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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

01/10/2014 11:52

Greve dos bancários fecha agências do Centro e da Caixa Econômica

Caroline Maldonado
Com agência do Banco do Brasil da Coronel Antonino fechada, Guimarães Rocha não reclamou de usar caixa-eletrônico (Foto: Marcelo Calazans)Com agência do Banco do Brasil da Coronel Antonino fechada, Guimarães Rocha não reclamou de usar caixa-eletrônico (Foto: Marcelo Calazans)

A greve dos bancários, iniciada nesta terça-feira (30), concentra-se no Centro de Campo Grande, onde todas as agências fecharam. Já nos bairros a maioria das agências de bancos privados atende normalmente, apenas as agências da Caixa Econômica Federal e algumas do Banco do Brasil aderiram à greve.

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Ontem, segundo o sindicato da categoria, oito agências do Banco do Brasil funcionaram com número reduzido de funcionários e algumas resolveram fechar hoje. É o caso da agência da avenida Coronel Antonino, em que alguns funcionários pararam ontem e hoje ninguém trabalha, segundo o auxiliar administrativo e diretor da Federação dos Bancários em Mato Grosso do Sul e São Paulo, Luiz Alexandre Marcondes.

Na agência do Bradesco, da avenida Coronel Antonino, o atendimento até começou com uma hora de antecendência, como de costume nos cinco primeiros dias de cada mês. “Aqui é muito difícil aderir a greve, somente se o pessoal do sindicato não permitir a entrada, mas acredito que não fecharemos”, diz a supervisora administrativa, Juliane Silva. Sorte do beneficiário José Aparecido da Silva, 59 anos, que estava com receio de não conseguir sacar o benefício hoje. “Eu fiquei com medo, porque me disseram que estava fechado, mas eu vim e saquei rapidinho”, conta.

De acordo com o diretor da entidade, a intenção do movimento é conseguir um acordo como os bancos antes das eleições, mas a greve continuará enquanto não houver concesso. “Acredito que possa ocorrer uma conciliação ainda durante a semana”.

Alternativas – Com a greve a situação fica mais difícil para clientes da Caixa e do Banco do Brasil. Alguns conseguem acessar serviços no caixa-eletrônico sem reclamar, outros recorrem aos correspondentes bancários e ainda assim encontram problemas, mas não tiram a razão dos bancários que aderiram a paralisação.

“Para mim está tranquilo, consegui ver meu extrato e minhas contas são pagas todas pelo débito automático. A greve é um movimento justo e um instrumento legal”, opina o poeta Antônio Alves Guimarães Rocha, 58 anos, que nesta manhã foi a uma agência.

No correspondente bancário do Banco do Brasil movimento é tranquilo até as 11h (Foto: Marcelo Calazans)No correspondente bancário do Banco do Brasil movimento é tranquilo até as 11h (Foto: Marcelo Calazans)
José Aparecido teve medo de encontrar Banco Bradesco fechado, mas agência até abriu uma hora mais cedo (Foto: Marcelo Calazans)José Aparecido teve medo de encontrar Banco Bradesco fechado, mas agência até abriu uma hora mais cedo (Foto: Marcelo Calazans)

Já para quem precisa de serviços que o caixa-eletrônico não oferece, a situação é um pouco complicada. A partir das 11h muitas pessoas se concentram nos correspondentes bancários e o serviço fica lento.

“O fluxo começa da hora do almoço em diante. O maior transtorno é para quem quer sacar, porque tem um limite de R$ 1 mil no atendimento eletrônico e de R$ 500 no Mais Banco do Brasil, então as pessoas reclamam”, conta a atendente no correspondente bancário do Branco do Brasil Elza Borges, que aconselha os clientes a irem no período da manhã para um atendimento mais rápido.

Outra alternativa são as Casas Lotéricas, que fazem serviços dos dois bancos públicos e Correios, que atende pelo Banco do Brasil.

Negociação - Os bancários querem reajuste de 12,5% nos salários, piso salarial de R$ 2.979,25 e aumento maior para os vales refeição, alimentação e auxílio-creche/babá; que estão entre os 20 itens da reivindicação. Na última reunião com os sindicalistas, no sábado (28), a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) propôs aumentar de 7% para 7,35% o reajuste salarial. Sindicalistas de todas as regiões do país negaram a proposta.

A categoria cobra ainda o fim das dispensas sem motivo, da cobrança por metas, ampliação dos itens do projeto piloto de segurança para todo o Brasil e igualdade de oportunidades na ascensão profissional.




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