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Campo Grande, Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

12/07/2016 06:41

Número de empresários que saíram da informalidade cresceu 18% em MS

A formalização de Meis é o segmento que mais avança no Estado

Renata Volpe Haddad
Leandro Gettner começou a consertar equipamentos industriais com 15 anos, aos 21 anos se formalizou como MEI e hoje tem uma micro empresa. (Foto: Alcides Neto)Leandro Gettner começou a consertar equipamentos industriais com 15 anos, aos 21 anos se formalizou como MEI e hoje tem uma micro empresa. (Foto: Alcides Neto)

Empresários sul-mato-grossenses estão saindo da informalidade para virar Mei (Micro empreendedor individual). O número de donos de pequenos negócios que abriram uma empresa, cresceu 18% nos últimos dois anos e conforme pesquisa do Data Sebrae este é o tipo de empresa que mais cresce no Estado.

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Entre 2014 e 2015, o número de MEIs saltou de 69.707 para 82.517. A quantidade ainda é pequena se comparado com outros Estados, como São Paulo e Bahia, por exemplo, mas mostra que os empreendedores estão se formalizando.

De acordo com a analista técnica do Sebrae, Michele de Carvalho, o número de micro empresas individuais em MS atende a densidade populacional do Estado. "Não temos como comparar com São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo, porque lá a população é maior, só que MS vem se destacando neste segmento", informa.

Caso de sucesso - De um micro empreendedor individual a um empresário, a empresa de Leandro Gettner, cresceu em dois anos e hoje, a Stilo Wap que está há sete anos na avenida Salgado Filho, é referência no Estado em manutenção de equipamentos industriais.

Ele conta que começou a consertar este tipo de equipamento com 15 anos. Aos 21 já tinha a empresa mas não era formalizado. "Eu via que perdia alguns clientes por não ter nota fiscal ou para conseguir uma, a burocracia era muito grande. Para facilitar a minha vida e agradar os clientes procurei o Sebrae e me formalizei como MEI", afirma.

Após a formalização, a empresa começou a crescer e em dois anos, se tornou micro empresa. "Comecei com um funcionário e hoje tenho cinco. Somos a única rede do Estado que trabalha com as melhores marcas autorizadas e me tornei referência. Quando alguém não consegue consertar um equipamento, eles mandam para a Stilo", comenta.

Há sete anos no mesmo endereço, empresa de micro empreendedor individual hoje é referência no Estado. (Foto: Alcides Neto)Há sete anos no mesmo endereço, empresa de micro empreendedor individual hoje é referência no Estado. (Foto: Alcides Neto)

Formalização - Criado no final de 2008, o MEI é a empresa mais fácil de ser aberta, conforme a analista, sendo que o pequeno empresário pode criar a empresa de forma online. "Não tem taxa de abertura e o imposto é um valor fixo mensal que varia entre R$ 45 e R$ 50 dependo do tipo de segmento, se é comércio ou serviço", afirma.

O faturamento de uma micro empresa deve ser de até R$ 60 mil por ano e pode ter apenas um funcionário. "Não pode haver sócio e o dono não pode ter outra empresa aberta, sendo que também não precisa de um contador. Se essas regras atendem os requisitos, o MEI é a forma mais fácil do trabalhador se formalizar", informa.

 

Além disso, o micro empreendedor individual também é uma forma de iniciar a atividade empresarial, pois, com o passar do tempo e com a empresa crescendo, o empresário pode migrar para uma micro empresa. "Outra vantagem para o empresário é que se o MEI não der certo, ele não precisa arcar com gastos e pode encerrar a empresa também pela internet", explica a analista.

 

Por mês, são atendidos no Sebrae 1,8 mil pequenos empreendedores, deste 400 pessoas procuram informações para se formalizar, mensalmente.

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