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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

07/05/2016 09:55

Na terra do eucalipto, gerar energia com sobras é foco de empresários

Renata Volpe Haddad
Inovador e estruturante, projetos de geração de energia com biomassa de eucalipto são desenvolvidos no Estado. (Foto: Campo Grande News/ Arquivo)Inovador e estruturante, projetos de geração de energia com biomassa de eucalipto são desenvolvidos no Estado. (Foto: Campo Grande News/ Arquivo)

Anualmente, sobram 200 mil hectares de eucalipto plantados para investimento em Mato Grosso do Sul. Para utilizar essa floresta e as sobras vindas das indústrias, o governo do Estado e a Reflore têm incentivado empresários a investir na geração de energia a partir da biomassa. Os resultados começam a aparecer e já são 13 projetos consolidados de termelétricas do tipo.

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Estado já se consolidou no setor da celulose e o desafio agora, é utilizar as sobras de forma eficiente e sustentável. Como incentivo para que as usinas de biomassa saiam do papel há até recursos financeiros disponíveis. São cerca de R$ 200 milhões do FDCO (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste) para empreendimentos voltados à geração de energia.

Conforme o secretário da Semade (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Jaime Verruck,  aos investidores foram apresentadas as áreas disponíveis e os produtores de eucalipto, para que fossem feitos os contrato. O governo disponibilizou em 30 dias licenças prévias para que estes 13 projetos participassem do leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que ocorreu no dia 29 de abril.

"Mas, apenas a Eldorado aceitou o preço oferecido pela Aneel de R$ 251 por megawatt pois a empresa tem a matéria prima, ou seja, eles não precisam comprar de produtores, por isso o preço foi mais interessante para a Eldorado do que para os outros projetos que participaram do leilão", afirma ele.

Segundo Verruck, a Eldorado venceu o leilão e tem um projeto grande para ser concretizado em Aparecida do Taboado. "É importante dizer que não é uma cogeração, sendo que não tem nada a ver com a indústria. É um projeto a parte, já que a floresta que será utilizada na usina de geração de energia está disponível para este projeto", alega.

Diante da situação dos projetos, o secretário fez um ofício para encaminhar à Aneel, para que no segundo leilão tais empreendimentos participem novamente. "O Governo do Estado quer que alguns destes projetos que já estão prontos participem do leilão, pois nós temos investidores e temos matéria prima".

Por ano, para produzir energia com biomassa de eucalipto, são necessários de oito a nove mil hectares de floresta. (Foto: Campo Grande News/ Arquivo)Por ano, para produzir energia com biomassa de eucalipto, são necessários de oito a nove mil hectares de floresta. (Foto: Campo Grande News/ Arquivo)

Empresa - Com dois projetos de geração térmica de energia com biomassa de eucalipto, a BC Engenharia quer instalar uma usina em Ribas do Rio Pardo, distante 103 km de Campo Grande.

De acordo com o gerente de operações da empresa, Hudson Bonfim, os projetos das duas usinas totalizam 330 megawatt por hora. "Ocombustível são os eucaliptos, e serão necessários 110 mil hectares para o ciclo completo de sete anos".

Por ano, para produzir energia com biomassa de eucalipto, são necessários de oito a nove mil hectares de floresta. 

A BC Engenharia participou do leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) no dia 29 de abril, mas não fechou contratação, pois o valor de referência do megawatt hora da biomassa ficou abaixo do valor e acabou não sendo competitivo para a maioria dos empreendimentos.

"A Aneel fixou um teto abaixo da viabilidade econômica que foi de R$ 251 megawatt, sendo que para ser viável é necessário R$ 290 megawatt pelo menos. Porém, se tiver outro leilão vamos participar", afirma.

Conforme o gerente de operações, o custo de construção de uma UTE (Usina Termoelétrica) a nível de declaração é de R$ 800 milhões, sem contar a parte florestal. "A BC Engenharia criou o projeto em 2013 e a biomassa do eucalipto é menos rejeitada ambientalmente".

Para finalizar, Bonfim explica que Mato Grosso do Sul é um Estado que já tem um maciço florestal que vai atender a demanda. "Não podemos nos instalar em um lugar onde não tem eucalipto ou com produção no início. Mato Grosso do Sul nos oferece amplitude e se caso precise aumentar a capacidade de produção de energia, o Estado oferece isso".

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