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Campo Grande, Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

08/06/2016 11:22

Inflação sobe 0,73% em maio com energia e alimentação mais caros

Caroline Maldonado
Entre os alimentos, batata lidera inflação em maio, com alta de 19,12% (Foto: Fernando Antunes)Entre os alimentos, batata lidera inflação em maio, com alta de 19,12% (Foto: Fernando Antunes)

O índice que calcula a inflação teve variação de 0,73% em Campo Grande, no mês de maio. A pesquisa é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou abaixo da média nacional, que foi 0,78%. O campo-grandense sente os reflexos, em especial pela alta nas despesas com alimentos e energia elétrica.

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Conforme a pesquisa, o item energia elétrica teve alta de 0,64%. O percentual sofreu impacto do reajuste na contribuição de iluminação pública, em vigor desde 8 de abril, mas também da redução no PIS/COFINS (Programa de Integração Social) e (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), na análise do IBGE.

A despesa com água e esgoto subiu 0,75%, o que representa variação superior a do mês de abril, que havia sido de 0,51%. Nesse item, Campo Grande é a Capital com a quarta menor elevação.

Atenta aos preços, a estudante Débora Lorena, 25 anos, conta que está quase desistindo de fazer pesquisa para economizar, pois nem a procura por ofertas tem ajudado na redução das despesas. “Tudo está aumentando. Nos últimos meses, a energia e a comida é o que mais subiu. O feijão está quase a preço de ouro. Está chegando a R$ 15, o quilo. Esses dias, minha tia até tirou foto do preço e postou no facebook, no mercado, de tão impressionada”.

Brasil – Em todo o país, a inflação superou o índice de abril, de 0,61%, em 0,17 ponto percentual. Essa foi a taxa mais elevada para os meses de maio, desde 2008, conforme o IBGE. Já o acumulado no ano é de 4,05%, percentual inferior aos 5,34% registrados no mesmo período de 2015. Em maio do ano passado, o IPCA teve variação de 0,74%.

A taxa de água e esgoto é a que mais subiu. A alta no índice é de 10,37%. Esse é o item de maior contribuição individual no mês. O aumento se deve, em especial, a região metropolitana de São Paulo, onde a variação do item atingiu 41,90%, em função do fim do Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água. A taxa faz parte do grupo Habitação, cuja inflação foi de 1,79% no país.

Entre os itens da Habitação, também tiveram alta expressiva a energia elétrica, com 2,28%; a mão de obra para pequenos reparos, com 0,87%; artigos de limpeza, com 0,85% e condomínio, com 0,79%.

No grupo Alimentação e Bebidas, o aumento é de 0,78% e os preços continuam a subir, porém menos do que em abril, quando a alta foi de 1,09%. O produto recorde no reajuste de preço em maio é a batata-inglesa, com 19,12%. Em seguida, está a cebola, com 10% e o feijão mulatinho, que inflacionou 9,85% e o carioca, com alta de 7,6%.

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