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Campo Grande, Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

25/07/2016 12:47

Para fugir da crise, pequenos empresários organizam feira solidária

Renata Volpe Haddad
Feira itinerante será realizada no dia 6 de agosto, bairro Coophasul. (Foto: Divulgação)Feira itinerante será realizada no dia 6 de agosto, bairro Coophasul. (Foto: Divulgação)

Para fugir da crise e ter a oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido, donas de brechós e artesãs de Campo Grande, organizam uma feira colaborativa com a intenção de levar à população produtos com baixo custo. A ideia é criar uma feira itinerante e a primeira será realizada no bairro Coophasul, no dia 6 de agosto, com 20 empresários.

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Uma das organizadoras é a dona do brechó Maria Bonita, Lucilene Dolci. Ela se tornou empresária após se formar e ficar dois anos desempregada. Diante da situação, decidiu montar um brechó dentro de casa e participar de feiras, levando o que tinha para vender.

"Precisava me virar porque minha situação financeira estava bem complicada. Como eu participo da feira São Chico toda semana e conheci pessoas que passaram pela mesma situação que eu, mas que conseguiram outra fonte de renda, pensei em fazer algo para levar até as pessoas nosso trabalho", explica

Ela conversou com outras empreendedoras que decidiram montar uma feira itinerante. "Vai ser aberta para a comunidade, com roupas, calçados, artesanatos e antiguidades. Uma pessoa pode montar um look por R$ 20 no dia", afirma.

Quem abraçou a ideia junto com Lucilene foi a ex funcionária pública, Hericka Escandolheiro. Ela tem um brechó de roupas pluz size e entrou no ramo depois de passar por uma cirurgia bariátrica há um ano e vender as roupas que não serviam mais, na internet. O negócio dão tão certo que ela pediu para ser exonerada do trabalho e abriu uma loja na sala de casa. "Publicava em grupos de vendas as roupas que não me serviam mais e as pessoas me procuravam muito, porque ainda é um ramo pouco explorado na Capital", conta.

Sobre a feira solidária, Hericka explica que não é um evento fixo e a ideia é levar aos bairros de Campo Grande os produtos que estão à venda. "O bairro Coophasul foi escolhido porque moramos na região. O presidente do bairro apoiou a ideia e a feira será realizada ao lado do centro comunitário e já pedimos o aval da prefeitura", informa.

Em feira itinerante, população pode comprar peças de roupas a partir de R$5. (Foto: Divulgação)Em feira itinerante, população pode comprar peças de roupas a partir de R$5. (Foto: Divulgação)

Depois do hotel em que trabalhava fechar as portas, Gislaine Almeida de Souza, precisou aprender uma profissão, já que tem filho pequeno e trabalhar fora todos os dias se tornou um empecilho. "Comecei a fazer cursos de artesanatos e aprendi muitas coisas. Hoje exponho minhas produções na feira São Chico e na praça da Bolívia".

Para ela, essa feira itinerante vai dar mais visibilidade ao trabalho. "Pouca gente conhece nosso trabalho e essa ideia de levar aos bairros vai ajudar a aquecer as vendas", alega.




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