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21/07/2015 10:40

Indústria não cresce há 13 meses, mas exportações animam empresários

Liana Feitosa
Ociosidade média do setor industrial do Estado, em relação à sua capacidade instalada, chegou a 34% em junho. (Foto: Divulgação/ Fiems)Ociosidade média do setor industrial do Estado, em relação à sua capacidade instalada, chegou a 34% em junho. (Foto: Divulgação/ Fiems)

O empresário do setor industrial de Mato Grosso do Sul está otimista em relação às exportações do Estado. Esse foi o único quesito que apresentou avaliação positiva na última Sondagem Industrial feita pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

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É considerada avaliação positivas aquelas que atingem ou ultrapassam os 50 pontos. “A expectativa em relação ao volume exportado foi a única variável que registrou avaliação positiva, ou seja, que ficou acima dos 50 pontos. Contudo, a demanda esperada por seus produtos, compra de matérias-primas e contratações seguem com avaliações negativas”, segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Crescimento - De modo geral, os empresários das indústrias locais estão insatisfeitos com o desempenho do setor. Há 13 meses a atividade industrial de Mato Grosso do Sul segue sem perspectivas de expansão, segundo o levantamento de junho.

De acordo com Resende, desde 2014 as perspectivas de crescimento da produção ficaram abaixo da linha indicativa de expansão.

"O índice marcou 36,3 pontos em junho, queda de 5,7 pontos no comparativo com igual mês de 2014, mantendo o resultado muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos”, explicou Resende.

Capacidade - Além disso, a ociosidade média do setor industrial do Estado, em relação à sua capacidade instalada, chegou a 34% em junho. Portanto, a utilização média da capacidade instalada nas indústrias pesquisadas foi de 66%.

O levantamento ainda indicou que as principais dificuldades enfrentadas pelos empresários das indústrias do Estado nos meses de abril, maio e junho de 2015 foram o alto custo da energia, a elevada carga tributária, a demanda interna insuficiente e a falta ou alto custo da matéria-prima.

Questões como a competição desleal (informalidade, contrabando, etc), a inadimplência dos clientes e a falta de capital de giro também foram apontadas como fatores prejudiciais nesse mesmo período, de acordo com o Resende.

Investimentos - Como resultado, a intenção de investimento do empresário industrial segue sem apresentar melhora. “O industrial sul-mato-grossense mostra-se pouco confiante em relação aos investimentos para os próximos seis meses. O indicador de intenção de investimento marcou 39,9 pontos em julho, recuo de 33,5% sobre igual mês do ano passado", explica o coordenador.

"Por fim, 64,5% dos respondentes disseram que não pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses a partir de julho”, completou Resende.




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