas causará a retração econômica e deve abalar o país, pelo menos, nos próximos dois anos, segundo Fernando. “A indústria é muito dependente da energia. Se ela tiver que diminuir o consumo vai impactar demais na economia do país”.

De acordo com o economista, a falta de atenção aos investimentos em transmissão e geração são os motivos que submetem o Brasil a uma situação que poderia ser evitada, mesmo com o deficit de água. “Há usinas prontas para gerar energia, mas não existe a rede de transmissão pronta para fazer o transporte da energia. Em contrapartida, existem localidades com rede transmissão e a construção das usinas estão com dois ou três anos de atraso. Dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) indicam que 80% das obras estão atrasadas. Uma que poderia suprir essa demanda é a de Angra III, que está há 35 anos sendo construída”, explica Fernando.

A falta de planejamento, na avaliação do economista, é responsável em 60% pela crise hídrica que o país enfrenta. “Claro que a falta de água também causou isso, mas o Brasil poderia estar mais preparado como outros países estão. Além disso, o consumo aumenta todos os anos de 3% a 4%, pois as famílias adquirem cada vez mais eletrodomésticos, com a melhora da qualidade de vida”, comenta.




Os 12 anos que o PT esteve no poder não foi feito nada para melhorar a geração de energia no Brasil, e outra, a partir de 2023 o paraguaí que detêm 50% da usina Itaipu poderá vender 50% da energia que a usina produz, como eles não tem como consumir esses 50%, poderão vender para quem eles quiserem, é um risco para nós caso eles não queiram vender mais para o Brasil.
Resumindo: o povo tem o governo que merece.
 
wild em 12/02/2015 08:20:37
Existe hoje a RN 482/2012 da Aneel, que determina que todos podem instalar geração em casa e conectar à rede, a chamada microgeração distribuida. São investimentos moderados (tipo 20-30 mil) que se pagam em 8 anos. Ou menos, se o custo da energia subir mais, ou quando seu consumo é menos que 400 kWh/mes.
Se este investimento fosse um pouco mais lucrativo, metade do pais estaria colocando placas solares no teto ainda este mes e o problema do desabastecimento seria resolvido. Basta o governo desonerar um pouco as placas solares. Como em Europa já se faz ha anos. O custo para o governo com certeza vai ser menor que o custo de um racionamento, pois faltar energia na industria com certeza vai abalar a economia do pais. E ainda vai poupar água nas represas. Estão esperando o que?
 
Marc em 12/02/2015 00:58:35
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