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Campo Grande, Sábado, 01 de Outubro de 2016

16/02/2016 17:15

Instituição seleciona projetos de cunho social para incentivo financeiro

Renata Volpe Haddad

À procura por empresas interessadas em solucionar problemas sociais, Mato Grosso do Sul tem um representante de Negócios Sociais. O administrador e empreendedor social, Wellington Vidaurre, vai avaliar empresas do Estado com iniciativas de impacto social, que posteriormente podem receber fundos para estimular o desenvolvimento socioeconômico.

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Os projetos serão selecionados pela empresa Yunus Social Bussiness, criada pelo professor MuhammadYunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, por sua luta contra a pobreza em Bangladesh. E de acordo com o administrador, o sucesso do negócio não deve ser medido pelo total do lucro arrecadado.

“Explico negócio social como aqueles que têm a missão de solucionar um problema social ou ambiental e que devem ser autossustentáveis financeiramente. O sucesso do negócio social não deve ser medido pelo total de lucro gerado, mas pelo impacto criado em outras esferas, com benefícios que vão além das portas da empresa”, ressalta Vidaurre.

Segundo Vidaurre, a primeira missão dele no Estado é disseminar o conceito de Negócios Sociais. "Não é um tema conhecido e pretendo mostrar Negócios Sociais através de eventos em universidades e instituições, pois o público formador de opinião é o que está na graduação e pós-graduação", informa.

Problemas sociais com saúde, habitação, acesso a medicamentos, operações oftalmológicas, incluem nos negócios sociais. "Um exemplo que eu tenho é uma empresa que resolveu agilizar quem está na fila do SUS a espera de uma consulta. O paciente paga uma taxa de R$ 80 e tem a consulta particular. Isso é melhor do que ficar seis meses na fila de espera e ainda correr o risco de ter a consulta desmarcada", avalia.

O administrador explica que Negócios Sociais não é uma ONG (Organização Não Governamental), pois precisa gerar lucro que tem que ser reinvestido no negócio, que é auto sustentável. "O negócio é uma alternativa para as Ongs e uma ajuda para empresas", explica.

De acordo com a Yunus Negócios Sociais Brasil até o momento apenas um negócio brasileiro recebeu o investimento máximo de R$ 1 milhão, mas outros sete estão em avaliação, cada um com necessidades de investimentos diferentes. "Queremos em breve que alguma empresa sul-mato-grossense receba um investimento da Yunus e vamos trabalhar para isso", comenta. 

Vidaurre informa que para disseminar o conceito do negócio, pode contar com ajuda de voluntários que serão capacitados e poderão levar o conceito para outras regiões do Estado. "Já enviei um ofício para cada universidade e instituição do Estado, pois nosso objetivo não é ficar apenas em Campo Grande", alega.

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